-
Flick confirma desfalque de Raphinha contra Getafe e Galatasaray
-
Aumenta pressão para que Pentágono não transmita execução ao vivo
-
Qinwen e Mertens completam semifinais do WTA 1000 de Pequim
-
Copiloto da Flydubai planejava atentado em Israel inspirado no 11 de Setembro
-
EUA anuncia sanções ao TPI após Nobel da Paz para Navi Pillay, ex-juíza do tribunal
-
Mike Ditka, lenda do futebol americano, morre aos 86 anos
-
Verstappen confirma seu retorno com pole para corrida sprint do GP de Singapura
-
Decisão do Pentágono de transmitir execução ao vivo gera indignação crescente
-
Secretário de Segurança Interna critica prefeito de Nova York por pedir extinção do ICE
-
Djokovic sente cansaço e é eliminado em sua estreia no Masters 1000 de Xangai
-
Seleção da Turquia demite técnico Vincenzo Montella
-
Federação Italiana de Futebol vai eleger seu presidente em 14 de dezembro
-
UE retira Panamá de sua lista de paraísos fiscais
-
Governo do Iêmen lança 'operação' para retomar território estratégico para os houthis
-
China aceita 'moderar' suas exportações de veículos híbridos para a UE, segundo comissário europeu
-
EUA lidera novas negociações de paz para pôr fim à guerra na Ucrânia
-
Justiça argentina restabelece limites para a venda de terras a estrangeiros
-
Protestos estudantis geram cenas de caos em Bruxelas
-
Rubio insta opositores venezuelanos a participar da negociação com o governo
-
Trump cria painel para investigar governadora do Fed
-
EUA impõe sanções ao TPI após Nobel a sua ex-magistrada Pillay
-
Documentário retrata a vida privada de figura do Vale do Silício condenada por fraude
-
Preços do diesel e dos fertilizantes põem à prova apoio de agricultores dos EUA aos republicanos
-
China e União Europeia reforçam diálogo comercial e alcançam acordos sobre veículos híbridos
-
Ex-príncipe Andrew é indenizado em 300 mil libras por deixar residência de Windsor
-
Jair Bolsonaro buscará revanche caso seu filho assuma o poder
-
Partido de Machado pede a revogação 'imediata' da inabilitação política de sua líder na Venezuela
-
Pillay dedica seu Nobel da Paz aos 'sobreviventes de crimes internacionais'
-
EUA transmitirá ao vivo execução de condenado por ataque militar
-
Dois quadros de Renoir roubados de museu na França são encontrados
-
França prende mais de 5 mil menores em protestos estudantis
-
Irã descarta negociar com os EUA sob pressões e ameaças
-
Navi Pillay, a ativista sul-africana de direitos humanos que conquistou o Prêmio Nobel da Paz
-
Netanyahu convida Flávio Bolsonaro para visitar Israel
-
ONU denuncia como 'tortura' a execução ao vivo anunciada nos EUA
-
Polícia de imigração fere a tiros dominicano em Nova York
-
Juíza sul-africana Navi Pillay ganha o Nobel da Paz
-
Trump descarta ataques contra o Irã antes das eleições nos EUA
-
Juíza sul-africana Navi Pillay ganha o Prêmio Nobel da Paz
-
Partido pede levantamento imediato da inabilitação de María Corina na Venezuela
-
EUA vai transmitir ao vivo fuzilamento de condenado por ataque a base militar
-
Montagliani pretende permanecer na Concacaf e abre caminho para reeleição de Infantino
-
Miami Fashion Week® celebra seu décimo aniversário com uma edição histórica, de 13 a 18 de outubro de 2026
-
Equador vai contar com drones dos EUA em guerra contra o narcotráfico
-
Trump chama Musk de 'tesouro nacional' após entrega de medalha
-
Milhares de pessoas homageiam Maricarmen Abascal em marcha em Madri
-
Liverpool-Manchester City é destaque na volta das ligas europeias
-
Fuzilamento de condenado por ataque a base militar nos EUA será transmitido ao vivo
-
EUA suspende Microsoft de programa de vistos, diz vice-presidente
-
Bombardeio russo contra dois ônibus deixa 30 mortos na Ucrânia
Mushuc Runa, o clube indígena que quebrou estigmas para brilhar na Copa Sul-Americana
Ele nasceu em um terreno baldio no Equador, onde jogar futebol era considerado um passatempo "de cachorros". Após quebrar o estigma, o clube indígena Mushuc Runa brilha na Copa Sul-Americana de 2025.
