-
Elon Musk ironiza derrota republicana após forte apoio financeiro a Trump
-
Vitória democrata amplia escrutínio sobre centros de dados para inteligência artificial
-
Abdul El-Sayed torna-se primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA
-
Hakeem Jeffries promete responsabilização por corrupção ao assumir liderança da Câmara
-
Trump atribui derrota republicana à guerra no Irão e aceita resultado eleitoral
-
Ouro recupera e petróleo recua enquanto maioria democrata influencia mercados
-
Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate
-
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
-
Pedro Duarte condena intervenção policial contra manifestantes no Porto
-
Uría Menéndez apoia Estado português na reprivatização da TAP
-
Ordem dos Advogados contesta limite horário e atuação policial em protestos
-
Caixa prevê prêmio superior a R$ 1 bilhão na Mega da Virada
-
Niterói testa pagamento por Pix em três linhas municipais de ônibus
-
Enel instalará 240 painéis solares nas instalações da Clin em Niterói
-
Futebolista espanhol morre após colisão com guarda-redes durante jogo
-
Rio de Janeiro reúne 3,3 mil vagas de emprego, estágio e aprendizagem
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem baixar maioridade penal
-
Operação contra tráfico no Caniçal termina com três detidos
-
PRF detém homem com drogas escondidas no estepe de carro em Petrópolis
-
Confirmadas as empresas participantes e os palestrantes do Blue Magic Netherlands, de 17 de novembro
Os sete estados que poderão decidir as eleições nos EUA
Mais de 200 milhões de eleitores estão aptos para votar nas eleições presidenciais de 5 de novembro nos Estados Unidos, mas o resultado pode depender de algumas dezenas ou centenas de milhares de votos.
É que os votos dos eleitores dos sete chamados estados-pêndulo terão muito mais peso do que os dos demais.
Nos Estados Unidos, os eleitores escolhem o candidato no qual querem que os delegados de seu estado votem.
Os estados-pêndulo não se inclinam claramente para um ou outro partido, diferentemente dos outros estados, que já se consideram favoráveis aos democratas (como a Califórnia ou Nova York, por exemplo) ou aos republicanos (Texas ou Flórida, entre outros).
Eles representam um número significativo de delegados (93 de 538).
Como não importa quem terá a maioria dos votos em todo o país e o único que conta é o resultado em cada estado, o candidato mais votado em um estado leva todos os delegados (exceto em Nebraska e no Maine).
O objetivo é alcançar o número mágico de 270 delegados, sinônimo de vitória nacional.
Por isso, o republicano Donald Trump e a democrata Kamala Harris concentram suas energias nestes estados e investem neles a maior parte de seus recursos.
- Pensilvânia -
Talvez seja o estado mais disputado, com seus 19 delegados.
Ali, Trump teve uma vitória apertada em 2016 e Biden o derrotou em 2020, também por uma margem estreita.
Neste estado em decadência industrial, os operários tendem a virar as costas para os democratas.
Mas Kamala conta com os grandes projetos de infraestrutura lançados pelo presidente Biden e o apoio dos sindicatos para manter o estado com os democratas.
As grandes cidades de Filadélfia e Pittsburgh se inclinam por ela, enquanto Trump aposta na população rural.
- Michigan -
Assim como a Pensilvânia, este reduto democrata - e seus 15 delegados - se voltou para Trump em 2016, para surpresa de todos, na disputa contra Hillary Clinton.
Biden o reconquistou em 2020.
Neste berço da indústria automobilística, também em declínio, Kamala recebeu o forte apoio do principal sindicato do setor (UAW), mas não dos numerosos eleitores árabes-americanos ou muçulmanos, indignados com o apoio dos Estados Unidos a Israel na guerra em Gaza.
Trump aposta particularmente no custo de vida para mobilizar a classe média contra Kamala, que se apresenta como a herdeira de um mandato de Biden marcado pela inflação.
- Wisconsin -
Juntamente com Pensilvânia e Michigan, foi o terceiro estado a rachar o "muro azul" em 2016. O termo se refere aos cerca de 20 estados considerados fortemente democratas.
Ali, Hillary Clinton perdeu seus dez delegados, que Biden recuperou em 2020.
Como demonstração da importância do estado para eles, os republicanos realizaram ali sua convenção em julho, na cidade de Milwaukee.
Entre os eleitores moderados, os democratas acenam com a "ameaça existencial para a democracia" que Trump representaria.
- Geórgia -
Talvez seja o mais importante estado-pêndulo, juntamente com a Pensilvânia.
No coração do sul religioso e conservador do país, a Geórgia costuma atribuir seus 16 delegados ao candidato republicano.
Mas no rastro dos movimentos antirracistas, este estado, com sua numerosa comunidade afro-americana, preferiu o democrata Joe Biden quatro anos atrás.
Filha de pai jamaicano e mãe indiana, Kamala Harris tem 60 anos, quase 20 a menos que Trump, e um perfil mais atraente para o eleitorado jovem e as minorias dos centros urbanos e universitários.
Mas os eleitores religiosos enaltecem Trump como artífice da suspensão da garantia federal ao aborto. Um feito pelo qual parecem propensos a esquecer a acusação contra o ex-presidente por tentar alterar os resultados das eleições no estado em 2020.
- Carolina do Norte -
Outro estado sulista, a Carolina do Norte (com 16 delegados) não vota nos democratas para a Presidência desde Barack Obama em 2008, mas seu governador é democrata desde 2017.
No entanto, assim como na Geórgia, Kamala Harris conta com os afro-americanos (cerca de 20% da população) e os jovens.
Os democratas se esforçam por aumentar o número de eleitores registrados com a esperança de melhorar a participação.
- Arizona -
Este estado predominantemente republicano do sudoeste americano (11 delegados) surpreendeu em 2020 ao eleger Biden por apenas 10.457 votos de vantagem.
Trump tem centrado sua campanha na imigração ilegal, um tema relevante neste estado fronteiriço. Isso joga contra Kamala.
A esperança da atual vice-presidente está em que nas eleições de meio de mandato, em 2022, o estado preferiu eleger a democrata Katie Hobbs para governadora, em detrimento de uma candidata trumpista.
- Nevada -
Este estado do oeste americano, com seis delegados, conhecido por seus cassinos, não vota em um republicano desde George W. Bush, em 2004.
Mas os conservadores acreditam que podem consegui-lo graças, parcialmente, à população latina, parte da qual se distancia dos democratas.
G.Schulte--BTB