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Reciprocidade de tarifas entre EUA e UE 'deve beneficiar ambos', diz comissário europeu
O comissário europeu de comércio, Maros Sefcovic, disse nesta quinta-feira (20) que a reciprocidade nas tarifas deve funcionar tanto para a União Europeia quanto para os Estados Unidos, depois de se reunir em Washington com representantes da administração de Donald Trump.
Como Washington busca “reciprocidade”, a UE está pronta para se engajar, disse Sefcovic, um dia depois de se reunir com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e com o representante comerc,ial indicado pela Casa Branca, Jamieson Greer.
Trump ameaçou a UE e outros parceiros comerciais com “tarifas recíprocas” e chegou ao ponto de chamar a política comercial da UE com Washington de “absolutamente brutal”.
“Se a reciprocidade for buscada”, disse Sefcovic, "ela deve beneficiar a ambos".
“Estamos prontos para considerá-la, estamos prontos para nos envolver”, acrescentou.
“Estamos prontos para ver como podemos reduzir as tarifas de importação de todos os produtos industriais”, disse o comissário.
Em sua visita de três dias a Washington para se reunir com autoridades e líderes empresariais, Sefcovic refutou a afirmação de Trump de que as relações comerciais entre EUA e UE são injustas.
Sefcovic disse que uma de suas solicitações é adiar a implementação das tarifas dos EUA enquanto os dois lados discutem suas preocupações.
E que sua impressão é de que os EUA também estariam “dispostos a considerar” uma redução de suas tarifas.
Embora a UE imponha tarifas mais altas sobre veículos pessoais, Sefcovic observou que os EUA protegem outras áreas, como as caminhonetes.
“Ao mesmo tempo em que protegemos os interesses europeus, buscamos um diálogo construtivo para evitar o sofrimento desnecessário causado por medidas e contramedidas”, disse ele a repórteres em Washington.
Em um evento no American Enterprise Institute, em Washington, na quarta-feira, o comissário disse que não vê "nenhuma justificativa para aumentos repentinos e unilaterais de tarifas" por parte dos Estados Unidos.
Porém, "para proteger os interesses europeus, não teremos outra escolha a não ser responder com firmeza e rapidez", advertiu.
F.Müller--BTB