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Israel bombardeia cidade colapsada por refugiados palestinos
Dezenas de pessoas morreram neste sábado sob bombardeios israelenses na Faixa de Gaza, onde cresce o temor de uma ofensiva contra a cidade de Rafah, colapsada por mais de 1 milhão de palestinos deslocados pelo conflito com o grupo islâmico Hamas.
O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, viajará neste domingo ao Oriente Médio para respaldar as negociações de uma nova trégua. Ele visitará o Catar, Egito, Israel, a Cisjordânia ocupada e a Arábia Saudita, e irá pressionar por uma libertação de reféns em troca de uma "pausa humanitária", informou o Departamento de Estado.
O Ministério da Saúde de Gaza, governada pelo Hamas, afirmou que 100 civis morreram durante a noite na Faixa de Gaza, um território de 362 km² devastado por quase quatro meses de guerra.
O Exército de Israel informou que matou “dezenas de terroristas” no norte e centro de Gaza nas últimas 24 horas.
Segundo a ONU, mais de 1,3 milhão dos 2,4 milhões de habitantes de Gaza estão abrigados em Rafah, aglomerados em barracas de campanha e ameaçados pela fome e por epidemias, em pleno inverno.
A cidade, localizada na fronteira com o Egito, foi alvo hoje de ataques aéreos. “Bombardearam sem avisar”, afirmou Bilal Jad, 45, cuja casa foi danificada em um dos ataques.
O ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, indicou que a cidade é o próximo alvo: “Chegaremos a Rafah e eliminaremos os elementos terroristas que nos ameaçam.”
Bombardeios e disparos de tanques também atingiram Khan Yunis. A principal cidade do sul de Gaza tornou-se o principal foco da ofensiva israelense nas últimas semanas.
“A resistência continua forte em Khan Yunis e inflige baixas aos ocupantes”, declarou o representante do Hamas Mahmoud Mardawi.
O Hamas advertiu hoje que os Estados Unidos, principal aliado de Israel, "colocam lenha na fogueira”. No Líbano, o Exército israelense informou que sua aviação atacou alvos do grupo xiita pró-Irã Hezbollah.
No Vaticano, o papa condenou “o aumento terrível dos ataques contra judeus em todo o mundo” e convidou a “rezar pelo retorno dos reféns” às suas casas.
O.Bulka--BTB