-
Houthis do Iêmen reivindicam múltiplos ataques contra o aeroporto de Riade
-
Olympique de Marselha volta a vencer e respira no Campeonato Francês
-
Betis goleia Osasuna e recupera 3ª posição no Campeonato Espanhol
-
Netanyahu pede investigação de participantes do documentário "NAZA"
-
Lula aposta no fim da escala 6x1 de olho no segundo turno
-
Trump surpreende com anúncio de "cessar-fogo energético" entre Rússia e Ucrânia
-
Houthis do Iêmen atacam novamente o aeroporto de Riade
-
Freiburg vence Schalke e assume liderança do Campeonato Alemão
-
City deixa problemas extracampo de lado e atropela Liverpool em Anfield
-
Trump anuncia 'cessar-fogo energético' entre Rússia e Ucrânia
-
Corinthians anuncia Clarence Seedorf como novo técnico
-
Zverev avança às oitavas do Masters 1000 de Xangai; Shelton é eliminado
-
Lazio alcança Inter na liderança do Italiano; Como e Roma empatam sem gols
-
Zheng Qinwen conquista em Pequim seu primeiro título de WTA 1000
-
Max Verstappen vence GP de Singapura de F1 pela primeira vez
-
Quase 140 migrantes mortos em naufrágio no Djibuti
-
Departamento de Justiça dos EUA investiga canais de TV por suspensão de cobertura
-
Papa será operado nos próximos dias para retirar nódulo do pulmão
-
Houthis fazem nova ameaça após ataque contra aeroporto na Arábia Saudita
-
Líder do movimento das 'baratas' diz que premiê 'envergonha' a Índia
-
Trump quer um novo presidente na Ucrânia; tensão aumenta por divergência sobre diesel russo
-
Papa será operado nos próximos dias para retirar nódulo no pulmão
-
Naufrágio no Djibuti deixa mais de 100 mortos
Resultado indefinido nas eleições da Suécia; extrema direita perde terreno
As eleições gerais da Suécia continuavam sem um vencedor definido nesta segunda-feira (13), com um resultado apertado que levou tanto o primeiro-ministro conservador em fim de mandato quanto a oposição de esquerda a se declararem prontos para governar.
A extrema direita, porém, parecia perder terreno. Com mais de 90% dos votos apurados, os quatro partidos de oposição, liderados pela social-democrata Magdalena Andersson, apareciam com uma vantagem de três cadeiras sobre a aliança de direita do primeiro-ministro Ulf Kristersson, no Parlamento de 349 integrantes.
“Por enquanto, estamos na frente. E, se isso for confirmado, a Suécia terá um novo governo”, declarou Andersson, de 59 anos, a seus apoiadores.
Primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra da Suécia, entre 2021 e 2022, ela afirmou que sua coalizão está pronta para assumir o governo. Mas seu partido, que governou o país durante boa parte do século XX, obteve cerca de 28% dos votos, o pior resultado da legenda em mais de um século.
O Partido Moderado, de Kristersson, alcançava 19,9% dos votos. O premiê disse que respeitaria a intenção de Andersson de tentar formar um governo com os outros três partidos de esquerda.
Ainda assim, ressaltou que as divergências dentro do bloco oposicionista poderiam dificultar a formação de uma coalizão estável, mantendo aberta a possibilidade de a direita permanecer no poder. “A questão de quem governará a Suécia nos próximos anos continua em aberto”, afirmou Kristersson.
- Extrema direita perde força -
A principal surpresa da eleição foi o recuo do partido de extrema direita Democratas da Suécia (SD), que recebeu 17,6% dos votos, abaixo dos 20,5% registrados em 2022.
“Ainda não temos os resultados finais, mas é evidente que perdemos alguns pontos percentuais em comparação com quatro anos atrás”, admitiu o líder do SD, Jimmie Akesson, diante de seus apoiadores.
Mesmo assim, Akesson destacou que os simpatizantes do partido já não têm receio de manifestar apoio à legenda, antes vista como pária política.
Diante da diferença mínima entre os blocos, o resultado final poderá demorar vários dias para ser confirmado. Por meses, as pesquisas apontaram uma vantagem confortável para a esquerda. Nos dias finais da campanha, contudo, a distância diminuiu até resultar em um empate técnico.
O atual premiê de direita começou a acreditar na possibilidade de conquistar um novo mandato. O objetivo de Kristersson, de 62 anos, é obter mais quatro anos para “tornar a Suécia grande novamente”, declarou à AFP, em referência ao famoso slogan do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Os social-democratas, ainda principal força política da Suécia, prometeram fortalecer o Estado de bem-estar social e ajudar as famílias a enfrentar o aumento do custo de vida.
Em uma mensagem publicada no Instagram, a ativista climática sueca Greta Thunberg pediu aos eleitores que impedissem uma aliança de governo entre a direita e a extrema direita. “Nenhum fascista em nosso governo. Justiça climática já!”, escreveu.
Cerca de oito milhões de pessoas estão aptas a votar nesta eleição em um país de 10,6 milhões de habitantes, onde a participação eleitoral normalmente supera 80%.
F.Müller--BTB