-
Protestos estudantis retornam às ruas na França
-
Líder social-democrata sueca fracassa em 2ª tentativa de formar governo
-
Reis da Espanha têm recepção calorosa durante visita a Ceuta
-
Trump não acredita que China e Rússia ajudem o Irã
-
Gemelli, o hospital dos pontífices
-
Papa Leão XIV se prepara para cirurgia no pulmão
-
Previsões econômicas do FMI para a América Latina e o Caribe
-
As previsões econômicas do FMI
-
FMI eleva previsão de crescimento para 2026 mas alerta para cenário 'dividido'
-
Pequenas comunidades impactadas pelo terremoto no Panamá ainda estão isoladas
-
Manchester United chega a Madri com vontade de reverter sua má situação, garante Carrick
-
Coreia do Norte dispara múltiplos mísseis balísticos contra o Mar do Japão
-
Morre o ator RJ Mitte, conhecido pela série "Breaking Bad"
-
Cataratas do Iguaçu são fechadas por alertas de cheias na Argentina
-
Cuba reforma seu setor petroleiro e autoriza concessões
-
Agentes federais fazem buscas na casa da congressista Ilhan Omar, crítica de Trump
-
Coventry goleia Newcastle (4-1) e sai da zona de rebaixamento do Inglês
-
Atriz Selma Blair é presa após confusão em voo nos EUA
-
Flamengo enfrenta Estudiantes, que quer evitar uma nova final brasileira na Libertadores
-
Ciberataque estraga grande quantidade de produtos em supermercados na França
-
Champions retorna com duelo entre City e PSG, dois representantes de um modelo sob suspeita
-
AFP recebe prêmio italiano de direitos humanos
-
Houthis do Iêmen ameaçam com resposta "dolorosa" se EUA intervir na guerra
-
Nova York falha em concretizar fechamento da polêmica prisão de Rikers
-
Agência da ONU para Refugiados alerta para cortes de financiamento
-
Furacão Simón deixa um morto e provoca inundações no México
-
Flick alerta para a pressão no estádio do Galatasaray
-
Ministro saudita da Energia pede resposta firme aos ataques houthis
-
Flávio Bolsonaro visitará o pai na terça-feira, após autorização judicial
-
Alcaraz é eliminado em Xangai; Zverev garante terminar ano como número 1 do mundo
-
Otan alerta Rússia de que qualquer ataque será 'totalmente em vão'
-
Supremo Tribunal espanhol mantém suspensão do direito de voto para naturalizados pela 'Lei dos Netos'
-
Agentes federais fazem buscas na casa de Ilhan Omar, crítica de Trump
-
Ator Russell Brand comparece ao início de seu julgamento por estupro no Reino Unido
-
Osasuna demite técnico Luis Ramis e traz de volta Jagoba Arrasate
-
Incêndio destrói o mercado coberto mais antigo de Paris
-
Dezenas de milhares protestam na Índia contra a Comissão Eleitoral
-
Rússia não confirma adesão à trégua energética
-
Furacão Simón deixa um morto e danos materiais no Pacífico mexicano
-
Nossa Senhora Aparecida ressurge na campanha eleitoral às vésperas do 2º turno
-
O que se sabe sobre a cirurgia do papa Leão XIV
-
Irã prende advogado que contribuiu para casamento entre detenta e condenado à morte
-
Moraes autoriza visita de Flávio Bolsonaro ao pai em prisão domiciliar
-
Ciberataque afeta sistemas de refrigeração de supermercados na França
-
Autoridades econômicas discutem inflação e dívida em fórum do FMI e do Banco Mundial
Guerra em Gaza provoca medo de nova ondas de refugiados palestinos em países árabes
O panorama de um grande acampamento de deslocados palestinos dentro da Faixa de Gaza, que tentam fugir dos bombardeios e da guerra entre Israel e Hamas, evoca um trauma histórico para os países árabes vizinhos, em particular Egito e Jordânia.
