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Anistia Internacional considera 'ilegal' a recente deportação de migrantes dos EUA para Essuatíni
A Anistia Internacional condenou, nesta sexta-feira (10), a mais recente deportação de 11 pessoas dos Estados Unidos para Essuatíni por considerá-la ilegal, e acusou o governo do presidente americano, Donald Trump, de implementar políticas de imigração "cruéis e racistas".
O grupo de deportados chegou na quarta-feira ao pequeno reino africano, sendo o quarto contingente recebido desde julho do ano passado, em virtude de um acordo de 5 milhões de dólares (25,6 milhões de reais) com Washington.
"As autoridades de Essuatíni devem parar de facilitar essas transferências ilegais", afirmou Flavia Mwangovya, diretora-adjunta da Anistia Internacional para o leste e sul da África.
Com essas últimas chegadas, o número de deportados dos Estados Unidos em Essuatíni subiu para 29, em decorrência de acordos firmados com diversos países africanos para acolher migrantes sob um programa de deportação para terceiros países.
Fontes locais informaram à AFP que dez dos recém-chegados são de países africanos e um é da América do Sul.
Segundo a Anistia Internacional, essas deportações são "parte integrante das políticas de imigração cruéis e racistas do governo Trump".
Essuatíni afirma que planeja repatriar os deportados para seus países de origem. Um cidadão jamaicano e um cambojano, que haviam chegado antes, já foram devolvidos aos seus respectivos países.
Os Estados Unidos devem "pôr fim imediatamente a essa política ilegal e desmantelar o sistema de detenção e deportação em massa", declarou a organização.
Essuatíni, a última monarquia absoluta da África, confirmou no ano passado ter recebido aproximadamente 5,1 milhões de dólares dos Estados Unidos para acolher 160 deportados.
Segundo a Human Rights Watch, Ruanda teria assinado um acordo semelhante, no valor de 7,5 milhões de dólares (38,4 milhões de reais), para receber 250 pessoas.
B.Shevchenko--BTB