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Sem Sinner, mas com Alcaraz, Copa Davis busca se consolidar na Itália
A fase final da Copa Davis, com oito nações participantes, começam nesta terça-feira em Bolonha, na Itália, sem o herói local Jannik Sinner, mas com seu grande rival espanhol Carlos Alcaraz, em meio a dúvidas persistentes sobre a relevância do formato atual da competição.
Desde o anúncio oficial da ausência do número 2 do mundo no final de outubro, o interesse esportivo nesta Final 8, onde a Itália buscará o terceiro título consecutivo da Copa Davis, ficou em segundo plano.
A decisão do quatro vezes campeão do Grand Slam de fazer uma pausa e não participar do último evento da temporada de 2025 não foi bem recebida em seu país natal, que sedia a fase final pela primeira vez desde a mudança de formato da Copa Davis em 2019.
Segundo uma pesquisa publicada no final de outubro pelo jornal esportivo italiano La Gazzetta dello Sport, 63% das 800 pessoas entrevistadas consideraram a ausência do principal tenista do país "injustificável".
"Foi uma decisão difícil de tomar", explicou Sinner, "mas vencemos a Copa Davis em 2023 e 2024".
O italiano de 24 anos quer mais tempo para se preparar para a temporada de 2026, que começará com a defesa do seu título do Aberto da Austrália em janeiro.
O número 2 da Itália, Lorenzo Musetti (9º), tampouco estará em Bolonha. O tenista de Carrara citou sua "condição física" e o nascimento iminente de seu segundo filho para justificar sua desistência de última hora.
Liderados pelo número 22 do mundo, Flavio Cobolli, os atuais campeões vão estrear no torneio na quarta-feira contra a Áustria. Se vencerem, enfrentarão a França ou a Bélgica na sexta-feira por uma vaga na final.
- Uma "Copa do Mundo" do tênis -
"Com o calendário atual, é difícil reunir os melhores jogadores de cada país para a Copa Davis", argumentou Sinner, que defende que a Copa Davis se torne um evento bienal.
Seu compatriota Andrea Gaudenzi, dirigente da ATP, insiste na mesma linha.
Os diversos órgãos dirigentes do tênis (ITF, ATP, Grand Slam, etc.) "precisam se unir para transformar a Copa Davis em uma verdadeira Copa do Mundo de tênis".
Mas "pelo que sei, em outros esportes, nenhuma Copa do Mundo é disputada anualmente", acrescenta o ex-jogador.
Essa afirmação contrasta fortemente com outros esportes, como esqui, Fórmula 1 ou ciclismo, em que o título mundial é disputado anualmente, embora, diferentemente do tênis, a temporada não vá de janeiro a novembro.
O número 1 do mundo, Carlos Alcaraz, e o alemão Alexander Zverev (nº 3) estarão de fato nas quadras duras de Bolonha, mas o tenista de Hamburgo sente falta da atmosfera da antiga Copa Davis, quando todas as partidas eram disputadas em casa ou como visitante.
- "Exibição" ou "privilégio" -
"Enfrentei Rafael Nadal em uma arena de touradas", lembrou Zverev com nostalgia, apesar da derrota em três sets em Valência, em 2018.
O formato atual é "uma exibição chamada Copa Davis", afirma o alemão de 28 anos.
Um ano depois de acompanhar Nadal em sua despedida do tênis profissional nas últimas finais da Copa Davis em Málaga, Carlos Alcaraz chega com mais motivação do que Zverev.
"Representar seu país é um dos maiores privilégios neste esporte", declarou o jovem tenista espanhol, que não deve subestimar a sólida equipe tcheca nas quartas de final de quinta-feira.
"Quero ganhar a Copa Davis um dia, porque é um torneio muito importante para mim”, continuou.
Mas seus organizadores "deveriam fazer algo" para tornar a competição ainda mais "única", afirmou o número 1 do mundo e seis vezes campeão do Grand Slam.
--- Programação da Final 8 do tênis:
Terça-feira:
França - Bélgica (1)
Quarta-feira:
Itália - Áustria (2)
Quinta-feira:
Espanha - República Tcheca (3)
Argentina - Alemanha (4)
Sexta-feira:
Semifinal G1 - G2
Sábado:
Semifinal G3- G4
Domingo
Final
K.Thomson--BTB