-
PSG perde lateral Nuno Mendes para duelo contra o Barça na Champions
-
Polícia usa gás lacrimogêneo para dispersar novo protesto em Paris
-
Dibu Martínez sofre fratura na mandíbula e ficará afastado por várias semanas
-
Rubio chega ao Uzbequistão para reforçar laços com a Ásia Central
-
Com virada épica, Davidovich vence Jódar e conquista Masters 1000 de Xangai
-
Um dia como qualquer outro em Kiev, sob os ataques russos
-
Nova geração de democratas desafia domínio republicano e lealdade a Trump no Texas
-
UE 'condena energicamente' ataque de colonos contra comitiva diplomática na Cisjordânia
-
Rússia e Ucrânia trocam ataques contra infraestruturas energéticas
-
'Como uma guerra': Paris amanhece atônita diante da violência
-
Papa saúda multidão no Vaticano pela primeira vez desde sua cirurgia de câncer
-
França avalia os danos após distúrbios 'sem precedentes' em protestos contra o custo de vida
-
Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentam em seu primeiro debate a uma semana do 2º turno
-
Manifestantes ocupam praça de Lisboa em protesto contra aumento do custo de vida
-
EUA exime Rússia de novas sanções e Moscou comemora
-
França registra distúrbios e saques após protestos contra custo de vida elevado
-
Inter de Milão vence Bologna de virada (3-1) e lidera Italiano
-
Dembélé brilha e PSG vence Strasbourg de virada (3-1) no Francês
-
Bayern goleia Leipzig (6-1) com hat-trick de Luis Díaz e lidera a Bundesliga
-
Colonos israelenses atacam comitiva de diplomatas europeus na Cisjordânia
-
Barça derrota Betis (5-2) e mantém campanha 100% no Espanhol
-
Ex-promotor que denunciava vínculos de políticos com gangues é morto na Guatemala
-
Arábia Saudita intercepta drones sobre Riade e outras regiões
-
City vence Ipswich (3-2) com 2 gols de Haaland; Liverpool sofre para derrotar Brentford
Israel enfrenta acusação de 'genocídio' em Gaza na CIJ
Israel e África do Sul se enfrentam na próxima quinta-feira (11) perante a mais alta jurisdição da ONU, após Pretória acusar o governo israelense de cometer "atos de genocídio" na Faixa de Gaza, o que foi considerado por Israel como uma "difamação de sangue".
Em uma queixa de 84 páginas na Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia, o país africano pede ao tribunal a ordenarem urgentemente que Israel "ponha fim imediatamente a todos os ataques militares" em Gaza.
Pretória considera que o governo israelense "cometeu, está cometendo e corre o risco de continuar a cometer atos de genocídio contra o povo palestino em Gaza".
Israel respondeu descrevendo a acusação como uma "absurda difamação de sangue", segundo o porta-voz do governo, Eylon Levy. "É trágico que a nação arco-íris que se orgulha da luta contra o racismo se ofereça de forma voluntária para lutar pelos racistas antijudaicos", acrescentou Levy.
"Não, África do Sul, não somos nós que perpetramos o genocídio, foi o Hamas", declarou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Israel prometeu "aniquilar" o movimento islamista palestino após os ataques do grupo em 7 de outubro, que deixaram cerca de 1.140 mortos, principalmente civis, segundo uma contagem da AFP baseada em números israelenses.
Em Gaza, 23.084 pessoas morreram, em sua maioria mulheres e menores de idade, de acordo com uma balanço divulgado na segunda-feira pelo Ministério da Saúde do Hamas, que governa Gaza desde 2007.
Os aproximadamente 2,4 milhões de habitantes da Faixa de Gaza, dos quais 1,9 milhão tiveram que deixar suas casas segundo a ONU, continuam enfrentando uma situação humanitária desastrosa.
A CIJ julga disputas entre Estados-membros. Suas decisões são definitivas, mas não têm forma de fazer com que sejam cumpridas. Em teoria, o tribunal pode ordenar a Israel que coloque fim à sua operação militar, mas é mais provável que o governo israelense o ignore.
Em março de 2022, a instância judicial ordenou a Rússia que "suspendesse imediatamente" a invasão da Ucrânia, uma determinação que foi ignorada por Moscou.
Mas uma decisão judicial contra Israel teria um "impacto simbólico extremamente importante", disse à AFP Johann Soufi, advogado e especialista em justiça internacional.
"Depois, é claro, há o problema da implementação das decisões (...) mas, no final, a justiça internacional é a única coisa que nos resta", acrescentou Soufi, que trabalhou com a agência da ONU para os refugiados palestinos em Gaza.
- "Cumplicidade criminal" -
A África do Sul e Israel são signatários da Convenção contra o Genocídio da ONU, criada em 1948 em resposta ao Holocausto. Qualquer país signatário pode levar outro à CIJ em caso de desacordo sobre a "interpretação, aplicação ou observância" de regras destinadas a prevenir o genocídio.
O país africano declarou estar "plenamente consciente do peso particular da responsabilidade de processar Israel por violações da convenção do genocídio".
Pretória também condenou "inequivocamente" o ataque do Hamas, mas considerou que nenhuma ofensiva armada "por mais grave que seja" poderia justificar violações da convenção.
A África do Sul afirma que a ação israelense em Gaza "pretende provocar a destruição de uma parte substancial do grupo nacional, racial e étnico palestino", ressaltando o assassinato de milhares de palestinos, o deslocamento forçado e o impedimento do acesso adequado à ajuda humanitária que levou à fome.
O país também pede à CIJ que imponha "medidas provisórias" urgentes enquanto a questão é examinada, o que pode levar anos.
Descrevendo uma "campanha militar excepcionalmente brutal de Israel", o governo sul-africano exige ainda reparações para a reconstrução de Gaza e o retorno dos refugiados palestinos deslocados. Uma medida que foi rejeitada por Washington, por ser considerada "inútil, contraproducente e totalmente desprovida de qualquer base factual".
Para Kevy, a África do Sul fornece "cobertura política e legal" para os ataques do Hamas, o que a torna "criminalmente cúmplice na campanha de genocídio do Hamas contra o nosso povo”, afirmou Levy.
"A história julgará a África do Sul por encorajar os herdeiros modernos dos nazis", acrescentou o porta-voz.
Y.Bouchard--BTB