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Explosão de granada do período da guerra civil no Camboja mata duas crianças
Duas crianças morreram na explosão de uma granada, enterrada desde a guerra civil do Camboja, quando brincavam perto de sua casa, informaram as autoridades locais neste domingo.
A explosão ocorreu no sábado em um vilarejo da província de Siem Reap (noroeste do país), que foi cenário de combates entre os soldados do governo cambojano e os rebeldes do Khmer Vermelho nos anos 1980 e 1990.
O menino e a menina que faleceram eram primos e tinham dois anos de idade.
"Segundo o relatório de investigação, as duas crianças brincavam cavando o solo e podem ter atingido (a granada) com um objeto que causou a explosão", disse Heng Ratana, diretor geral do Centro Cambojano de Ação contra as Minas.
Ele afirmou que uma das crianças morreu no momento da explosão e a outra faleceu no hospital.
O acidente ocorre depois que o Camboja foi obrigado a suspender as operações de retirada de minas terrestres por várias semanas devido ao corte do financiamento de Washington, depois que o presidente Donald Trump congelou a ajuda externa por 90 dias.
As autoridades do país asiático informaram que os operários devem retomar o trabalho de eliminação de munições não detonadas depois que os Estados Unidos concederam uma isenção para a continuidade das atividades no Camboja.
O país tem munições e armas descartadas pelas décadas de guerra que viveu desde os anos 1960.
A guerra civil terminou em 1998, mas as mortes por minas e outros dispositivos não detonados causaram mais de 20.000 mortes desde 1979.
O Camboja tinha o objetivo de acabar com as minas até 2025, mas o objetivo foi adiado em cinco anos devido às dificuldades de financiamento e à descoberta de um novo campo de minas terrestres ao longo da fronteira com a Tailândia.
C.Meier--BTB