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Adnoc, petroleira estatal dos Emirados, promete investir US$ 55 bi em 2 anos
A companhia nacional de petróleo de Abu Dhabi, Adnoc, se comprometeu, neste domingo (3), a investir 55 bilhões de dólares (R$ 274,3 bilhões) nos próximos dois anos, dias depois da saída oficial dos Emirados Árabes Unidos da Opep.
A decisão de romper com a Opep e a Opep+ permitirá aos Emirados produzir como quiserem, após décadas inseridos no sistema de cotas do cartel. Isso poderia render ao país receitas financeiras importantes.
"A Adnoc confirmou hoje que acelerará o crescimento e a implementação de sua estratégia, com 200 bilhões de dirhams (R$ 274,3 bilhões) em novos contratos de projetos para o período 2026-2028", informou a empresa em um comunicado.
Isso inaugura "uma nova fase de execução de projetos que acelerará a capacidade de produção manufatureira dos Emirados Árabes Unidos, reforçará a resiliência industrial e acentuará o impacto dos planos da empresa para aumentar os gastos e a produção no país", acrescentou a Adnoc.
A fase inicial corresponde à exploração e produção de jazidas de petróleo bruto, e a fase final, ao refino e à valorização dos destilados, como a petroquímica.
Os Emirados anunciaram sua saída da Opep em meio à guerra que abala o Golfo, desencadeada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
O conflito resultou no bloqueio do Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial pela qual costumavam transitar 20% dos hidrocarbonetos consumidos no mundo, e também provocou ataques de Teerã na região.
Antes da guerra no Oriente Médio, os Emirados Árabes Unidos ocupavam o quarto lugar entre os 22 produtores da Opep+, atrás de Arábia Saudita, Rússia e Iraque, com cerca de 3,5 milhões de barris diários.
Agora, Abu Dhabi deseja elevar sua capacidade de produção para 5 milhões de barris diários até 2027.
Por sua vez, sete países da Opep+ anunciaram, neste domingo, um aumento de suas cotas de produção de petróleo, durante a primeira reunião realizada desde a saída efetiva dos Emirados Árabes Unidos, em 1º de maio.
O cartel não fez nenhum comentário sobre a decisão de Abu Dhabi.
N.Fournier--BTB