-
Um dia como qualquer outro em Kiev, sob os ataques russos
-
Nova geração de democratas desafia domínio republicano e lealdade a Trump no Texas
-
UE 'condena energicamente' ataque de colonos contra comitiva diplomática na Cisjordânia
-
Rússia e Ucrânia trocam ataques contra infraestruturas energéticas
-
'Como uma guerra': Paris amanhece atônita diante da violência
-
Papa saúda multidão no Vaticano pela primeira vez desde sua cirurgia de câncer
-
França avalia os danos após distúrbios 'sem precedentes' em protestos contra o custo de vida
-
Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentam em seu primeiro debate a uma semana do 2º turno
-
Manifestantes ocupam praça de Lisboa em protesto contra aumento do custo de vida
-
EUA exime Rússia de novas sanções e Moscou comemora
-
França registra distúrbios e saques após protestos contra custo de vida elevado
-
Inter de Milão vence Bologna de virada (3-1) e lidera Italiano
-
Dembélé brilha e PSG vence Strasbourg de virada (3-1) no Francês
-
Bayern goleia Leipzig (6-1) com hat-trick de Luis Díaz e lidera a Bundesliga
-
Colonos israelenses atacam comitiva de diplomatas europeus na Cisjordânia
-
Barça derrota Betis (5-2) e mantém campanha 100% no Espanhol
-
Ex-promotor que denunciava vínculos de políticos com gangues é morto na Guatemala
-
Arábia Saudita intercepta drones sobre Riade e outras regiões
-
City vence Ipswich (3-2) com 2 gols de Haaland; Liverpool sofre para derrotar Brentford
-
'Estou triste': crianças tentam lidar com tragédia após ataque a tiros em escola do Oregon
-
Napoli perde na visita ao lanterna Venezia (1-0) e pressão sobre Allegri aumenta
-
Bukele esclarece que libertação antecipada será para colaboradores ocasionais de gangues
-
João Fonseca encerra sua temporada e vai focar em 2027
Hasina celebra 'vitória' em eleições boicotadas pela oposição em Bangladesh
A primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, obteve uma contundente vitória nas eleições de domingo (7), obtendo 75% das cadeiras, e garantiu um quinto mandato à frente do governo, anunciou a Comissão Eleitoral nesta segunda-feira (8).
A Liga Awami, partido de Hasina, "ganhou a eleição", obtendo uma folgada maioria absoluta com 223 assentos, declarou Moniruzzaman Talukder, secretário-adjunto da Comissão Eleitoral.
O Parlamento é composto por 300 cadeiras, mas muitos dos outros eleitos são de partidos aliados da Liga Awami, o que consolida o poder de Hasina, segundo analistas.
Hasina, de 76 anos, apelou aos eleitores para que fossem às urnas para mostrarem sua confiança no processo democrático.
"Se um partido não participa das eleições, isso não significa não haja democracia", assegurou, acrescentando que, "quem quiser criticar, pode fazê-lo".
Hasina chegou ao poder em 2009. Ela se atribui o mérito de gerar um crescimento impressionante na economia do país, o oitavo mais populoso do mundo com 170 milhões de habitantes, o que permitiu superar a pobreza extrema.
Seu governo é acusado, no entanto, de graves violações de direitos humanos e de exercer uma dura repressão contra a oposição.
A votação foi boicotada pelo Partido Nacionalista do Bangladesh (BNP), principal força da oposição, que denuncia "uma eleição falsa", e por outros partidos, dizimados nos últimos meses por uma onda maciça de detenções.
Os primeiros indícios sugerem uma baixa participação, em torno de 41,8%.
- Um resultado previsível -
Na manhã de domingo, Hasina disse a jornalistas que o partido da oposição BNP é uma "organização terrorista", depois de votar na capital, Daca.
A declaração foi dada depois de os opositores de Hasina convocarem uma greve geral para o fim de semana e pedirem à população para não votar, temendo a repetição das irregularidades das eleições anteriores.
Entre os parlamentares eleitos pelo partido no poder está Shakib Al Hasan, capitão da equipe nacional de críquete, o principal esporte do país.
A Liga Awami praticamente não tinha adversários nas circunscrições em que concorria. Não apresentou candidatos em algumas delas, aparentemente para evitar que o Parlamento unicameral seja visto como instrumento de um único partido.
Muitos entrevistados pela AFP disseram que não votaram, porque o resultado era previsível.
O líder do BNP, Tarique Rahman, denunciou uma possível manipulação das urnas.
"O que ocorreu não foram eleições, mas uma vergonha para as aspirações democráticas de Bangladesh", afirmou nas redes sociais de Londres, onde vive exilado desde 2008, e acrescentou que viu "fotos e vídeos preocupantes" que apoiavam suas acusações.
Alguns eleitores dizem que foram ameaçados com a apreensão de cartões necessários para obter benefícios sociais, caso se negassem a votar pela Liga Awami.
- "Atos de sabotagem mortais" -
Na véspera das eleições, sete opositores acusados de sabotagem após um incêndio mortal em um trem foram detidos pela polícia.
Ao menos quatro vagões do Benapone Express, que une Jessore a Daca, foram incendiados na sexta-feira, deixando ao menos quatro mortos e provocando caos.
Desde o ano passado, a rede ferroviária sofreu vários "atos de sabotagem fatais" segundo a polícia, que culpa o BNP.
O BNP nega qualquer envolvimento e afirma que as autoridades incitam estes atos para depois acusá-lo.
Em 2023, cerca de 25 mil dirigentes da oposição, incluindo todos os representantes locais do BNP, foram presos em uma onda de repressão a uma série de protestos, nos quais várias pessoas morreram em confrontos com a polícia, segundo o partido. Na época, o governo informou 11 mil prisões.
R.Adler--BTB