-
Diretor da McLaren exalta 'harmonia reforçada' entre Norris e Piastri
-
Real Madrid empresta Mastantuono à Fiorentina
-
México e Peru restabelecem relações diplomáticas após ruptura por asilo
-
Bayern de Munique vence Aston Villa em amistoso em Hong Kong
-
EUA perde empregos, um golpe às afirmações de Trump sobre a economia
-
OMS propõe testar na RDC uma vacina já existente contra outra cepa do ebola
-
Notre-Dame, Champs-Élysées e vítimas de abusos: a agenda do papa na França
-
Arábia Saudita, Paquistão e Turquia assinam pacto de defesa em meio a tensão com Irã
-
Coreia do Norte recomenda sopa de cachorro para enfrentar o calor
-
Desemprego na França sobe para 8,3%, seu nível mais alto desde a pandemia
-
De la Espriella toma posse na Colômbia como aliado de Trump na guerra contra o tráfico
-
Rebeldes houthis matam mais de 60 soldados das forças governamentais no Iêmen
-
Adolescente mata avós, alunos e professores na Tailândia
-
Governo e oposição têm primeiro encontro rumo a transição política na Venezuela
-
Protesto contra projeto de lei termina em confronto na Argentina
-
Governo e oposição têm primeiro encontro para transição política na Venezuela
-
Meta é condenada a pagar US$ 567 milhões para estado dos EUA por caso envolvendo menores nas redes
-
Lucro da Petrobras dobra com produção recorde e alta do petróleo
-
Governo e oposição iniciam diálogo com vistas a uma transição política na Venezuela
-
Manifestantes entram em confronto com polícia na Argentina por projeto de lei em favor da propriedade privada
-
Trump assina decreto contra 'turismo' da cidadania por nascimento
-
Kompany confia nos reforços do Bayern para conquistar a Champions
-
Pegula elimina Rakhimova e vai às oitavas do WTA 1000 de Toronto
-
Governo interino e delegados da oposição iniciam diálogo na Venezuela
-
PSG anuncia contratação do meia-atacante Maghnes Akliouche
-
Ônibus-bomba deixa dois mortos na Síria
-
Rodrigo Paz defende sua gestão nos primeiros nove meses à frente da Bolívia
-
Ex-Inter, Enner Valencia é anunciado pelo Boca Juniors
-
EUA saúdam chegada de opositora à Venezuela para iniciar diálogo
-
França anuncia caso de hantavírus da cepa Andes em turista franco-argentino
-
Rodri dá sinal verde ao Barcelona para negociar com o Manchester City
-
Autoridades registram um caso de sarampo em parque da Universal Studios na Califórnia
-
Crianças migrantes correm risco de sofrer abusos nas ruas de Ceuta, alertam ONGs
-
Vini Jr. renova com o Real Madrid até 2032
-
Infantino sob pressão da Uefa e da Conmebol
-
EUA sanciona ministro cubano das Forças Armadas e cúpula da indústria militar
-
O papel da desinformação na última onda de migrantes que chegou ao enclave espanhol de Ceuta
-
Conmebol expressa 'preocupação com ações unilaterais' da Fifa
-
Interferências russas se multiplicam antes das eleições presidenciais na França
-
A dolorosa dança dos números de desaparecidos nos terremotos na Venezuela
-
Uefa mantém boicote às competições da Fifa
Hiperinflação na Venezuela... outra vez?
Uma sacola com o essencial, a compra do dia: o bolso dos venezuelanos fica curto diante de um aumento esmagador dos preços que anunciam o que para muitos especialistas é inevitável, o retorno da hiperinflação.
A inflação na Venezuela atingiu 130.000% ao ano em 2018, o ápice de um período hiperinflacionário de quatro anos que terminou em 2021.
No ano passado foi de 48%, segundo o presidente de esquerda Nicolás Maduro. O Banco Central não publica o indicador desde outubro de 2024.
O FMI projeta um aumento de preços de 548% para este ano e 629% para 2026. Outros economistas apontam para um aumento até acima de 800%.
Jacinto Moreno vive isso na prática. "Se ganhamos 20 bolívares, gastamos 50", resume este comerciante informal à AFP no centro de Caracas. "Os preços sobem todos os dias".
Maduro se orgulha de sua gestão da economia, que afirma estar sob cerco dos Estados Unidos entre sanções econômicas e agora uma mobilização militar no Caribe que denuncia como uma ameaça de derrubada e uma tentativa de se apoderar das riquezas petrolíferas da Venezuela.
Projeta um crescimento do PIB superior a 9% em 2025. O FMI estima 0,5% e alguns analistas 3%.
- "Não dá para comprar" -
Norma Guzmán sai da loja com três tomates em uma sacola.
"Faço as compras no mercado diariamente porque não dá para comprar", diz esta dona de casa.
O economista Oscar Torrealba projeta uma inflação de 811% para 2025. "Isso indiscutivelmente nos aproxima muito de um cenário hiperinflacionário", aponta.
"Para poder considerar hiperinflação em um país, deve haver variações (de preços) acima de 50% ao mês durante três períodos (meses) consecutivos", explica este analista baseado na Colômbia.
Outros especialistas apontam que uma inflação interanual de 500% já é considerada hiper, sobretudo porque no mundo o indicador é baixo. É uma teoria que desloca a definição de meados do século XX de 50% ao mês por um ano.
Poucos economistas que vivem na Venezuela se atrevem a desafiar em público o discurso oficial, depois que no meio do ano foram detidos vários profissionais, incluindo um ex-ministro das Finanças.
As prisões nunca foram anunciadas oficialmente, mas coincidiram com uma série de operações policiais contra a divulgação do preço do dólar paralelo em páginas que foram eliminadas.
A referência ficou então ao livre-arbítrio do cambista ou em criptomoedas.
- "Mais acelerado" -
Não há escassez na Venezuela, ao contrário dos anos de crise profunda, quando as pessoas ficavam horas na fila para comprar meio quilo de café ou açúcar.
Maduro abordou então a situação com mais disciplina fiscal, parou a emissão de moeda, relaxou controles e despenalizou o uso do dólar, que passou a ser a moeda de fato. De fato, a Venezuela reporta uma inflação em dólares, que Torrealba situou em outubro em quase 80% ao ano.
O dólar é, de fato, a chave deste novo cenário inflacionário em um momento econômico com pouco espaço para ação.
Um dos principais fornecedores de divisas ao sistema era a petroleira Chevron, que agora opera de forma limitada e paga royalties ao Estado em petróleo e não em dinheiro como antes.
A Venezuela vende esse petróleo no mercado ilegal com grandes descontos.
Agora, com menos dólares no mercado, disparou uma diferença cambial que chegou a superar 60% entre a cotação oficial e a paralela.
Ao longo do ano, a cotação do dólar disparou quase 400%.
"Isso é repassado para a inflação", explica Juan Carlos Valdez, professor de Economia Política e deputado eleito pelo oficialismo. Só que a inflação sobe em um ritmo "mais acelerado que o movimento da taxa de câmbio" pelos ajustes que fazem os comerciantes para se protegerem, argumenta.
C.Kovalenko--BTB