-
Kimi Antonelli faz a pole position do GP dos EUA, onde pode ser campeão de F1
-
Arquidiocese de Nova York concorda em pagar mais de US$ 800 milhões em indenizações a vítimas de abusos sexuais
-
Lula e Bolsonaro reúnem multidões antes de duelo final nas urnas
-
Paris FC perde para Lens e deixa escapar oportunidade de assumir liderança do Francês
-
Atlético de Madrid vence Deportivo com gol de Julián Álvarez
-
Confrontos entre manifestantes e polícia na Albânia durante novo protesto contra corrupção
-
Ronaldinho jogará pelo Ravenna na Serie C italiana no dia 15 de novembro
-
Israel desloca milhares de palestinos de Hebron após ataque mortal
-
Milhares de pessoas protestam na Itália sob forte dispositivo de segurança
-
Borussia Dortmund vence Eintracht Frankfurt e assume liderança do Alemão
-
Novos protestos sociais se espalham pela França em meio a tensões e fortes medidas de segurança
-
Kvaratskhelia voltará de lesão 'mais forte', prevê Luis Enrique
-
Houthis atacam Áden e acusam Arábia Saudita de causar 16 mortes no Iêmen
-
Infantino afirma que conta com amplo apoio para presidir a Fifa
-
City sofre 1ª derrota no Inglês e é alcançado pelo Arsenal na liderança
-
Lula e Flávio Bolsonaro encerram campanha com atos multitudinários
-
Milhares de pessoas protestam em Madri em defesa das aposentadorias
-
Sobe para nove o número de mortos em ataque armado em igreja na Jordânia
-
Lula e Flávio Bolsonaro vão às ruas em encerramento de campanha
-
França vive novo dia de protestos com forte contingente policial
-
Incêndio atinge antiga residência de montanha de Hitler; um suspeito é detido
-
Lula e Flávio Bolsonaro baixam o tom no último debate, a fim de conquistar indecisos
-
Lula e Flávio Bolsonaro baixam o tom no último debate antes do segundo turno
-
EUA convoca cubanos a trabalhar com a CIA para 'criar mudança positiva'
Pedro Sánchez volta ao trabalho após ameaça de renúncia
Depois de quase uma semana de suspense e agitação nacional devido à ameaça de renúncia de Pedro Sánchez, o presidente do Governo espanhol e a política espanhola recuperaram, nesta terça-feira (30), uma certa normalidade.
Sánchez presidiu o Conselho de Ministros e concedeu uma entrevista a uma estação de rádio, no seu primeiro dia normal em uma semana.
Na quarta-feira passada, após uma breve participação na sessão de controle do Governo no Congresso, o presidente decidiu suspender toda a sua agenda até segunda-feira e refugiar-se no palácio da Moncloa, conforme anunciou ao público em uma carta nas redes sociais.
Disse que ficou entristecido pelos ataques da oposição sofridos por sua família e, mais especificamente, por sua esposa Begoña Gómez, que se soube naquele dia que seria investigada pela Justiça por "corrupção".
Depois de cinco dias de reflexão, na segunda-feira Sánchez anunciou que se mantinha na sua posição para "trabalhar incansavelmente, com firmeza e com serenidade, pela regeneração pendente" da "democracia" espanhola, sem dar detalhes de como iria fazê-lo.
"Não informei ninguém sobre a carta, nem informei minha esposa, minha esposa descobriu depois que publiquei a carta nas redes sociais e foi a primeira a me pedir para não renunciar", explicou ele em entrevista concedida à "Cadena Ser", em meio a um debate sobre se seu gesto foi sincero ou correspondeu a um cálculo político.
Sánchez acrescentou que decidiu refletir se tinha "força para poder enfrentar um desafio muito sério e muito complexo, como o de lutar contra a desinformação, contra os boatos e contra a campanha de difamação".
E a resposta, disse ele, é continuar. "Estou ansioso por estes três anos" de legislatura "e por tantos quantos os espanhóis quiserem", acrescentou o líder socialista, de 52 anos, no poder desde 2018.
- Críticas da oposição -
Mas a oposição de direita insistiu que Sánchez jogou com os espanhóis. "As pessoas sentiram-se, logicamente, manipuladas e insultadas com este comportamento", disse o conservador Alberto Núñez Feijóo, líder do principal partido da oposição, o Partido Popular (PP).
Feijóo instou Sánchez a explicar o caso que afeta a sua esposa, uma investigação que está sob segredo de Justiça, mas que segundo o veículo digital El Confidencial se concentra nos seus supostos vínculos com o grupo turístico espanhol Globalia, dono da companhia aérea Air Europa, quando esta última mantinha negociações com o Governo para o seu resgate.
"Devido à reiterada ausência de explicações, acabamos de registrar no Congresso dos Deputados um pedido para que o presidente do Governo compareça", explicou Núñez Feijóo, em uma reunião com os seus deputados e senadores.
Desde que chegou ao poder, há seis anos, a legitimidade do líder socialista tem sido regularmente questionada pelo PP e pelo Vox, de extrema direita, que o acusam de ter se apoiado na extrema esquerda e nos partidos basco e catalão, após uma moção de censura contra seu antecessor conservador Mariano Rajoy.
O contexto político tornou-se ainda mais tenso nos últimos meses depois de Sánchez, que ficou em segundo lugar nas eleições de 23 de julho, atrás de Núñez Feijóo, ter conseguido que o Parlamento o devolvesse ao poder em novembro, graças ao apoio dos partidos independentistas catalães, em troca de uma lei de anistia muito controversa para os separatistas envolvidos na tentativa de secessão da Catalunha em 2017.
C.Meier--BTB