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Um em cada quatro nova-iorquinos vivia na pobreza em 2023, segundo relatório
Mais de dois milhões de pessoas, em torno de 25% da população de Nova York, viviam abaixo da linha da pobreza em 2023, segundo um relatório publicado nesta quarta-feira (26).
De acordo com a ONG Robin Hood e a Universidade de Columbia, que utilizam os dados mais recentes disponíveis (2023), a pobreza em Nova York, uma das cidades mais caras do mundo, representa quase o dobro da taxa nacional, de 13%.
Os autores classificam o limite da pobreza abaixo dos US$ 47.190 (R$ 268.856 na cotação atual) anuais para uma família de quatro membros. A renda familiar média era de US$ 76.577 (R$ 3,7 milhões na cotação da época) por ano em 2023.
Dos 2,02 milhões de pessoas na pobreza, um quarto (26%) é de crianças, a taxa mais alta observada para este segmento da população desde que os dados começaram a ser coletados em 2017.
Ao todo, mais de 100 mil pessoas entraram na pobreza em 2023, apesar do crescimento econômico contínuo e da queda do desemprego, de acordo com o relatório.
O custo das cinco necessidades básicas consideradas para o cálculo - alimentação, moradia, serviços públicos, vestuário e telefone/internet - aumentou 7,5% em relação a 2022, acima do crescimento da renda e da inflação.
Mas não são apenas as pessoas que vivem na pobreza que lutam para sobreviver. Muitos que estão acima deste limite também têm grandes dificuldades para cobrir despesas como moradia, contas e custos médicos.
Ao todo, 43% das famílias elegíveis para receber auxílio público - de baixa e média renda -, não dispunham de uma reserva de US$ 400 (R$ 2.310) para imprevistos.
E 73% destas famílias tiveram que usar suas economias nos últimos anos para lidar com o aumento dos preços, bem como 31% tiveram que buscar um trabalho adicional.
Mais da metade gastou mais de 30% de sua renda com aluguel, segundo o relatório.
"Sabemos que a pobreza é uma crise que as políticas públicas podem evitar (...), mas em um momento de pressões inflacionárias crescentes e salários estagnados, o governo federal está ameaçando cortar programas essenciais da rede de segurança social", lamentam os autores do relatório.
K.Thomson--BTB