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Macron reforça seu novo governo com referências da direita na França
O presidente francês, Emmanuel Macron, nomeou, nesta quinta-feira (11), figuras da direita, como a ex-ministra da Justiça Rachida Dati, como membros de seu novo governo liderado por Gabriel Attal, de 34 anos, o primeiro-ministro mais jovem na história da França.
Macron manteve o núcleo duro de seu governo, que terá um novo chanceler: o eurodeputado e líder do partido presidencial Stéphane Sejourné, que sucederá a diplomata Catherine Colonna, anunciou o secretário-geral da Presidência, Alexis Kohler.
Dati, de 58 anos e atual prefeita de um distrito de Paris, assumirá o Ministério da Cultura. Catherine Vautrin, de 63 anos, cuja oposição ao casamento homossexual prejudicou suas chances como primeira-ministra em 2022, atuará como ministra do Trabalho e Saúde.
Com essas nomeações, o presidente centrista recruta duas figuras que ocuparam cargos ministeriais com presidentes conservadores: Dati, com Nicolas Sarkozy (2007-2012), e Vautrin, com Jacques Chirac (1995-2007).
Rachida Dati também era membro do partido de oposição de direita Republicanos (LR), que a excluiu no mesmo dia.
Os ministros da Economia, Bruno Le Maire; do Interior, Gérald Darmanin; e da Defesa, Sébastien Lecornu, que deixaram o partido em 2017 para se juntar às fileiras de Macron, permanecerão em seus cargos, assim como Éric Dupond-Moretti, à frente da Justiça.
A ministra dos Esportes e Jogos Olímpicos, Amélie Oudéa-Castéra, assumirá também a pasta da Educação Nacional deixada por Attal, enquanto a nova porta-voz do governo será Prisca Thevenot, de 38 anos, um midiático rosto governista.
Vários ministros continuam no novo governo paritário, como Marc Fesneau (Agricultura), Christophe Béchu (Transição Ecológica) e Sylvie Retailleau (Ensino Superior), embora apenas homens ocupem os ministérios considerados de Estado.
O novo governo de Attal, o primeiro-ministro francês mais jovem e o primeiro abertamente gay, terá como objetivo relançar o segundo mandato de Macron em um ano marcado pelas eleições europeias e pelos Jogos Olímpicos de Paris.
Macron os encarregou de impulsionar o "rearranjo" industrial, econômico, europeu e cívico, assim como a "regeneração" do país, após um início de mandato sem maioria absoluta no Parlamento e obrigado a negociar com a direita do LR suas principais reformas.
Y.Bouchard--BTB