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Governo da Venezuela e oposição discutem retomada de negociações
Delegados do governo de Nicolás Maduro e da oposição retomaram "contatos" na Venezuela, em uma tentativa de reiniciar formalmente suas negociações, informou nesta terça-feira (10) à AFP uma fonte ligada às conversas.
Segundo a fonte, as partes vêm se aproximando para retomar as negociações em torno da crise política e econômica, iniciadas no México em agosto de 2021 e congeladas desde novembro de 2022.
Esse ciclo foi interrompido em outubro de 2021 - após a extradição para os Estados Unidos do empresário Alex Saab, acusado de lavagem de dinheiro e apontado como sendo testa de ferro de Maduro - e retomado brevemente 15 meses depois.
As partes voltaram a abandonar as negociações no fim de 2022, depois que o governo Maduro condicionou as negociações ao desembolso de US$ 3 bilhões (R$ 15,2 bilhões) em fundos venezuelanos congelados no exterior que seriam administrados pelas Nações Unidas. Os delegados de Maduro também exigiram o fim das sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia.
Um porta-voz dos Estados Unidos ratificou hoje a vontade de "considerar modificações nas sanções em resposta a reformas democráticas concretas e à criação de condições para eleições livres e justas em 2024".
O presidente colombiano, Gustavo Petro, saudou mais cedo "a retomada das negociações entre o governo venezuelano e a oposição". "O desbloqueio da Venezuela é fundamental para a prosperidade do seu povo e a redução do êxodo para os Estados Unidos", publicou na rede social X, antigo Twitter.
A reativação dos diálogos coincide com conversas entre os governos do americano Joe Biden e do venezuelano Nicolás Maduro, que Washington não reconhece formalmente como presidente.
O ponto principal da agenda opositora tem a ver com as condições eleitorais e o levantamento das inabilitações de possíveis candidatos, como María Corina Machado, favorita nas primárias de 22 de outubro, que irão definir o rival de Maduro.
D.Schneider--BTB