-
IA alcança humanos e gabarita Olimpíada Internacional de Matemática
-
UE multa Google em € 890 milhões por violar normas digitais
-
Milhares de deslocados por incêndios florestais no sul da Europa
-
EUA anuncia acordo nuclear civil com Arábia Saudita
-
Sete mortos em ataques entre Ucrânia e Rússia
-
Irã promete manter bombardeios no Oriente Médio enquanto EUA não interromper ataques
-
Milhares de pessoas afetadas por incêndios devastadores na Itália, França e Espanha
-
Câmara dos EUA aprova projeto anual de defesa recorde
-
EUA anuncia acordo nuclear civil com a Arábia Saudita
-
Julgamento de Maduro nos EUA terá início em 1º de junho de 2027
-
Clube argentino Tigre condena ataque a tiros contra torcedores no Uruguai
-
Adolescente retira ação contra Meta nos EUA por dependência em redes sociais
-
Líbano trabalha por "retirada total" de Israel, afirma premiê
-
UE autoriza com condições a aquisição da Warner pela Paramount
-
Ronaldo e Roberto Carlos negociam compra da Inter de Limeira
-
Flávio Bolsonaro questiona confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro
-
Ana Marcela Cunha completa travessia do Canal da Mancha com recorde sul-americano
-
Congresso da Nicarágua votará em agosto reforma para excluir opositores das eleições
-
Presidente da Confederação Africana de Futebol defende Infantino das críticas
-
Inter Miami anuncia contratação de Casemiro mas MLS abre investigação
-
Federação italiana confirma conversas com Guardiola para comandar a 'Azzurra'
-
Trump ameaça destruir pontes e centrais elétricas no Irã por cada ataque em Ormuz
-
Após fugir da guerra em Mianmar, rohingyas arriscam tudo para sair de Bangladesh
-
Van Bommel estaria perto de substituir Rudi Garcia como técnico da Bélgica
-
Phil Foden renova com Manchester City até 2030
-
Mulheres que acusam padre de violência sexual denunciam silêncio do Vaticano
-
Casa onde Hitler nasceu vira delegacia na Áustria
-
Príncipe George completa 13 anos e se prepara para ingressar na renomada escola de Eton
-
Antiga cidade libanesa de Tiro inscrita na Lista do Patrimônio Mundial em Perigo
-
DJs ocupam estabelecimentos para revitalizar bairros no Japão
Ex-ministro do petróleo venezuelano, desaparecido há um ano na névoa da corrupção
Um ano após o escândalo de corrupção na Venezuela que levou à sua renúncia, o poderoso ex-ministro do Petróleo Tareck El Aissami está desaparecido da vida pública. Onde está? Está sendo investigado? Estas são perguntas sem resposta do hermético chavismo dominante.
O que se sabe é que seus dias como homem de confiança do presidente Nicolás Maduro, de quem foi vice-presidente (2017-2018), e de seu antecessor Hugo Chávez, ficaram para trás.
El Aissami, sancionado pelos Estados Unidos, renunciou em 20 de março de 2023, após o anúncio de investigações judiciais sobre um esquema ligado à venda de petróleo bruto por meio de criptoativos, aposta com a qual o governo buscava evitar sanções financeiras de Washington contra a Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo do mundo: 297 bilhões de barris.
Foram presos 61 funcionários, políticos e empresários após o desvio de US$ 15 bilhões (R$ 75 bilhões na cotação atual), segundo relatórios da imprensa.
"Em virtude das investigações que foram iniciadas sobre graves atos de corrupção na PDVSA [Petróleos de Venezuela], tomei a decisão de apresentar a minha demissão", escreveu o então ministro na rede social X, manifestando "apoio" a este processo.
Já Maduro prometeu que o país iria "com tudo, não importa quem caia!", após aceitar sua renúncia.
Entretanto, El Aissami nunca mais apareceu em público e a renúncia é sua última publicação nas redes sociais, o que alimentou teorias: alguns dizem que foi detido em uma mansão de um forte militar em Caracas, outros que ele tem graves problemas de saúde. O governo, por sua vez, não faz menções a ele.
"A questão de El Aissami seguiu o mesmo padrão de hermetismo, do ponto de vista informativo e comunicacional, de outras situações como a morte do presidente Chávez (em 2013) ou casos de crise interna na coalizão oficial, então há apenas especulação", disse à AFP o cientista político John Magdaleno.
- Sob julgamento -
O Ministério Público informou no ano passado que 22 dos 61 presos foram levados a julgamento. Os tribunais ainda não marcaram data para as audiências.
"Estamos na fase intermediária aguardando a audiência preliminar dos diferentes esquemas", disse à AFP o procurador-geral, Tarek William Saab, evitando fazer referência à El Aissami.
Colaboradores próximos do ex-ministro estão entre os detidos, incluindo Joselit Ramírez, funcionário encarregado das operações estatais com criptoativos.
Advogado de origem sírio-libanesa, o político assumiu o Ministério do Petróleo em abril de 2020, durante a pandemia de Covid-19, para uma "reestruturação", segundo sua nomeação. Ele prometeu, sem sucesso, aumentar a produção para um milhão de barris por dia (bpd), que acabou reduzida para menos de 400 mil, o menor número em décadas.
Retomou as operações com empresas petrolíferas estrangeiras, como a Chevron, no meio de um processo de flexibilização das sanções americanas.
A produção de petróleo na Venezuela hoje ultrapassa os 800 mil bpd, ainda longe dos três milhões de 2008. Os especialistas associam o colapso à falta de investimentos e à corrupção.
P.Anderson--BTB