-
Explosões israelenses perto de castelo ameaçam acordo-quadro, diz Líbano
-
Com gol de Douglas Luiz, Juventus vence Nice (2-0) em amistoso em Turim
-
Grécia evacua parte do subúrbio de Atenas devido a incêndio
-
Avalanche de migrantes paralisa vida cotidiana em Ceuta
-
Itália suspende livre circulação com Espanha após onda migratória em Ceuta
-
Vozinha adia chegada ao futebol chileno 'por motivos pessoais'
-
Rubio considera "feito extraordinário" a crescente influência dos EUA na América Latina
-
Emerse Faé deixa cargo de técnico da Costa do Marfim
-
Paraguai manifesta rejeição a declarações de Lula sobre guerra no século XIX
-
Messi é dúvida do Inter Miami contra Columbus Crew; rodada da MLS tem duelo Son-Thomas Müller
-
OpenAI anuncia que tem mais de um bilhão de usuários ativos
-
Mudryk, suspenso por doping, é liberado para voltar a jogar pelo Chelsea
-
Eddie Howe deixa cargo de técnico do Newcastle
-
Grécia evacua parte de um subúrbio de Atenas devido aos incêndios
-
Justiça do Peru anula sentença do ex-presidente Humala no caso Odebrecht
-
Entrada de 60.000 migrantes no enclave espanhol de Ceuta desata crise europeia
-
Participação de opositora Machado em diálogos na Venezuela é 'fundamental', diz ex-ministro
-
Espanhol Santi Denia é o novo técnico da República Tcheca
-
Franco Baresi, lendário zagueiro italiano, morre aos 66 anos
-
Nova York processa Kalshi, gigante do mercado de apostas online
-
Enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla, plataformas que atraem imigração irregular para a Europa
-
Sonda japonesa realiza sobrevoo mais próximo de um asteroide já registrado
-
Aumenta oposição ao projeto de investimento privado da Fifa e Infantino fica sob pressão
-
Rumores e alvoroço semeiam caos na fronteira entre Marrocos e Ceuta
-
O que se sabe sobre a entrada em massa de migrantes no território espanhol de Ceuta?
-
Alpinista Nirmal Purja desaparece junto com outras nove pessoas após avalanche no Paquistão
-
Após incêndios na Espanha e França, chamas devastam ilha grega de Creta
-
O que se sabe sobre o acordo para o desarmamento do Hamas e a retirada israelense de Gaza
-
Milhares de pessoas entram em Ceuta em nova crise migratória
-
Hamas aceita acordo para seu desarmamento e retirada de Israel de Gaza
-
Morre Franco Baresi, lendário zagueiro italiano
-
Нооша Аубель під тиском: мерія Потсдама між самостійними кроками та скандалом із дитячими садками
-
Noosha Aubel sob pressão: a Câmara Municipal de Potsdam entre decisões unilaterais e o escândalo das creches
-
Fontes do Hamas confirmam acordo para seu desarmamento e retirada israelense de Gaza
-
Milei promove reforma do Banco Central e 'shutdown' em caso de déficit na Argentina
-
Tabilo avança às quartas de final em Washington; De Minaur vence jovem Cruz Hewitt
-
Trump anuncia acordo para "desarmamento total" do Hamas e retirada israelense de Gaza
-
'Não é Hollywood': Rússia desencoraja panamenhos de participar da guerra
-
'Eu vim jogar no Inter Miami só por causa do Messi', diz Casemiro
-
Real Madrid contrata atacante Carlos Espí, do Levante
-
Decreto de Milei proíbe entrada de estrangeiros que expressarem ódio contra a Argentina
UE e Celac encerram cúpula com conquistas ofuscadas por divergências sobre Ucrânia e Rússia
A cúpula de Bruxelas entre a União Europeia (UE) e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) chegou ao fim nesta terça-feira (18) com uma declaração que expressa "preocupação" com a "guerra contra a Ucrânia", mas evita fazer referência à Rússia, após árduas negociações que não conseguiram consenso com a Nicarágua.
