-
Galitos, Barreirense e Basket Santo André vencem na jornada da Proliga
-
Banco central chinês anuncia novo apoio após forte queda das bolsas
-
Justiça brasileira impede Meta de usar conteúdos jornalísticos no treino de IA
-
Nikkei perde 1,42% com pressão sobre empresas ligadas à inteligência artificial
-
PSI abre em alta com EDP Renováveis e EDP entre os destaques
-
Índia busca triplicar estoques de carvão para evitar apagões no verão
-
Elon Musk ironiza derrota republicana após forte apoio financeiro a Trump
-
Vitória democrata amplia escrutínio sobre centros de dados para inteligência artificial
-
Abdul El-Sayed torna-se primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA
-
Hakeem Jeffries promete responsabilização por corrupção ao assumir liderança da Câmara
-
Trump atribui derrota republicana à guerra no Irão e aceita resultado eleitoral
-
Ouro recupera e petróleo recua enquanto maioria democrata influencia mercados
-
Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate
-
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
-
Pedro Duarte condena intervenção policial contra manifestantes no Porto
-
Uría Menéndez apoia Estado português na reprivatização da TAP
-
Ordem dos Advogados contesta limite horário e atuação policial em protestos
-
Caixa prevê prêmio superior a R$ 1 bilhão na Mega da Virada
-
Niterói testa pagamento por Pix em três linhas municipais de ônibus
-
Enel instalará 240 painéis solares nas instalações da Clin em Niterói
-
Futebolista espanhol morre após colisão com guarda-redes durante jogo
-
Rio de Janeiro reúne 3,3 mil vagas de emprego, estágio e aprendizagem
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem baixar maioridade penal
-
Operação contra tráfico no Caniçal termina com três detidos
-
PRF detém homem com drogas escondidas no estepe de carro em Petrópolis
Liga Árabe readmite governo da Síria depois de 11 anos e 500.000 mortes
Os ministros das Relações Exteriores dos países da Liga Árabe decidiram por unanimidade neste domingo (7) reintegrar o governo da Síria à organização, mais de 11 anos após a exclusão do regime de Damasco devido à repressão de uma revolta popular, que resultou em uma guerra longa e violenta.
"As delegações do governo da República Árabe Síria voltarão a participar nas reuniões da Liga Árabe", afirma o texto aprovado por unanimidade pelos ministros em uma reunião a portas fechadas na sede da organização no Cairo.
Isolado diplomaticamente desde 2011, o presidente sírio, Bashar al Assad, saiu recentemente do status de 'persona non grata' e alguns analistas acreditam que ele poderia inclusive comparecer, em 19 de maio, à reunião de cúpula anual dos chefes de Estado da Liga Árabe na Arábia Saudita.
Isto representaria um retorno espetacular, levando em consideração que em 2013 a oposição síria chegou a ocupar a cadeira de Damasco em uma reunião da Liga Árabe no Catar.
Em novembro de 2011, 18 dos 22 países membros da Liga Árabe suspenderam a participação do governo sírio nas reuniões, o que foi celebrado pelos países ocidentais e a Turquia, mas criticado por Rússia, Irã, Iraque e Líbano.
A organização pan-árabe também adotou sanções econômicas contra a Síria e cortou as ligações aéreas com o país.
Vários países árabes apoiaram os rebeldes no início da guerra, que sucessivamente se transformou em um terreno de batalha para várias potências estrangeiras - incluindo Rússia e Irã, aliadas do governo de Assad - assim como para grupos extremistas, como o Estado Islâmico.
O conflito provocou 500.000 mortes e o deslocamento de milhões de pessoas.
- O papel da reconciliação entre Arábia e Irã -
A normalização, que era especulada há vários meses, foi favorecida pela solidariedade internacional após as consequências do terremoto de 6 de fevereiro, que deixou mais de 50.000 mortos entre a Turquia e a Síria.
Mas no plano diplomático, o grande catalisador foi a reconciliação em março entre a Arábia Saudita, grande potência regional sunita, e o Irã, potência xiita, graças à mediação da China.
Poucos dias depois, em 12 de abril, o chanceler sírio fez uma visita surpresa à Arábia Saudita, a primeira desde o início do conflito.
Fora da Liga Árabe, a Turquia, outro país que expressou grande apoio à oposição anti-Assad desde 2011, também se aproximou de Damasco, com uma reunião entre os ministros turco e sírio da Defesa no fim de 2022, em um encontro trilateral em Moscou.
Damasco aposta na plena normalização das relações com os países árabes, em particular as ricas monarquias do Golfo, que já foram aliadas da oposição a Assad. O governo sírio conta com estas nações para financiar a cara reconstrução do país, devastado por mais de 10 anos de conflito.
Com o tempo e o apoio fundamental da Rússia e do Irã, o regime de Assad conseguiu recuperar a maior parte do território perdido, embora quatro milhões de pessoas continuem vivendo em uma região do noroeste do país sob o controle de grupos rebeldes e jihadistas.
Por outro lado, de acordo com uma investigação publicada pela AFP em novembro, a Síria conseguiu manter o fluxo financeiro graças à exportação de captagon, uma droga que gerou uma indústria ilegal de mais de 10 bilhões de dólares e transformou o país em um narcoestado.
S.Keller--BTB