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Economia argentina recua 1,8% no primeiro ano do governo Milei
A economia da Argentina contraiu 1,8% anual em 2024, o primeiro ano do governo de Javier Milei, uma queda menor que a prevista pelo Fundo Monetário Internacional (2,8%), segundo dados publicados pelo instituto nacional de estatística (Indec) nesta terça-feira (25).
O relatório com a estimativa mensal de atividade, que permite antecipar a variação do PIB, mostra, no entanto, sinais de recuperação em dezembro de 2024, quando a economia cresceu 5,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior e 0,5% em comparação com novembro.
Milei comemorou o dado em seu perfil no X: "Tendo feito o maior ajuste fiscal da história e enquanto tudo sugeria que com meio ajuste o PIB cairia 15%, a EMAE (proxy mensal do PIB) entre dezembro de 2024 e 2023 cresceu 4,8%", escreveu.
O primeiro ano de presidência do economista ultraliberal esteve marcado por uma drástica política de austeridade orçamentária, que levou ao primeiro superávit anual em 14 anos, e a inflação anual caiu de 211% em 2023 para 117%.
Milei fez cortes drásticos nas obras públicas, reduziu e eliminou órgãos estatais, suspendeu financiamento às províncias, demitiu milhares de servidores públicos, desregulou preços e eliminou subsídios.
Nesse contexto, o PIB recuou em estimativa anual -5,2% no primeiro trimestre de 2024, -3,4% no segundo e -2,1% no terceiro, segundo dados oficiais.
- Expectativas -
Para a economista Maria Castiglioni Cotter, diretora da C&T Asesores, o relatório "confirma que a recuperação da atividade se manteve em dezembro".
Desde maio do ano passado "vem crescendo todos os meses, alguns com mais força, outros com menos, mas uma recuperação que acabou por ser muito sustentada", disse Castiglioni à AFP.
Isso permitiu que o recuo fosse menor que o esperado, acrescentou Castiglioni à AFP. "Reduziu-se a queda que vinha acumulando mês a mês e o recuo finalmente foi inferior a 2%", pontuou.
Em janeiro, o FMI projetou um crescimento de 5% tanto para 2025 quanto para 2026 e estimou uma queda de 2,8% do PIB em 2024, contra um cálculo anterior de 3%.
Em outubro, o Banco Mundial havia projetado um retrocesso de 3,5% na Argentina em 2024.
W.Lapointe--BTB