-
Francisco Rodrigues dos Santos deixa CDS e critica aproximação à direita radical
-
Artigo de opinião questiona prestação de contas do PS no concelho da Moita
-
Artigo de opinião alerta para dificuldades financeiras dos bombeiros voluntários
-
Obra sobre os Círios da Arrábida reúne música, memória e património religioso
-
Galitos, Barreirense e Basket Santo André vencem na jornada da Proliga
-
Banco central chinês anuncia novo apoio após forte queda das bolsas
-
Justiça brasileira impede Meta de usar conteúdos jornalísticos no treino de IA
-
Nikkei perde 1,42% com pressão sobre empresas ligadas à inteligência artificial
-
PSI abre em alta com EDP Renováveis e EDP entre os destaques
-
Índia busca triplicar estoques de carvão para evitar apagões no verão
-
Elon Musk ironiza derrota republicana após forte apoio financeiro a Trump
-
Vitória democrata amplia escrutínio sobre centros de dados para inteligência artificial
-
Abdul El-Sayed torna-se primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA
-
Hakeem Jeffries promete responsabilização por corrupção ao assumir liderança da Câmara
-
Trump atribui derrota republicana à guerra no Irão e aceita resultado eleitoral
-
Ouro recupera e petróleo recua enquanto maioria democrata influencia mercados
-
Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate
-
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
-
Pedro Duarte condena intervenção policial contra manifestantes no Porto
-
Uría Menéndez apoia Estado português na reprivatização da TAP
-
Ordem dos Advogados contesta limite horário e atuação policial em protestos
-
Caixa prevê prêmio superior a R$ 1 bilhão na Mega da Virada
-
Niterói testa pagamento por Pix em três linhas municipais de ônibus
-
Enel instalará 240 painéis solares nas instalações da Clin em Niterói
-
Futebolista espanhol morre após colisão com guarda-redes durante jogo
-
Rio de Janeiro reúne 3,3 mil vagas de emprego, estágio e aprendizagem
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem baixar maioridade penal
-
Operação contra tráfico no Caniçal termina com três detidos
-
PRF detém homem com drogas escondidas no estepe de carro em Petrópolis
Empresa dinamarquesa elimina chefias para melhorar desempenho
A empresa dinamarquesa Clever, operadora de estações de recarga para carros elétricos, é uma das raras companhias do país que funcionam sem chefes, um modelo que busca estimular a criatividade e o desempenho coletivo.
Em sua sede, instalada em uma antiga área industrial de Copenhague, a empresa não adota estruturas hierárquicas tradicionais.
Em vez disso, funciona com grupos autogeridos, nos quais cada funcionário participa das decisões e acompanha sua execução.
Casper Kirketerp-Møller fundou a empresa em 2012 com poucos funcionários.
A Dinamarca e outros países nórdicos são conhecidos por defender modelos sociais igualitários e estruturas empresariais menos hierarquizadas.
Mas Kirketerp-Møller queria ir além, acreditando que seria possível "fazer melhor do que com o modelo tradicional", disse à AFP.
Com o crescimento da empresa, o fundador iniciou em 2019 uma transformação gradual para eliminar os cargos de gestão intermediária e, posteriormente, até mesmo sua própria função de diretor-executivo.
Para ele, o mais importante era liberar o potencial de cada trabalhador, algo especialmente relevante na era da inteligência artificial.
"Em uma nova era em que a IA fará tudo com eficiência, será o talento humano que permitirá às empresas prosperar e inovar no futuro", afirmou.
A reorganização da Clever foi motivada pelo desejo de acelerar a tomada de decisões, eliminando atrasos provocados por sucessivas aprovações hierárquicas, além de ampliar a autonomia dos funcionários.
"Muitas organizações têm um alto grau de complexidade, e isso torna as decisões muito difíceis em estruturas altamente hierárquicas e burocráticas, porque elas envolvem vários gerentes", explicou Helge Hvid, professor da Universidade de Roskilde e especialista em organizações autogeridas.
A ausência de hierarquias é popular entre os funcionários, especialmente entre os mais jovens.
"As pessoas querem permanecer em seus empregos e querem que seu trabalho tenha significado. Elas querem autonomia", afirmou Hvid.
A Clever eliminou completamente os cargos de chefia em 2025.
"Ao contratar e distribuir funções, deixamos claro que esperamos que as pessoas assumam responsabilidade por sua função, por si mesmas e pela equipe", disse Kirketerp-Møller.
Ele e os demais fundadores venderam recentemente a Clever para a distribuidora de energia dinamarquesa Andel, que garantiu a manutenção do modelo organizacional.
- Estruturas necessárias -
A Clever tem cerca de 500 funcionários divididos em mais de 50 equipes de oito a 12 pessoas organizadas por objetivos. As funções são definidas dentro de cada grupo.
"Uma das principais motivações para tornar as organizações mais livres é combater a burocracia, mas, paradoxalmente, ainda é necessária uma certa formalização para definir claramente as regras do jogo para todos", explicou Anne-Sophie Dubey, especialista em teoria organizacional do Conservatoire National des Arts et Métiers, de Paris.
"Não se pode simplesmente dar liberdade e remover as estruturas, porque isso gera caos", observou Kirketerp-Møller.
Lykke Jeppesen, funcionária da Clever, defende o modelo.
"Trabalho em uma equipe em que somos iguais (...). Estamos aqui para ter sucesso juntos, então não existe competição interna", afirmou a profissional de 37 anos, que auxilia equipes na tomada de decisões conjuntas.
Segundo uma pesquisa interna realizada em 2024, 92% dos funcionários da Clever afirmaram gostar de ir trabalhar todos os dias.
Jeppesen disse que o modelo "responde a necessidades humanas muito básicas, como sentir autonomia e liberdade".
Na Dinamarca, a autogestão ainda é um modelo minoritário, mas pode ser encontrada em diferentes tipos de organizações, desde uma subsidiária municipal da agência pública de emprego até associações de defesa dos direitos da infância.
O cotidiano, porém, também apresenta desafios e exige atenção constante.
"Existem fatores de estresse nas organizações autogeridas. Pode haver conflitos. Excesso de responsabilidades é outro fator. A incerteza também pode causar estresse", afirmou o professor Hvid.
S.Keller--BTB