-
Inflação nos EUA voltou a subir em setembro às vésperas das eleições legislativas
-
Rússia usava gasodutos como 'arma' política, afirma defesa no caso Nord Stream
-
Houthis atacam novamente a Arábia Saudita; FMI teme impacto regional e global
-
Ator britânico Russell Brand, descrito como 'predador sexual' em julgamento por estupro
-
Políticos e empresários da tecnologia pedem respostas para garantir segurança da IA
-
Colômbia inaugura em Jerusalém sua embaixada em Israel
-
Taiwan disposto a investir US$ 4,4 bilhões em gasoduto no Alasca impulsionado por Trump
-
Não existe 'solução milagrosa' para tornar o Louvre seguro, diz seu presidente
-
IA pode provocar 'incidentes graves' em um ou dois anos, alerta presidente do Google DeepMind
-
Zelensky acusa Putin de desprezar o pedido de trégua de Trump após últimos ataques
-
FMI alerta que ataques contra a Arábia Saudita podem ter amplo impacto negativo
-
Trump afirma que iniciará grande exploração de petróleo, gás e minerais na Groenlândia
-
Bukele avalia 'libertação antecipada' de detidos durante a guerra contra as gangues
-
Papa Leão XIV passou uma 'noite tranquila' após cirurgia para de câncer do pulmão
-
Líderes do movimento das 'baratas' são detidos na Índia
-
Vasco vence Boca (1-0) na Bombonera pela ida das semifinais da Sul-Americana
-
Manchester City e PSG: dois modelos semelhantes, mas não comparáveis
-
Funcionário saudita é acusado de colocar escuta na sede da OpenAI
-
Os incansáveis quarentões do Fluminense desafiam o Palmeiras nas semifinais da Libertadores
-
Arábia Saudita diz que ataque dos houthis causou incêndio na Aramco e feriu quatro pessoas
-
Estudantes franceses voltam às ruas antes de grande protesto de sábado
-
Ataque russo atinge usina elétrica e deixa dois mortos em Kiev
-
Gemelli, o hospital dos papas
-
Papa passa por cirurgia para retirada de tumor maligno
-
Arsenal vence Lille (3-0) e divide liderança da Champions com Barça e Sporting
-
Inter de Milão é surpreendida em casa pelo Club Brugge (4-3) na Champions
-
Surto de ebola na República Democrática do Congo supera 9 mil casos
-
Bayern reage, mas cede empate no fim contra o Viking (3-3) na Champions; Olise é expulso
-
EUA retira encarregado de negócios da Nicarágua após rejeição a embaixadora
-
Atlético de Madrid vence Manchester United (2-0) pela 2ª rodada da Champions
-
Advogado de filho de Maradona pede penas mais severas contra acusados pela morte do astro
-
Barça goleia Galatasaray (4-1) na Champions com grande atuação de Yamal
-
AFP, NYT e associações latinas se unem diante da IA
-
Coalizão chefiada por sauditas bombardeia instalações de petróleo no Iêmen após ataques houthis
-
Anthropic alerta para propagação de 'worms' de IA em dispositivos inteligentes
-
Ex-líder de gangue é condenado a um mínimo de 40 anos de prisão pelo assassinato do rapper Tupac Shakur
-
Saúde dos papas: um tema delicado para o Vaticano
-
Sporting vence na visita ao Lens (2-0) pela Liga dos Campeões
-
Mourinho evita polêmica e diz confiar nos árbitros
-
Universidade dos EUA suspende festas de fraternidades após denúncia de estupro coletivo
-
Ex-líder de gangue é condenado a um mínimo de 40 anos de prisão por assassinato de Tupac Shakur
-
OMS recomenda vacinação contra o HPV a partir dos quatro anos
-
Manchester City 'merece seus troféus', opina Luis Enrique
-
Presidente da Microsoft pede normas de segurança para IA 'reais e eficazes'
-
Óculos inteligentes devem sinalizar gravações, exige regulador europeu
-
Papa é operado "com sucesso" para retirada de nódulo no pulmão
-
Aclamado em Ceuta, Felipe VI reivindica soberania da Espanha perante o Marrocos
-
Começa julgamento de americana acusada de integrar o Estado Islâmico
-
O que explica a hegemonia do Brasil na Libertadores feminina?
