-
Um dia como qualquer outro em Kiev, sob os ataques russos
-
Nova geração de democratas desafia domínio republicano e lealdade a Trump no Texas
-
UE 'condena energicamente' ataque de colonos contra comitiva diplomática na Cisjordânia
-
Rússia e Ucrânia trocam ataques contra infraestruturas energéticas
-
'Como uma guerra': Paris amanhece atônita diante da violência
-
Papa saúda multidão no Vaticano pela primeira vez desde sua cirurgia de câncer
-
França avalia os danos após distúrbios 'sem precedentes' em protestos contra o custo de vida
-
Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentam em seu primeiro debate a uma semana do 2º turno
-
Manifestantes ocupam praça de Lisboa em protesto contra aumento do custo de vida
-
EUA exime Rússia de novas sanções e Moscou comemora
-
França registra distúrbios e saques após protestos contra custo de vida elevado
-
Inter de Milão vence Bologna de virada (3-1) e lidera Italiano
-
Dembélé brilha e PSG vence Strasbourg de virada (3-1) no Francês
-
Bayern goleia Leipzig (6-1) com hat-trick de Luis Díaz e lidera a Bundesliga
-
Colonos israelenses atacam comitiva de diplomatas europeus na Cisjordânia
-
Barça derrota Betis (5-2) e mantém campanha 100% no Espanhol
-
Ex-promotor que denunciava vínculos de políticos com gangues é morto na Guatemala
-
Arábia Saudita intercepta drones sobre Riade e outras regiões
-
City vence Ipswich (3-2) com 2 gols de Haaland; Liverpool sofre para derrotar Brentford
-
'Estou triste': crianças tentam lidar com tragédia após ataque a tiros em escola do Oregon
-
Napoli perde na visita ao lanterna Venezia (1-0) e pressão sobre Allegri aumenta
-
Bukele esclarece que libertação antecipada será para colaboradores ocasionais de gangues
-
João Fonseca encerra sua temporada e vai focar em 2027
Lula: 'Não há perdão' para autores de ataques em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (8) que "não há perdão" para os autores dos ataques de 8 de janeiro de 2023 em Brasília, pelos quais responsabiliza seu antecessor Jair Bolsonaro, investigado como possível instigador.
Durante um ato solene no Congresso pelo aniversário de um ano do episódio, Lula afirmou que "todos aqueles que financiaram, planejaram e executaram a tentativa de golpe devem ser exemplarmente punidos".
"Não há perdão para quem atenta contra a democracia. O perdão soaria como impunidade e a impunidade como salvo conduto para novos atos terroristas", acrescentou o presidente, que, sob o lema "Democracia intacta", reuniu na cerimônia líderes do Legislativo e do Judiciário e outras autoridades nacionais.
Um ano atrás, milhares de simpatizantes de Bolsonaro, inconformados com a vitória de Lula nas urnas, invadiram o Palácio presidencial, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal, destruindo seu mobiliário e obras de arte. Eles pediam uma intervenção das forças armadas para derrubar Lula, uma semana após assumir o poder pela terceira vez.
Lula descreveu um cenário assustador caso a tentativa de golpe fosse bem-sucedida, no qual "adversários políticos e autoridades constituídas poderiam ser fuzilados ou enforcados em praça pública – a julgar por aquilo que o ex-presidente golpista pregou em campanha".
O Brasil estaria "novamente isolado do mundo" e "mergulhado no caos econômico e social", enquanto a Amazônia seria "em pouco tempo reduzida a cinzas", continuou Lula, que na sexta-feira reiterou em entrevista ao portal Metrópoles que Bolsonaro é "responsável direto, que planejou tudo isso e que, covardemente, se escondeu e saiu do Brasil com antecedência".
Dos 2.170 detidos pelo ataque, até agora trinta foram condenados a penas de até 17 anos de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado.
A polícia informou que realizou hoje uma nova fase da operação contra os responsáveis pelo ataque, com o objetivo de identificar os financiadores e instigadores.
- 'Armadilha por parte da esquerda' -
Bolsonaro é investigado pela justiça como possível incentivador e autor intelectual dos ataques. O ex-presidente nega qualquer responsabilidade pessoal ou de seus apoiadores e afirmou no sábado que a invasão e depredação das sedes do poder foi uma "armadilha" da esquerda.
"Nunca foi esse comportamento de pessoas da direita, aquilo foi uma armadilha por parte da esquerda", acrescentou Bolsonaro, negando que houvesse uma tentativa de golpe de Estado.
O ataque de 8 de janeiro foi o auge de um período de máxima tensão no país, dividido entre duas visões opostas. No primeiro ano de Lula, no entanto, um clima de apaziguamento aparentemente se instalou no país, em especial depois que Bolsonaro foi inabilitado politicamente por oito anos, ao ter desacreditado sem provas o sistema eleitoral.
Autoridades advertiram, no entanto, que a democracia brasileira está sob ameaça pela disseminação de informações falsas e discurso de ódio. "Precisamos regulamentar o maior instrumento de poder e de corrosão da democracia, que é a desinformação através das redes sociais", disse o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
A grande maioria dos brasileiros, 89%, reprovam o ataque, segundo pesquisa da consultoria Quaest. No entanto, 51% consideram que os ataques foram realizados por "radicais que não representam" o eleitorado bolsonarista.
- Obras restauradas -
Muitas autoridades participaram, incluindo ministros do Supremo, comandantes militares e embaixadores, sob a proteção de cerca de 2 mil policiais em Brasília. Mas apenas 13 dos 27 governadores participaram, segundo fontes do Senado.
A cerimônia esteve carregada de simbolismo, especialmente com a exibição de obras de arte que pertencem às sedes de poder e que foram restauradas. Foi apresentada uma peça do artista e paisagista Roberto Burle Marx, que havia sido tirada da parede do Senado e vandalizada durante os distúrbios. Uma réplica da Constituição de 1988, roubada do Supremo, também será recolocada.
Milhares de pessoas foram às ruas no Rio de Janeiro e São Paulo em repúdio ataques do ano passado em Brasília.
"A extrema direita não pode avançar, se avançar aqui, avança no mundo", declarou Jorge Luis Vieira de Souza, um aposentado de 72 anos, que se manifestava no Rio. "Estamos à beira do precipício. Graças a Deus nos salvamos, mas o perigo continua", alertou.
E.Schubert--BTB