-
Voo de fuga de Flávio foi pago por intermediário a partir dos EUA, diz dono do avião
-
Bloco de Netanyahu lidera eleições de Israel, mas não alcança maioria
-
Bloco de Netanyahu lidera resultados nas eleições de Israel, mas não alcança maioria
-
Bukele envia blindados e helicópteros ao Haiti para resgatar militares desaparecidos
-
Colômbia militariza cidade na fronteira com a Venezuela por onda de violência
-
Flávio Bolsonaro isolado e ridicularizado em seu exílio nos Estados Unidos
-
Cidades de Honduras proíbem Halloween por promover supostas práticas "demoníacas"
-
Djokovic cai nas oitavas de final do ATP 500 da Basileia
-
Liga argentina terá novo formato na próxima temporada
-
Morreu Patrick Stewart, ator de 'Jornada nas Estrelas' e 'X-Men'
-
Zverev será o novo número 1 do tênis masculino a partir da próxima semana
-
Espanha busca respostas para segunda tragédia ferroviária do ano
-
Ancelotti aposta em Vini e na juventude para amistosos contra Japão e Singapura
-
Polícia britânica investigará gestão de carta de acusação contra pai de Meghan Markle
-
Kimi Antonelli pode se tornar campeão mais jovem da F1 no GP do México
-
María Corina Machado agradece a Trump por abrir a "comporta para a liberdade" da Venezuela
-
FMI recomenda que Argentina fortaleça criação de empregos e atraia mais investimentos
-
Alcaraz vence Basilashvili e vai às quartas do ATP 500 de Viena
-
María Corina Machado questiona transparência de acordo petrolífero com EUA
-
"Temos que aguentar isso", diz ministro alemão ao defender diálogo com a Rússia no G20
-
UE e Canadá querem levar relação "ao mais alto nível possível" em cúpula em Montreal
-
Carrick acredita que pode 'melhorar as coisas' no Manchester United
-
Quatro petroleiros pegam fogo no Estreito de Ormuz após colisão com minas
-
Desabamento de coluna rochosa deixa três mortos na Capadócia, na Turquia
-
Irã recebe carta do vice-presidente dos EUA
-
EUA demite o principal estrategista do Exército (imprensa)
-
Rybakina vai às quartas do WTA 500 de Tóquio e terminará ano como número 1 do mundo
-
Governador do Alasca ordena investigação sobre dois candidatos ao Senado com o mesmo nome
-
Atirador francês abriu fogo intencionalmente contra muçulmanos e africanos
-
Bloco de Netanyahu ataca os partidos árabes após seu histórico resultado eleitoral
-
Catar nega acusações de interferência em eleições israelenses
-
Petrolíferas obtêm enormes lucros em um mercado impactado pela guerra
-
Líder de Hong Kong pede desculpas por incêndio mortal quase um ano depois
-
Ataque com drone russo deixa 14 mortos em estação de trem na Ucrânia
-
Economia americana tem crescimento expressivo no 3º trimestre; inflação segue alta
-
Oposição acende sinalizadores e bombas de fumaça no Parlamento da Albânia
-
Latinos decepcionados com Trump abrem caminho para os democratas no Texas
-
Ataque com drone russo deixa 13 mortos em estação de trem na Ucrânia
-
Christine Lagarde deixará a presidência do BCE em fevereiro de 2027
-
China adota medidas para reforçar disciplina no Partido Comunista
-
Após Mbappé, marca Hello Kitty pede desculpas por outra polêmica com a China
-
Poucas esperanças de mudança entre os palestinos após eleições israelenses
-
Espanha de luto após colisão de trens que deixou 69 mortos
-
Isaac Herzog, o discreto presidente com as chaves do próximo governo de Israel
-
Espanha de luto após colisão de trens que deixou 68 mortos
-
Governo americano demite principal estrategista do Exército, afirma imprensa
-
Cultivo de ópio aumenta no Afeganistão apesar da proibição do governo talibã
-
Bukele envia mais de 2.000 militares ao Haiti para procurar salvadorenhos vítimas de emboscada
Avanço russo se aproxima de momento 'crítico' no Donbass ucraniano
O primeiro projétil disparado pelo exército russo sobrevoou os fiéis e impactou um imóvel da era soviética em Novogrodivka, no leste da Ucrânia, momentos antes da cerimônia religiosa.
