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Mulheres dão à luz em abrigo subterrâneo em Israel
No abrigo subterrâneo de um hospital na cidade israelense de Haifa, uma televisão transmite uma declaração de Benjamin Netanyahu junto a imagens de mísseis iranianos. Ao mesmo tempo, uma equipe médica ajuda uma mulher a dar à luz, por cesariana, sua terceira filha.
"Ela é linda", diz uma parteira, colocando a recém-nascida nos braços da mãe, Sarah Bird, para o primeiro beijo. O pai, Yitzhak, muito nervoso durante a intervenção, se tranquiliza ao ver o nascimento da menina, que ainda não tem nome.
O casal havia chegado apenas algumas horas antes ao centro médico do Monte Carmelo e foi levado diretamente ao abrigo subterrâneo do local, escavado na encosta da montanha que domina Haifa. Lá nascem cerca de 10 bebês por dia, segundo a Clalit, o principal provedor de saúde de Israel, que administra o hospital.
Desde que a guerra estourou em 28 de fevereiro, com ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, 370 bebês vieram ao mundo nesse abrigo.
Poucas horas depois dos primeiros ataques contra o Irã, os principais hospitais de Israel passaram ao nível máximo de emergência e transferiram pacientes e serviços críticos para o subsolo.
Os centros cirúrgicos, as unidades de terapia intensiva e até as maternidades foram realocados para espaços protegidos abaixo da terra.
Um frágil cessar-fogo entre Washington e Teerã entrou em vigor em 8 de abril e, desde então, nenhum míssil iraniano foi disparado contra Israel. Mas os habitantes de Haifa continuam abalados por um ataque contra um prédio residencial que matou quatro pessoas dias antes da trégua.
Além disso, o movimento libanês Hezbollah, aliado de Teerã, continua disparando foguetes contra Israel.
Israel considera que o Líbano não está coberto pelo cessar-fogo e mantém seus ataques contra o vizinho, que só nesta semana já deixaram mais de 300 mortos.
Na quinta-feira, mais de 20 alertas de foguetes foram ouvidos no norte de Israel, ao longo da fronteira com o Líbano, depois que o Hezbollah anunciou ter lançado múltiplas rajadas.
L.Janezki--BTB