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Incêndio continua após colisão de navios no Mar do Norte, sem sinais de contaminação
O incêndio continua, nesta terça-feira (11), após uma colisão entre um navio cargueiro e um petroleiro na costa da Inglaterra, na qual um tripulante desapareceu e acredita-se que teria morrido, de acordo com o governo britânico, que não observou nenhum sinal de contaminação até o momento.
"Nossa suposição é que o marinheiro infelizmente faleceu", disse o secretário de Transporte, Mike Kane, ao Parlamento, referindo-se ao tripulante desaparecido do cargueiro Solong.
Kane acrescentou que "como as coisas estão, nenhum sinal de contaminação foi observado neste momento. Mas o alerta permanece em vigor" após a colisão em que um tanque de querosene no petroleiro foi rompido.
O governo britânico também defendeu a tese de que a colisão no Mar do Norte foi causada por um acidente.
"Pelo que entendi, não há razão para acreditar, neste momento, que este seja um ato criminoso", disse um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
A Guarda Costeira informou que "o navio de carga continua em chamas e o incêndio a bordo do petroleiro 'Stena Immaculate' diminuiu consideravelmente".
O navio de carga "se separou" do petroleiro na noite de segunda-feira e, à deriva, começou a se deslocar para o sul, acrescentou a fonte.
O petroleiro, fretado pelo exército dos Estados Unidos, estava ancorado a cerca de 15 quilômetros da cidade de Hull quando foi atingido pelo porta-contêineres, em circunstâncias ainda desconhecidas.
O navio porta-contêineres Solong "surgiu do nada", disse um membro da tripulação do petroleiro à BBC.
A colisão causou um grande incêndio. Um dos tanques do Stena Immaculate, que continha querosene, rompeu, causando um vazamento e aumentando o receio de grandes danos ambientais.
- "Extremamente preocupante" -
"Embora o primeiro objetivo seja conter o fogo, a contaminação relacionada ao acidente tem potencial para se espalhar amplamente dependendo das correntes e ondas, com risco de afetar essas áreas protegidas", alertou Daniela Schmidt, professora de ciências da Universidade de Bristol.
O proprietário alemão do cargueiro, de bandeira portuguesa, negou que o navio transportasse contêineres carregados com cianeto de sódio, rejeitando as informações do site Lloyd's List Intelligence, especializado em transporte marítimo.
"Podemos confirmar que não há contêineres a bordo com cianeto de sódio, como foi relatado erroneamente. Há quatro contêineres vazios que continham anteriormente o produto químico perigoso", disse a empresa de transporte alemã Ernst Russ em um comunicado.
O secretário britânico da Habitação, Matthew Pennycook, disse à Times Radio que as autoridades americanas e portuguesas estavam encarregadas da investigação, já que os navios tinham bandeiras desses países.
Um porta-voz de Downing Street afirmou que a situação ambiental é "extremamente preocupante".
- "Perigos tóxicos" -
Os moradores de Grimsby expressaram seus receios sobre os riscos ambientais. "Não queremos que isso afete a vida selvagem", disse Laura Scrimshaw, de 47 anos.
A ONG Greenpeace também alertou sobre os "múltiplos perigos tóxicos" que o acidente representa "para a vida marinha".
O petroleiro "Stena Immaculate" pertencia à empresa sueca Stena Bulk e havia partido do porto grego de Agioi Teodori em 27 de fevereiro, com destino a Killinghome, no norte da Inglaterra.
De acordo com o site Lloyd's List Intelligence, o navio transportava 220.000 barris de querosene.
Um porta-voz militar dos EUA afirmou que o petroleiro estava "temporariamente fretado pelo Comando de Transporte Marítimo Militar", um serviço das forças armadas que opera embarcações com tripulação civil para o Departamento da Defesa.
O porta-contêineres deixou o porto escocês de Grangemouth na manhã de segunda-feira com destino à cidade holandesa de Roterdã.
B.Shevchenko--BTB