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Nova companhia aérea saudita inicia operações durante guerra no Oriente Médio
A Arábia Saudita lançou nesta quarta-feira (10) a Riyadh Air, sua segunda companhia aérea nacional, após meses de atraso em meio à turbulência econômica provocada pela guerra no Oriente Médio e em um cenário de dura concorrência de empresas mais consolidadas do Golfo.
Um Boeing 787 Dreamliner com as cores branco e lavanda da Riyadh Air decolou em direção a Londres às 2h30 (20h30 de Brasília de terça-feira).
Este é um novo projeto saudita para reduzir sua dependência econômica do petróleo.
Com a Riyadh Air, o país espera transformar a capital, Riade, em um hub global de voos que rivalize com Dubai, o mais movimentado do mundo em número de passageiros internacionais.
"Queremos trazer de volta o glamour, o refinamento e a graça", declarou à AFP o CEO da Riyadh Air, Tony Douglas.
A primeira companhia aérea da Arábia Saudita é a Saudia.
O lançamento, programado originalmente para 2025, foi adiado devido a atrasos na entrega de aviões da Boeing, que enfrentou uma série de problemas de fabricação e segurança nos últimos anos.
Também acontece após os ataques do Irã, que lançou milhares de drones e mísseis contra seus vizinhos do Golfo, incluindo seus aeroportos, criando incerteza econômica na rica região petrolífera.
A Arábia Saudita está construindo um novo aeroporto em Riade com capacidade prevista para 120 milhões de passageiros por ano até 2030, em comparação com os 53 milhões do atual Aeroporto Internacional Rei Khalid.
A Riyadh Air pertence ao Fundo de Investimento Público, com o qual o príncipe-herdeiro Mohammed bin Salman, governante de fato do país, financia a ambiciosa agenda de reformas econômicas.
A companhia aérea inicialmente encomendou 132 Boeing 787 Dreamliner e, em junho do ano passado, assinou um contrato para 25 Airbus A350-1000, com opção de compra de mais 50.
"Nossa ambição é poder conectar mais de 100 cidades internacionais nos próximos cinco anos", disse Douglas.
R.Adler--BTB