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Erdogan presenteia líderes na cúpula da Otan com pistolas e munições
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, presenteou os líderes que participaram da cúpula da Otan com uma pistola e seis balas como munição, o que deixou os dirigentes da Aliança Atlântica em uma situação difícil ao retornarem aos seus países.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, foi o primeiro a mencionar o inusitado presente oferecido por Erdogan aos seus convidados na noite de quarta-feira (8).
Starmer disse aos jornalistas britânicos que viajavam em seu avião na volta de Ancara que o presidente turco deu a cada líder uma pistola gravada com seus nomes, junto com uma caixa de munições.
Erdogan também incluiu uma nota para isentar as armas dos controles de exportação.
Starmer afirmou que deixou a pistola na Turquia, já que trazê-la para o Reino Unido seria ilegal.
A cúpula em Ancara foi o último grande evento internacional do primeiro-ministro britânico, que anunciou sua renúncia em 22 de junho.
A cúpula foi realizada em um momento tenso para a aliança de 77 anos, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigindo que os membros cumpram a promessa de aumentar os gastos com defesa enquanto Washington recua na Europa.
O chefe da Otan, Mark Rutte, insistiu que a aliança saiu fortalecida da cúpula na Turquia, apesar dos desacordos.
- Por que um presente assim? -
Várias das armas presenteadas a Starmer, ao primeiro-ministro holandês, Rod Jetten, ou ao chanceler alemão, Friedrich Merz, permaneceram em Ancara.
Segundo suas legislações vigentes, não é tão simples transportar armas de fogo, e menos ainda quando estão em condições de uso.
A arma oferecida ao primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, "terá que ser levada para a Suécia seguindo todas as normas", afirmou sua equipe em uma mensagem à AFP.
O Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa, não fez nenhum comentário a respeito.
Além do desafio logístico, estas pistolas também despertaram a incompreensão de várias delegações presentes nesta cúpula, dedicada à Ucrânia, ao Irã e às relações com Trump.
"Por que um presente assim?" tem sido a pergunta mais frequente.
É verdade que é extremamente comum que chefes de Estado troquem diversos presentes em suas reuniões ou cúpulas, mas algo como uma arma parece inédito.
Consultadas pela AFP, as equipes do presidente turco não se pronunciaram até o momento.
O.Bulka--BTB