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México abre sua terceira Copa do Mundo com sucesso, apesar de protestos
A Copa do Mundo de 2026 começou nesta quinta-feira (11) com a vitória do México sobre a África do Sul por 2 a 0 no jogo de abertura, um êxito esportivo marcado por confrontos entre manifestantes e a polícia do lado de fora do Estádio Azteca, enquanto a partida já estava em andamento.
Julián Quiñones e Raúl Jiménez marcaram os gols comemorados por muitos mexicanos, tanto dentro do estádio, lotado com 80.824 pessoas, quanto por milhares de outros na Fan Fest, na praça do Zócalo.
O jogo também marcou o momento em que o goleiro mexicano Guillermo Ochoa, apesar de não ter entrado em campo, se tornou o primeiro jogador da história a participar de seis Copas do Mundo, um recorde que Lionel Messi e Cristiano Ronaldo também igualarão nos próximos dias.
- Shakira comanda show na abertura -
Antes da bola rolar, a cerimônia de abertura que teve como atração principal a cantora colombiana Shakira, que cantou a música oficial da Copa do Mundo, "Dai Dai", ao lado do astro nigneriano do afrobeat Burna Boy.
A cerimônia, com duração de cerca de 15 minutos, teve início com uma sequência de "Boas-vindas ao México", apresentando uma performance coreografada que incluía figuras vestidas como Montezuma, saudando os povos do mundo e mulheres com trajes típicos da cultura mexicana.
O cantor pop venezuelano Danny Ocean, o grupo Los Ángeles Azules e os colombianos J Balvin e Ryan Castro também se apresentaram. O tenor italiano Andrea Bocelli interpretou o hino da Copa do Mundo, intitulado "DNA".
- Protestos e confrontos com a polícia -
A Fan Fest na praça do Zócalo finalmente foi aberta, mas as barreiras metálicas instaladas na semana passada para isolar a área foram removidas apenas parcialmente, prejudicando a livre circulação dos torcedores. O resultado: caos e empurra-empurra.
"Levamos uma hora para entrar, foi um caos, e sair foi ainda pior", disse Víctor Gómez, de 49 anos, à AFP. Ele e sua companheira, Miriam Corona, decidiram não assistir ao jogo no estádio. "Pode haver até mortos. Lá dentro, não dá nem para andar, nem ver nada, só conseguimos ver a última telinha".
Coincidindo com o pontapé inicial da partida, novos confrontos com a polícia eclodiram do lado de fora do estádio.
Um grupo que exigia justiça pelas dezenas de milhares de pessoas cujo desaparecimento mergulhou o país em luto removeu as barreiras que protegiam o perímetro do estádio e entrou em confronto com os policiais que faziam a segurança do local. Com tacos e barras, outro grupo de jovens quebrou os vidros de viaturas policiais.
"México, campeão de desaparecimentos!", foi uma dos cânticos mais repetidas por manifestantes de diversos grupos que se opõem à realização da Copa do Mundo enquanto o país enfrenta a violência do crime organizado.
Uma chuva torrencial caiu pouco depois da partida, fazendo com que os manifestantes se retirassem e a Fan Fest também ficasse vazia.
- Sem a presença de Sheinbaum -
A presidente Claudia Sheinbau, não compareceu ao Azteca, como previsto, nem à Fan Fest. Ela publicou na rede social X uma foto na qual apareceu em um centro esportivo em uma área popular da capital, vestindo a camisa da seleção de seu país.
Sheinbaum deu seu ingresso a uma jovem jogadora.
O maior evento de futebol do planeta será organizado pela primeira vez por três países: Estados Unidos, Canadá e México, que já recebeu o torneio em 1970 e 1986.
A Copa do Mundo chega precedida de polêmicas: o alto preço dos ingressos, a recusa de vistos para entrar nos Estados Unidos e a guerra no Oriente Médio, que levou o Irã a transferir sua base de treinamento do Arizona para Tijuana, no México.
A partir de agora, a bola tentará assumir o protagonismo para definir quem poderá destronar a Argentina de Lionel Messi, que busca defender o título conquistado no Catar, em 2022.
N.Fournier--BTB