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Nairóbi será sede do Mundial de Atletismo em 2029, o primeiro na África
Nairóbi será a sede do Campeonato Mundial de Atletismo ao ar livre de 2029 e se tornará a primeira cidade da África a receber o evento, anunciou a World Athletics nesta terça-feira (15).
A capital do Quênia superou nas votações Londres, Roma e Munique, que será sede do Mundial em 2031, anunciou a entidade máxima do atletismo após uma reunião de seu conselho em Budapeste, sede do recém-encerrado Ultimate Championship.
"Tivemos a felicidade de contar com quatro candidaturas excepcionais para 2029 e 2031, e não foi uma decisão fácil para o Conselho", declarou o presidente da World Athletics, Sebastian Coe, em coletiva de imprensa.
"A decisão tomada hoje significa que podemos realizar nossos Campeonatos Mundiais de Atletismo na Ásia, África e Europa em suas próximas três edições", destacou o dirigente, em referência ao Mundial do ano que vem, que será disputado em Pequim.
"Levar nossos campeonatos à África pela primeira vez será histórico (...) Nairóbi mostrou de forma contundente que este é o seu momento para impulsionar o desenvolvimento do nosso esporte no Quênia e em todo o continente africano, deixando um legado marcante que inspire todo um continente", comentou Coe.
- Potencia do atletismo -
O Quênia, que não obteve sucesso em sua candidatura para sediar o Mundial de 2025, já havia organizado o Campeonato Mundial de Cross Country de 2007 em Mombaça, o Mundial Sub-18 em Nairóbi em 2017 e o Mundial Sub-20 na capital em 2021.
Nairóbi também sediou o Campeonato Africano de Atletismo de 2010.
"Tendo participado também do processo de candidatura para 2025, a equipe entendeu e assimilou o que era exigido e retornou com uma proposta mais sólida e um Estádio Kasarani renovado, que atualmente passa por uma reforma completa para sediar a Copa Africana de Nações de futebol de 2027", justificou Coe.
O presidente da World Athletics lembrou que o Quênia, uma das potências em provas de meio-fundo e fundo, "moldou a história do esporte", com estrelas como Elihud Kipchoge, Faith Kipyegon e Ruth Chepngetich.
"O mundo virá a um país onde correr é mais do que uma competição. É a nossa história nacional e onde cada geração acredita que o próximo campeão mundial pode surgir do Quênia", destacou, por sua vez, o Ministro da Juventude, Economia Criativa e Esportes do governo queniano, Salim Mvurya.
O presidente do país africano, William Ruto, comemorou pouco depois na rede social X: "É a hora do Quênia, a hora da África e uma vitória para as gerações de atletas que fizeram do nosso país sinônimo de excelência nas pistas, nas estradas e no cross-country".
L.Janezki--BTB