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Economia do Brasil cresceu 2,3% em 2025 mas perde força
A economia do Brasil cresceu 2,3% em 2025, uma desaceleração na comparação com o ano anterior, no contexto de uma política monetária restritiva, segundo dados oficiais divulgados nesta terça-feira (3).
O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 3,4% em 2024.
No quarto trimestre do ano passado, a economia avançou 0,1% em relação ao trimestre anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice que mede o desempenho da economia brasileira está de acordo com as expectativas do mercado, segundo as estimativas de instituições financeiras consultadas pelo jornal econômico Valor.
"O PIB ficou estável em relação ao terceiro trimestre, mesmo com a queda nos investimentos, por conta da estabilidade do consumo das famílias e do crescimento no consumo do governo", afirmou Rebeca Palis, coordenadora de contas nacionais do IBGE.
Ela acrescentou que o crescimento da economia foi impulsionado pelas atividades "menos afetadas pela política monetária contracionista".
O setor agropecuário liderou o crescimento com uma alta de 11,7%, estimulado por safras recorde de milho (23,6%) e soja (14,6%). A extração de petróleo e gás também contribuiu consideravelmente dentro do setor industrial.
O setor de serviços cresceu 1,8%, com bons resultados em tecnologia e informação e na área financeira. A indústria, por sua vez, avançou 1,4%.
O dado confirma uma desaceleração a sete meses das eleições presidenciais de outubro, nas quais Luiz Inácio Lula da Silva disputará um quarto mandato.
O Banco Central manteve a taxa básica de juros, a Selic, sem alterações em janeiro pela quinta vez consecutiva, a 15%, em um esforço para conter a inflação, que continua próxima do intervalo de tolerância da meta oficial.
O BC, no entanto, antecipou uma possível redução a partir de março, condicionada à evolução dos preços e ao "contexto externo incerto", em referência às tensões comerciais globais e à política econômica dos Estados Unidos.
Lula já afirmou diversas vezes que as taxas de juros elevadas afetam a economia.
- Tarifas e inflação -
Desde então, Washington anunciou isenções para diversos setores, incluindo carne bovina e café, dos quais o Brasil é o maior produtor e exportador mundial.
O país registrou em janeiro uma inflação acumulada em 12 meses de 4,44%, uma leve alta na comparação com dezembro.
O Banco Central estabelece a meta de inflação em 3%, com um intervalo de tolerância de mais ou menos 1,5 ponto percentual.
O consumo das famílias em 2025 cresceu 1,3%, muito abaixo dos 5,1% de 2024.
A.Gasser--BTB