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João Fonseca "tem potencial para ser uma super estrela", garante Djokovic
A dois dias da estreia em Indian Wells, Novak Djokovic manifestou na quinta-feira a confiança em conseguir um bom desempenho sob a orientação de Andy Murray e não deixou de elogiar o jovem tenista brasileiro João Fonseca.
Aos 18 anos, Fonseca havia conquistado poucas horas antes a primeira vitória em um torneio Masters 1000 de sua promissora carreira, no qual já ostenta um título da ATP conquistado em fevereiro, em Buenos Aires.
"Não o conheço muito bem pessoalmente, mas pelo que vi em quadra, pela forma como ele joga e se comporta e pelas pessoas ao seu redor, parece que há um nível muito bom de equilíbrio, profissionalismo e devoção, como vimos nos últimos dois anos com (Carlos) Alcaraz", comparou Djokovic durante a coletiva de imprensa anterior à sua participação em Indian Wells, nos Estados Unidos.
"Ele tem potencial para ser uma verdadeira super estrela deste jogo, sem dúvida", disse ele. "Além disso ele vem do Brasil, um dos maiores países do mundo, onde amam tênis e esportes e são pessoas muito apaixonadas".
"Seria incrível para o nosso esporte ter uma super estrela brasileira, a primeira desde Gustavo 'Guga' Kuerten", disse ele.
Sobre suas perspectivas no deserto da Califórnia, Djokovic disse que se recuperou da lesão na coxa esquerda que o forçou a se retirar nas semifinais do Aberto da Austrália, em janeiro.
"A lesão ficou para trás. Assim espero", disse o sérvio, que voltou brevemente em fevereiro, em Doha, caindo na estreia.
“Em Doha me senti completamente bem e também na preparação para Indian Wells. Quero ir longe no torneio", destacou.
O sérvio de 37 anos luta por um sexto título que o levaria a deter o recorde deste prestigiado Masters 1000.
Para conseguir esse feito, ele confia no trabalho que tem desenvolvido com seu antigo rival Andy Murray, que espera que dure pelo menos o primeiro semestre do ano até Wimbledon.
"Acho que fizemos um grande torneio na Austrália e joguei meu melhor tênis desde os Jogos Olímpicos" em Paris em 2024, disse ele.
"Pessoalmente, queria seguir em frente e disse a ele no mesmo dia em que terminamos o torneio (Austrália)", lembrou. "Ele demorou um pouco para refletir (...) Fiquei muito feliz quando ele decidiu continuar para Indian Wells e Miami. Conversaremos depois de Miami, mas acho que o plano é ir até o final de Roland Garros e espero que Wimbledon".
L.Dubois--BTB