Essa disputa dominou grande parte dos dois dias de discussões que buscavam revitalizar os laços entre a UE, composta por 27 países, e os 33 membros da Celac; e colocou em segundo plano um importante anúncio de investimento europeu, assim como um encontro articulado pela França entre o governo e a oposição da Venezuela, além dos debates sobre os desafios das mudanças climáticas.
Apesar das divergências sobre a Ucrânia evidentes nos discursos do primeiro dia, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, foi apontado por seu par francês, Emmanuel Macron, como "um dos que constroem pontes".
Lula foi criticado no passado pelas potências ocidentais por sua postura a favor de "uma paz negociada" e sua oposição às sanções, posicionamento reiterado durante a cúpula.
Na declaração final, os líderes expressaram sua "profunda preocupação pela atual guerra contra a Ucrânia, que continua causando grande sofrimento", sem qualquer menção à Rússia, em meio ao conflito entre os dois países desde que as tropas de Moscou invadiram a ex-república soviética em fevereiro de 2022.
O bloco europeu, que apoia financeira e militarmente a Ucrânia, insistiu em incluir no texto final uma menção a esse conflito que perturbou as relações internacionais e impactou a economia mundial.
O texto recebeu o apoio de 59 dos 60 países participantes da cúpula. À tarde, Macron afirmou que a "Nicarágua se recusa a assinar o texto".
A declaração indica também que foi "assinada por todos os países, com uma exceção, devido ao desacordo com um parágrafo".
A Nicarágua é um dos sete países que, em fevereiro, votaram contra uma resolução da ONU aprovada com 141 votos favoráveis, exigindo a "retirada imediata" das tropas russas da Ucrânia.
O impasse nas negociações evidenciou o desafio de chegar a acordos entre a UE, um bloco altamente institucionalizado, e um fórum heterogêneo como a Celac.
"A imensa maioria dos países da Celac condena nas Nações Unidas a invasão russa", ressaltou o presidente da Argentina, Alberto Fernández, na coletiva de imprensa final.
O primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, que ocupa a presidência pro tempore da Celac, minimizou a omissão de uma menção à Rússia.
"Há uma reafirmação de posições e marcamos todos os pontos. Isso não significa que devemos sair dançando lambada nu toda vez que um assunto é levantado. A linguagem está lá", declarou, criticando também as sanções impostas pelas potências ocidentais à Rússia.
- Apoio à negociação sobre Venezuela -
Na declaração, os líderes também expressaram seu apoio a "um diálogo construtivo entre as partes das negociações conduzidas por venezuelanos na Cidade do México".
À margem da cúpula, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, e o líder opositor Gerardo Blyde se reuniram na segunda-feira com os presidentes da França, Argentina, Brasil e Colômbia, para discutir as eleições presidenciais do próximo ano.
O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, informou nesta terça que a discussão centrou-se em como "promover eleições de forma inclusiva, eleições livres que possam ser reconhecidas pela comunidade internacional".
Na semana passada, o principal negociador do governo e presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, descartou o envio de uma delegação eleitoral da UE, depois que o bloco europeu expressou "preocupação" com a inabilitação da pré-candidata opositora María Corina Machado.
- Enorme plano de investimentos -
A UE tentou estabelecer uma aproximação com o anúncio na segunda-feira de um plano de investimento de 45 bilhões de euros (R$ 242,44 bilhões) por meio do programa Global Gateway.
Com o programa, o bloco pretende exercer um contrapeso à presença cada vez mais intensa da China na América Latina.
A expectativa inicial era de que a cúpula fosse um momento para a assinatura do acordo com o Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai), travado após uma série de negociações iniciadas há mais de duas décadas.
O desmatamento e as questões ambientais são obstáculos para um acordo, mas a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou que espera que as negociações cheguem a um bom termo no segundo semestre deste ano.
K.Brown--BTB