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Tumultos em hospitais e enterros na zona zero do ebola na RDC
Tumultos em hospitais e enterros na zona zero do ebola na RDC
A resposta tardia ao surto de ebola na República Democrática do Congo provocou tumultos em hospitais e confrontos com famílias, cujos ritos funerários foram restringidos para conter a propagação do vírus.
Na quinta-feira (21), houve um breve tumulto no hospital de Rwampara, um dos focos do surto de ebola na província de Ituri, no nordeste, uma das mais instáveis deste vasto país da África Central.
Os manifestantes incendiaram as tendas destinadas ao isolamento dos doentes, das quais restaram apenas estruturas calcinadas.
"Tudo começou quando um jovem de 24 anos, filho de um militar, morreu em um hospital de Rwampara", relatou um responsável do centro à AFP.
"A família quis que o corpo fosse entregue para enterrá-lo, mas nestas circunstâncias isso é impossível", acrescentou.
O ebola é um vírus extremamente letal, transmitido por contato físico prolongado.
É a décima sétima epidemia declarada neste país e, segundo a Organização Mundial da Saúde, já teria causado 177 mortes entre aproximadamente 750 casos prováveis.
Na sexta-feira (22), a agência de saúde da ONU elevou o nível de risco epidêmico de "alto" para "muito alto" em âmbito nacional e regional, o mais elevado, embora continue sendo baixo em escala mundial.
Como não existe vacina nem tratamento contra a cepa Bundibugyo do vírus, responsável pelo surto atual, os esforços para conter sua propagação se baseiam principalmente nas medidas de proteção e na detecção rápida dos casos.
No entanto, nas áreas rurais, "os familiares se lançam sobre os cadáveres, tocam os corpos e as roupas dos falecidos e organizam velórios que reúnem muitas pessoas", explicou Jean Marie Ezadri, um responsável da sociedade civil em Ituri, à AFP.
"Lamentavelmente, isso continua até mesmo durante a epidemia, o que explica os diversos contágios", afirmou.
- "Uma doença imaginária" -
Em frente ao hospital de Rwampara, após os tumultos, as famílias de três pacientes falecidos esperavam nervosas pelo enterro deles.
"Meu irmão não morreu de ebola, é uma doença imaginária", disse Jérémie Arwampara, de 22 anos.
"Por que se recusam a nos entregar o corpo? É meu irmão mais velho, não posso ter medo dele", protestou Ezekiel Shambuyi.
Os manifestantes foram dispersados com disparos de advertência feitos pelos militares que vigiavam o local. Um enfermeiro ficou ferido após ser atingido por pedras.
Resguardadas pelos muros do hospital, as equipes de saúde se preparavam para o enterro, vestindo macacões, luvas e óculos de proteção.
Por fim, saíram com três caixões brancos e pretos, colocados um triciclo.
Em um deles estava o pai de Musa Amuri, que tentava dar um último adeus.
"Estão enterrando nosso pai sem que possamos vê-lo, meu coração dói", disse a jovem.
O cortejo avançou escoltado por três jeeps cheios de militares e policiais até o cemitério de Rwampara.
As forças de segurança congolesas, conhecidas por sua indisciplina, foram acusadas, em epidemias anteriores, de alimentar a desconfiança em relação às equipes médicas.
Durante os tumultos de quinta-feira, militares armados e familiares do falecido se juntaram aos manifestantes para intimidar a equipe de saúde, segundo um responsável do hospital.
- Pedido de ajuda -
Quando finalmente foi possível realizar o enterro nos arredores da cidade, o anoitecer já caía sobre as colinas cobertas de savana verde.
Os caixões foram borrifados com desinfetante pelas equipes do hospital e enterrados rapidamente por homens com os rostos cobertos por trajes de proteção.
Familiares presentes desabaram em lágrimas. Um canto fúnebre foi ouvido de longe, enquanto um pastor recitava alguns versículos bíblicos.
Entre os presentes, Maman Léonie se recusava a acreditar que seu irmão tivesse sido infectado pelo vírus do ebola.
"Ele só estava doente. Que o governo venha nos ajudar!", implorou.
Durante décadas, os serviços do Estado estiveram ausentes nas zonas rurais de Ituri.
Muitos dos moradores, já atingidos por grupos armados que cometem massacres recorrentes com impunidade, culpam a lentidão na resposta das autoridades pela magnitude do surto.
Por exemplo, só na sexta-feira as autoridades proibiram os velórios em Ituri e o transporte de corpos em veículos particulares ou táxis.
Em Mongbwalu, há alguns dias, "a população passou a compreender a gravidade da situação e agora sabe que não se deve tocar nos corpos", disse um responsável hospitalar à AFP.
Mas "os centros de isolamento e triagem ainda não estão instalados. Os casos suspeitos se misturam com outros pacientes nas enfermarias do hospital, com um alto risco de contágio", acrescentou.
N.Fournier--BTB