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Merz e Lula se opõem a intervenção dos EUA em Cuba
O chefe do governo alemão, Friedrich Merz, assegurou, nesta segunda-feira (20), durante coletiva de imprensa conjunta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não há nenhum motivo para que os Estados Unidos ataquem Cuba, após meses de pressão do presidente americano, Donald Trump, sobre a ilha comunista.
"Apesar de todos os problemas políticos internos que este país tem com seu regime comunista, não há nenhuma ameaça perceptível que emane de Cuba para outros países", declarou o chanceler.
Após a operação para depor o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a guerra iniciada juntamente com Israel contra o Irã, Trump advertiu que Cuba poderia ser "a próxima".
Merz disse que os Estados Unidos deveriam resolver suas diferenças com Cuba "de forma pacífica e através de meios diplomáticos, e não começar desnecessariamente um novo conflito no mundo que só causará mais problemas".
"A capacidade de se defender não significa ter o direito de intervir militarmente em outros Estados, quando seus sistemas políticos não coincidem com o que outros possam ter em mente", acrescentou.
Lula, por sua vez, qualificou o bloqueio americano a Cuba como "ideológico" e "vergonha mundial", e expressou sua firme oposição a qualquer invasão dos Estados Unidos a Cuba.
"Sou contra a falta de respeito à integridade territorial das nações. Sou contra qualquer país do mundo se meter a ter ingerência política em como a sociedade de um país deve se organizar ou não", afirmou.
Trump impôs um bloqueio petrolífero a Cuba, agravando a pior crise econômica e energética da empobrecida ilha em décadas.
B.Shevchenko--BTB