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Dirigentes comunistas cubanos discutem reformas econômicas sob pressão dos EUA
Os principais dirigentes do Partido Comunista de Cuba (PCC) devem se reunir, nesta quarta-feira (17), para discutir reformas destinadas a reativar uma economia em queda livre, em meio ao bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos à ilha.
O Comitê Central do PCC convocou uma sessão extraordinária para analisar propostas voltadas à abertura de mais setores à iniciativa privada, à atração de investimentos de cubanos residentes no exterior e à redução do tamanho do Estado.
As reformas, apresentadas anteriormente pelo presidente Miguel Díaz-Canel, poderão ser aprovadas pela Assembleia Nacional já na quinta-feira (18), menos de uma semana após seu anúncio.
No entanto, não está claro se elas serão suficientes para satisfazer o presidente americano Donald Trump, que deixou claro que busca uma mudança de regime e já sugeriu a possibilidade de "assumir o controle" da ilha localizada a cerca de 150 quilômetros da Flórida.
O bloqueio de petróleo imposto por Trump em janeiro levou a já fragilizada economia cubana à beira do colapso, com apagões generalizados - que podem durar mais de um dia -, além de escassez de alimentos, combustível, água potável e medicamentos.
O governo cubano, que mantém conversas com Washington, afirma que o pacote de cerca de 20 reformas tem como objetivo aliviar a crise.
Díaz-Canel declarou na sexta-feira (12) que o conjunto de atividades que será aberto ao setor privado será "o mais amplo possível".
As empresas privadas, autorizadas desde 2021 a empregar até 100 pessoas, tornaram-se uma parcela cada vez mais importante da economia da ilha.
Díaz-Canel também afirmou que os cubanos, tanto os que vivem no país quanto no exterior, terão as mesmas condições oferecidas aos investidores estrangeiros, alguns dos quais deixaram Cuba recentemente devido às sanções americanas.
Além disso, anunciou planos para reduzir o tamanho do Estado por meio da diminuição do número de ministérios e de servidores públicos.
Parte das medidas, porém, retoma propostas anteriores, como a concessão de maior autonomia às empresas estatais, responsáveis por aproximadamente 80% da atividade econômica da ilha.
J.Fankhauser--BTB