-
Camundongo adaptado a altitudes extremas abre caminhos para medicina
-
Federação colombiana condena ameaças a Campaz após eliminação na Copa do Mundo
-
Sinner vence Djokovic e vai enfrentar Zverev na final de Wimbledon
-
Cristiano Ronaldo "nunca será um problema" para Portugal, diz Jorge Jesus
-
Passageiro quase foi sugado para fora de avião que decolou da Grécia
-
Vini Jr pede desculpas à torcida brasileira pela "enorme frustração" com eliminação na Copa do Mundo
-
Seleção do Egito é ovacionada em seu retorno ao país
-
IA 'não pode criar nada', afirma cineasta Christopher Nolan
-
Anistia Internacional considera 'ilegal' a recente deportação de migrantes dos EUA para Essuatíni
-
Zverev vai à final de Wimbledon após recente título de Roland Garros
-
Hugo Broos deixa cargo de técnico da África do Sul
-
Netanyahu se apressa em cumprir promessas feitas a aliados antes das eleições
-
Pelo menos 12 mortos e 23 desaparecidos em incêndio no sul da Espanha
-
Espanha enfrenta Bélgica nas quartas de final da Copa do Mundo
-
UE exige que Meta modifique o 'design viciante' do Facebook e do Instagram
-
Pelo menos 11 mortos e 19 desaparecidos em incêndio no sul da Espanha
-
Tufão Bavi provoca 15 mortes nas Filipinas e deixa Taiwan em alerta
-
Tapeçaria de Bayeux chega a Londres para empréstimo histórico
-
Incêndio florestal deixa 11 mortos no sul da Espanha
-
Aiatolá Ali Khamenei é sepultado em funeral marcado por ataques entre EUA e Irã
-
Trump informou Netanyahu sobre 'últimos movimentos' dos EUA no Golfo
-
Suspeito do assassinato de Charlie Kirk manifestou arrependimento, diz colega de quarto
-
França vence Marrocos (2-0) e está na semifinal da Copa do Mundo
-
'A vida parou': venezuelanos cavam entre escombros duas semanas após terremoto
-
Keiko toma medidas para evitar 'catástrofe' causada pelo El Niño no Peru
Mais de 3.000 crianças indígenas morreram em internatos nos EUA (Washington Post)
O número de crianças nativas americanos mortas em internatos nos Estados Unidos é pelo menos o triplo do estimado pelo governo, noticiou, neste domingo (22), o jornal Washington Post.
De 1819 até a década de 1970, os Estados Unidos administram centenas de internatos em todo o país para que crianças indígenas passassem por uma adaptação à cultura dos colonos europeus, incluindo a conversão forçada ao cristianismo.
Uma investigação do Post documentou 3.104 estudantes indígenas que morreram nas escolas entre 1828 e 1970, o triplo de uma avaliação recente do governo sobre o número de vítimas destas instituições.
O presidente americano, Joe Biden, virou notícia em outubro passado quando fez um pedido de desculpas histórico por um dos "capítulos mais obscuros" dos Estados Unidos: as crianças nativas americanas, que eram arrancadas de suas famílias e colocadas em internatos, frequentemente abusivos.
O Post descobriu que em muitos casos as crianças mortas foram enterradas "em cemitérios nas escolas que frequentavam ou perto delas, o que evidencia que, em muitos casos, os corpos das crianças nunca foram enviados a seus lares, a suas famílias ou tribos".
A má conservação dos registros e a passagem do tempo dificultaram a determinação precisa de crianças que morreram nas escolas, onde as condições eram similares à de "campos de prisioneiros", disse um especialista ao jornal.
Alguns cemitérios estão demarcados, enquanto outros "estão ocultos, descuidados ou foram pavimentados", ressaltou o Post, acrescentando que suas conclusões se basearam em "centenas de milhares" de documentos governamentais.
As crianças morreram de doenças, desnutrição e em acidentes, às vezes em circunstâncias suspeitas, segundo o Post.
O discurso de Biden foi feito depois que um relatório do governo documentou a morte de quase 1.000 crianças nestas escolas, embora sempre tenha se acreditado que o número real fosse maior.
A administração Biden investiu significativamente nas comunidades indígenas americanas, ampliando sua autonomia, protegendo locais sagrados ancestrais e priorizando a questão da violência de gênero, entre outras medidas.
Em média, os indígenas americanos seguem sendo mais pobres que o restante da população do país, um fato que os especialistas atribuem a séculos de marginalização.
No Canadá, onde se acredita que mais de 4.000 estudantes de internatos tenham morrido ou desaparecido, uma comissão do governo criticou as escolas por adotarem uma forma de "genocídio cultural".
J.Horn--BTB