"Assim começou a 'Nakba'", afirmou o Al Mezan, grupo de defesa dos direitos humanos com sede em Gaza, que expressou um temor generalizado na região de que Israel tentaria esvaziar o enclave palestino.
A 'Nakba', que significa catástrofe em árabe, faz referência ao êxodo forçado de 760.000 palestinos na guerra que levou à criação do Estado de Israel há 75 anos.
O temor de uma repetição da história aumentou desde que o início do conflito entre Israel e o Hamas, o grupo islamista palestino que governa Gaza, após uma ofensiva brutal de seus milicianos em território israelense no dia 7 de outubro, que deixou 1.400 mortos, a maioria civis.
A Faixa de Gaza, que é habitada majoritariamente por deslocados palestinos e seus descendentes, é alvo há mais de duas semanas de bombardeios incessantes de represália de Israel, que provocaram mais 5.700 mortes, segundo as autoridades de Saúde do Hamas.
As advertências de Israel à população para que deixassem o norte de Gaza antes de uma iminente invasão terrestre alimentaram temores históricos, pois um milhão de moradores de Gaza já foram obrigados a abandonar suas casas.
A única passagem para sair de Gaza que não é controlada por Israel é Rafah, que liga o território ao Egito.
Por esta passagem, o Egito permitiu a entrada de comboios de ajuda para Gaza, mas o país teme que a abertura da fronteira facilite os planos de Israel para um desalojamento em massa dos palestinos, incluindo muitos que perderam suas casas no atual conflito e dormem na rua ou em tendas fornecidas pela ONU.
"As tendas na fronteira deveriam provocar calafrios em qualquer pessoa que conhece a história palestina. A 'Nakba' começou com as tendas", destacou Al Mezan. "A maioria das pessoas preferiria morrer em Gaza a voltar a ser refugiada".
- Implicações de segurança -
Israel alega que a ordem de evacuação do norte de Gaza pretende proteger os civis palestinos de seu conflito com o Hamas, no momento em que as tropas do país precisam levar em consideração, antes de qualquer ataque, que os islamistas mantêm quase 220 pessoas como reféns.
Mas as declarações de alguns funcionários de alto escalão do governo de Israel levaram suspeitas de que o país tem como objetivo que o Egito permita a instalação em seu território, no deserto do Sinai, de enormes campos precários que terminem como cidades de deslocados.
O presidente egípcio, Abdel Fatah al Sissi, destacou que Israel, como força de ocupação, tem uma responsabilidade sobre os civis palestinos, de acordo com o direito internacional.
O rei Abdullah II da Jordânia e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, alertaram que se Israel conseguir expulsar os palestinos de Gaza, o cenário pode se repetir no futuro na Cisjordânia ocupada.
- Sinai, uma "linha vermelha" -
O Egito tem razões de segurança para temer as implicações de abrigar moradores de Gaza deslocados.
A presença de refugiados palestinos e de grupos armados já provocou alguns conflitos na região: na Jordânia na década de 1960 e no Líbano na década de 1980.
Diante da crise, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) do líder histórico palestino Yasser Arafat foi obrigada a abandonar a Jordânia e seguir para o Líbano.
No Líbano, os palestinos acabaram enfrentando as milícias cristãs na guerra civil e, após a invasão de Israel em 1982, foram dispersados entre a Tunísia e o Iêmen.
Os Acordos de Oslo de 1993 buscava a criação de um Estado palestino, mas o desejo antigo não foi concretizado e as negociações estão paralisadas há mais de 10 anos.
O plano de paz do ex-presidente americano Donald Trump - rejeitado pelos palestinos - defendia a instalação de uma zona industrial no Sinai com postos de trabalho os habitantes de Gaza.
"O Sinai é uma linha vermelha a para os egípcios", afirma a cientista política Sarah Daoud. "Para o Egito, a integridade territorial não é negociável".
burs-sbh/fz/kir/an/zm/fp/aa
S.Keller--BTB