-
Galitos, Barreirense e Basket Santo André vencem na jornada da Proliga
-
Banco central chinês anuncia novo apoio após forte queda das bolsas
-
Justiça brasileira impede Meta de usar conteúdos jornalísticos no treino de IA
-
Nikkei perde 1,42% com pressão sobre empresas ligadas à inteligência artificial
-
PSI abre em alta com EDP Renováveis e EDP entre os destaques
-
Índia busca triplicar estoques de carvão para evitar apagões no verão
-
Elon Musk ironiza derrota republicana após forte apoio financeiro a Trump
-
Vitória democrata amplia escrutínio sobre centros de dados para inteligência artificial
-
Abdul El-Sayed torna-se primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA
-
Hakeem Jeffries promete responsabilização por corrupção ao assumir liderança da Câmara
-
Trump atribui derrota republicana à guerra no Irão e aceita resultado eleitoral
-
Ouro recupera e petróleo recua enquanto maioria democrata influencia mercados
-
Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate
-
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
-
Pedro Duarte condena intervenção policial contra manifestantes no Porto
-
Uría Menéndez apoia Estado português na reprivatização da TAP
-
Ordem dos Advogados contesta limite horário e atuação policial em protestos
-
Caixa prevê prêmio superior a R$ 1 bilhão na Mega da Virada
-
Niterói testa pagamento por Pix em três linhas municipais de ônibus
-
Enel instalará 240 painéis solares nas instalações da Clin em Niterói
-
Futebolista espanhol morre após colisão com guarda-redes durante jogo
-
Rio de Janeiro reúne 3,3 mil vagas de emprego, estágio e aprendizagem
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem baixar maioridade penal
-
Operação contra tráfico no Caniçal termina com três detidos
-
PRF detém homem com drogas escondidas no estepe de carro em Petrópolis
Trump descarta diálogo com Irã e apresenta Ormuz como "novo território dos EUA"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou nesta terça-feira (18) que haja um diálogo em curso com o Irã e publicou um mapa que apresenta o Estreito de Ormuz, um dos focos do conflito, como um novo território dos Estados Unidos.
Embora as hostilidades tenham diminuído após os bombardeios israelenses e americanos e as represálias iranianas das primeiras semanas, a situação continua tensa no Oriente Médio após quase seis meses de guerra.
Os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã nesta terça-feira de ter lançado dois mísseis balísticos, que, segundo o país, caíram no mar e tinham como alvo "a navegação marítima".
Em seguida, a diplomacia dos Emirados anunciou no X a suspensão, até novo aviso, de "todas as trocas comerciais e as transações financeiras" com o Irã.
Teerã, por sua vez, negou ter lançado mísseis no Golfo e rejeitou "categoricamente" as acusações dos Emirados.
Trump afirmou que "não há diálogo nem conversas em curso, nem estão previstas, com a República Islâmica do Irã".
"O bloqueio naval continua sendo aplicado. O Estreito de Ormuz está aberto e em operação. Todas as minas nas águas foram retiradas ou detonadas", escreveu em sua rede Truth Social.
Essa declaração poderia gerar confusão, depois que o enviado americano e genro de Trump, Jared Kushner, classificou na segunda-feira como "muito positivas" as discussões entre Washington e Teerã.
Uma fonte americana explicou à AFP que essas conversas foram suspensas e que Trump pediu às suas equipes que não retomem o diálogo enquanto Teerã não se aproximar das posições de Washington.
- Condições iranianas -
As autoridades iranianas apenas deram sinais neste sentido.
O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou nesta terça-feira que o estreito não seria aberto enquanto Washington não cumprisse seus compromissos previstos em um protocolo de acordo assinado em junho.
O texto previa uma trégua de 60 dias para negociar uma solução diplomática duradoura, mas não resultou em nada.
O negociador iraniano citou como condições "o levantamento do bloqueio naval (americano), o descongelamento dos ativos (iranianos), o levantamento do embargo ao petróleo", assim como "o fim das operações militares em todas as frentes".
Trump agora cogita a ideia de transformar Ormuz em um "território americano" e, por exemplo, publicou nesta terça-feira no Truth Social um mapa no qual o estreito é descrito dessa maneira.
Apesar das afirmações do líder republicano, o tráfego na região continua muito reduzido em comparação com os níveis anteriores ao conflito.
A contagem de navios, porém, é dificultada pelo fato de que algumas embarcações optam por desligar seus transponders, dispositivos emissores-receptores que comunicam sua posição, no momento de atravessar o estreito.
- Acordo Omã-Irã -
Após o ataque americano-israelense contra o Irã em 28 de fevereiro, Teerã respondeu com bombardeios contra países vizinhos aliados de Washington e fechou essa importante via de trânsito para o comércio mundial de hidrocarbonetos.
Por sua vez, os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos.
Apesar de suas surpreendentes declarações sobre anexar Ormuz ou de sua ameaça, feita na segunda-feira, de "bombardear" Omã, um aliado dos Estados Unidos, Trump parece ter optado agora por uma postura mais cautelosa.
Kushner afirmou na segunda-feira que o presidente seria "muito paciente". "Ele não gosta de se precipitar para fechar um acordo", disse.
O conflito contra o Irã fez os preços dispararem nos Estados Unidos às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato de novembro, que decidirão se o Partido Republicano de Trump mantém o controle do Congresso.
Além disso, qualquer retomada das hostilidades por parte de Washington implicaria lidar com reservas de mísseis já muito reduzidas, segundo a imprensa americana.
O governo americano aposta nos efeitos de longo prazo da pressão econômica sobre o Irã por meio do bloqueio marítimo e de diversas sanções.
O Catar, um dos mediadores entre Teerã e Washington, afirmou nesta terça-feira que um acordo entre Irã e Omã sobre Ormuz "facilitaria" a retomada das negociações destinadas a pôr fim à guerra no Oriente Médio.
Irã e Omã, que têm costas voltadas para o estreito, vêm discutindo há várias semanas sobre sua futura gestão. Teerã afirmou que as coordenadas geográficas da delimitação contemplada pelos dois países "foram aprovadas".
Antes de eclodir a guerra com o Irã, o Estreito de Ormuz era uma via marítima internacional aberta.
A República Islâmica, que agora mira os navios que tentam atravessar o estreito sem solicitar autorização, quer impor taxas de navegação por serviços prestados para o trânsito pela região, algo a que se opõem firmemente os Estados Unidos e alguns países da região.
O.Krause--BTB