Angela, uma das fiéis, considerou aquele um sinal de que deveria fugir de sua cidade natal, um povoado mineiro que tinha 14.000 habitantes antes da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Os moradores temem que o exército ucraniano não consiga deter o avanço das forças russas. "Vamos embora e provavelmente não voltaremos nunca mais", disse à AFP Angela, de 53 anos.
"É melhor ir embora do que morrer", acrescentou, com lágrimas nos olhos, um lenço azul na cabeça e uma bengala em uma das mãos.
Enquanto voltava para casa, Angela passou por prédios destruídos e uma mulher espantada de pijama, com seu cão nos braços. Nesse momento, descobriu que um segundo projétil tinha atingido seu próprio imóvel, onde estava seu marido doente.
O pó flutua no ar, os damascos caídos das árvores em pleno verão jazem no chão. E os rostos atônitos dos moradores refletem uma triste realidade: a situação está piorando.
Até mesmo a incursão surpresa do exército ucraniano na região russa de Kursk não impediu que povoados e cidades caíssem nas mãos de Moscou em Donetsk.
- Semanas "cruciais" -
O medo crescente é de que o exército ucraniano, esgotado e com escassez de armas, não seja capaz de deter este avanço.
"As próximas semanas serão críticas e cruciais", disse Franz-Stefan Gady, analista militar do Instituto internacional de estudos estratégicos de Londres.
"Os russos farão tudo o possível para fazer os ucranianos recuarem e se apoderarem de todo o território que puderem porque sabem que o tempo está se esgotando", acrescentou.
As autoridades ucranianas já ordenaram a retirada obrigatória das crianças das cidades que correm o risco de cair nas mãos russas, entre elas Novogrodivka.
Vários militares ucranianos, que falaram sob a condição do anonimato, disseram que as perspectivas são delicadas no curto prazo, sobretudo em torno de Pokrovsk, um entroncamento ferroviário crucial, situado a menos de 15 km das posições russas.
"Por enquanto, não parece que vá aguentar", disse um soldado à AFP.
- O front "se aproxima" -
A região industrial do Donbass é cobiçada pelo Kremlin há tempos.
Há dez anos, Moscou organizou e incentivou ali um conflito separatista que deixou milhares de mortos.
Após fracassar em sua tentativa de tomar a capital ucraniana no início da invasão, a Rússia concentrou seus esforços no conjunto do Donbass, coração mineiro do país.
Em uma entrevista recente à AFP, o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, admitiu que suas forças só poderiam deter a Rússia no Donbass se as circunstâncias mudassem significativamente: mais armas, mais soldados e menos restrições ao uso de mísseis fornecidos pelo Ocidente contra o território russo.
- "Nada bom" -
Os avanços russos tiveram um alto custo humano para Moscou, afirmam as potências ocidentais. E os ganhos têm sido limitados até agora.
Analistas militares e funcionários ucranianos concordam em que, como as coisas estão, o exército russo não poderá penetrar profundamente nas linhas de defesa ucranianas.
"Em algum momento, os russos terão que desacelerar o ritmo de suas operações", considera Gady. O especialista cita, entre outros, os graves problemas de coordenação do lado russo.
A abertura de um novo front em seu próprio território poderia obrigar a Rússia a repatriar algumas de suas tropas ou frear seus ataques no Donbass.
Além disso, após meses de atrasos, a Ucrânia começou a receber remessas cruciais de armas ocidentais e em breve deveria enviar os novos recrutas que mobilizou nos últimos meses.
"A verdadeira pergunta é saber quando o front se estabilizará e onde exatamente", acrescentou Gady.
Olga Borodytch, de 64 anos, observa a universidade bombardeada onde costumava trabalhar em Pokrovsk. "Nos nossos corações, queremos que tudo fique bem, mas em nossas cabeças, sabemos que nada bom está por vir", reflete.
F.Pavlenko--BTB