-
Embaixadora dos EUA na Grécia renuncia em meio a escândalo de suposta corrupção
Rússia usava gasodutos como 'arma' política, afirma defesa no caso Nord Stream
A Rússia utilizava os gasodutos Nord Stream como "arma" para exercer pressão política e econômica, afirmou nesta quarta-feira (14) o advogado de um ex-oficial ucraniano, o primeiro acusado a ser julgado pela sabotagem dessas infraestruturas energéticas germano-russas ocorrida há quatro anos, na abertura do julgamento em Hamburgo, na Alemanha.
Sergiy Kuznietsov, ex-comandante do Exército ucraniano, de 50 anos, é acusado pelo Ministério Público alemão de "ter elaborado, juntamente com outros militares e a pedido das autoridades ucranianas, um plano para destruir os gasodutos".
"Ele cometeu um crime de guerra ao atacar infraestruturas civis por meios militares", declarou o promotor alemão Stefan Schmidt ao ler a denúncia.
Vestido com terno cinza, camisa branca e gravata, o acusado entrou sorridente na sala, observou um jornalista da AFP.
"Como oficial, ele tem dever de reserva e confidencialidade, o que o impede de se pronunciar sobre determinados aspectos do caso", ressaltou seu advogado, Nicola Canestrini. "Ele precisa se defender de mãos atadas para trás", acrescentou.
"A Rússia comete crimes de guerra nesta guerra, e a Gazprom (gigante russa que controla os gasodutos) participou deles", afirmou categoricamente.
Pouco antes da audiência, dezenas de manifestantes contrários a Moscou exibiram cartazes com a inscrição "A Rússia é um Estado terrorista" e bandeiras europeias em frente ao tribunal.
Detido em 21 de agosto de 2025 na Itália, onde passava férias com a família, o acusado foi extraditado para a Alemanha no mês seguinte.
Investigadores alemães acreditam que ele dirigia um comando composto por mergulhadores profissionais, um especialista em explosivos e uma pessoa encarregada de executar a operação contra os gasodutos.
- Separação de poderes -
Depois de entrar na Alemanha no início de setembro de 2022 com um passaporte ucraniano falso, passando pela Polônia, acredita-se que Kuznietsov tenha chegado a Rostock, porto situado no Mar Báltico, no nordeste do país, a bordo de um veleiro alugado por intermediários, onde supostamente se reuniu com seus cúmplices.
Posteriormente, o grupo teria transportado um potente explosivo militar até as proximidades da ilha dinamarquesa de Bornholm, onde teriam sido colocadas cargas de explosão retardada nos gasodutos antes que explodissem em 26 de setembro de 2022.
Jamais reivindicada e envolta em mistério durante muito tempo, a operação ocorreu sete meses após a invasão russa em grande escala da Ucrânia.
No momento do ataque, os dois gasodutos não transportavam gás.
As autoridades russas já haviam suspendido o fornecimento através do Nord Stream 1, provavelmente em resposta às sanções ocidentais. O Nord Stream 2, recém-concluído, nunca chegou a entrar em funcionamento.
Após as explosões, suspeitava-se que a própria Rússia, os Estados Unidos (críticos em relação aos gasodutos por aumentarem a dependência europeia do gás russo) ou a Ucrânia estivessem por trás da operação.
A Alemanha, principal apoio militar de Kiev e vítima recorrente de atos de sabotagem e espionagem russos em seu território, insiste na separação de poderes e não comenta o caso.
A Ucrânia nega ter organizado a sabotagem, mas não esconde sua satisfação, considerando legítimo qualquer ataque capaz de enfraquecer a capacidade do Kremlin de financiar sua guerra.
O tribunal de Hamburgo programou audiências até fevereiro. Se o suspeito for considerado culpado, estará sujeito a vários anos de prisão.
J.Bergmann--BTB