Seu nome significa 'Homem Novo' na língua quíchua, falada nas comunidades Chibuleo e Pilahuin, no planalto equatoriano, onde foi fundado por um indígena em 2003.
Ponchito, como é conhecido, é o único time com 100% de aproveitamento nas três primeiras rodadas do torneio sul-americano e está a um passo de garantir sua primeira classificação para as oitavas de final da competição.
A equipe pode alcançar tal feito na quarta-feira (7), quando recebe o Cruzeiro, time que derrotou surpreendentemente por 2 a 1 em Belo Horizonte no jogo de ida pelo Grupo E.
"A primeira coisa que fazemos com o Mushuc Runa é representar o povo indígena que está fazendo história", disse à AFP a vice-presidente Karina Chango, considerada a primeira mulher indígena a dirigir um clube de futebol.
- "Fenômeno" regional -
Sob chuva e frio intenso, o veterano treinador paraguaio Ever Hugo Almeida comanda um treino a 3.250 metros de altitude na comunidade de Echaleche, na província de Tungurahua (centro andino).
Não há indígenas no elenco titular, embora alguns já estejam treinando em divisões inferiores. No Equador, apenas 8% dos 18 milhões de habitantes se identificam com um povo originário.
"O Mushuc Runa é um fenômeno (...) Não há nem mesmo uma contagem semelhante em nível regional", diz o analista esportivo Patricio Granja, que atribui o sucesso do clube à continuidade do técnico Almeida, à incorporação de reforços estrangeiros e aos investimentos para aumentar o teto salarial.
Mas o Ponchito está longe do poderio de muitos de seus rivais, incluindo o Cruzeiro, vice-campeão da Sul-Americana de 2024 e bicampeão da Copa Libertadores (1976, 1997), e com um elenco atual avaliado em quase 100 milhões de dólares (567 milhões de reais, na cotação atual).
O conjunto de jogadores do Mushuc Runa é o "mais caro" de sua história e está avaliado entre "2,5 e 3 milhões de dólares" (entre 14 e 17 milhões de reais), de acordo com Chango.
- Poncho como símbolo -
O impacto da equipe, que estreou na primeira divisão em 2014, no entanto, tem pouco a ver com números.
Ponchito não é apenas o apelido, é também a roupa com a qual os jogadores entram em campo e que se tornou uma marca registrada do clube e de seus torcedores, que a usam nas arquibancadas.
O manto protege os jogadores das baixas temperaturas que acompanham os treinos conduzidos por Almeida, um técnico experiente de 76 anos, com títulos no futebol guatemalteco, paraguaio e equatoriano.
O ex-goleiro comanda a equipe no estádio Echaleche, que foi construído de forma comunitária, uma prática enraizada no Equador, onde a influência indígenas também é evidentes no vestuário, na gastronomia e no idioma.
No entanto, as autoridades locais proibiram a disputa de jogos oficiais neste local porque o estádio não atende aos padrões técnicos, de modo que o clube joga na cidade vizinha de Riobamba (2.750 metros acima do nível do mar).
Apesar da proibição, Echaleche é o orgulho dos torcedores, que anseiam pelos domingos de futebol.
Daniel Curillo assiste com entusiasmo a um treino. A primeira vez que ele pisou em um estádio foi depois de se casar, aos 19 anos de idade. O futebol era proibido para os jovens quíchuas dessa região.
Agora com 39 anos, exibe com orgulho uma coleção de camisas de seu time.
Para o capitão da equipe, Dennis Quintero, "é uma grande responsabilidade" liderar uma equipe que nasceu em uma comunidade indígena que rejeitava o futebol.
Os resultados internacionais devem "ser uma motivação para que eles saibam que podem alcançar coisas importantes", ressalta o zagueiro.
"Saber que sua cultura pode ser vista de outra maneira, não apenas como trabalhadores, mas como profissionais do futebol", completou.
M.Furrer--BTB