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Mais de 31 mil pessoas pedem investigação sobre suposto assédio a ex-acadêmico de Cambridge
Mais de 31 mil pessoas, incluindo vários parlamentares, assinaram uma petição que pede ao primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, que promova uma investigação pública sobre o suposto assédio da imprensa contra o acadêmico Jason Arday, que morreu na sexta-feira, informaram os organizadores neste domingo (16).
A petição foi lançada pelo grupo ativista Good Law Project depois que Arday, nomeado há três anos como o professor negro mais jovem da história da Universidade de Cambridge, foi encontrado morto na sexta-feira.
O Good Law Project apoiava Arday desde que ele renunciou, no início deste mês, à universidade e ao cargo de professor associado no Jesus College, depois que as duas instituições iniciaram investigações sobre acusações de plágio e de invenção ou exagero de aspectos de sua história pessoal.
"Não pode haver nenhuma dúvida de que a trágica morte do doutor Arday foi resultado direto, previsível e previsto do assédio da imprensa", afirmou o Good Law Project em seu site.
O grupo acrescentou que "não pode haver nenhuma dúvida de que o racismo estava no centro desta história". Familiares e amigos de Arday denunciaram "uma campanha constante de abusos" desde sua nomeação, em 2023.
As acusações contra Arday, de 41 anos, tiveram ampla repercussão na imprensa britânica depois que outro acadêmico - Nathan Cofnas, que se autodenomina "realista racial" e foi demitido de seu cargo em Cambridge em 2024 - afirmou em julho ter encontrado vários casos de plágio na obra do professor.
Veículos de imprensa britânicos e comentaristas de direita exploraram a controvérsia, alegando que Arday, que contestou as acusações, havia se beneficiado injustamente de políticas de diversidade, igualdade e inclusão (DEI).
Em uma carta publicada quando renunciou, em 5 de agosto, Arday afirmou que a decisão era "a única maneira" de encerrar um "período difícil", mas que não deveria "ser confundida com uma aceitação das narrativas" que circularam sobre ele.
O.Lorenz--BTB