-
Seleção do Egito é ovacionada em seu retorno ao país
-
IA 'não pode criar nada', afirma cineasta Christopher Nolan
-
Anistia Internacional considera 'ilegal' a recente deportação de migrantes dos EUA para Essuatíni
-
Zverev vai à final de Wimbledon após recente título de Roland Garros
-
Hugo Broos deixa cargo de técnico da África do Sul
-
Netanyahu se apressa em cumprir promessas feitas a aliados antes das eleições
-
Pelo menos 12 mortos e 23 desaparecidos em incêndio no sul da Espanha
-
Espanha enfrenta Bélgica nas quartas de final da Copa do Mundo
-
UE exige que Meta modifique o 'design viciante' do Facebook e do Instagram
-
Pelo menos 11 mortos e 19 desaparecidos em incêndio no sul da Espanha
-
Tufão Bavi provoca 15 mortes nas Filipinas e deixa Taiwan em alerta
-
Tapeçaria de Bayeux chega a Londres para empréstimo histórico
-
Incêndio florestal deixa 11 mortos no sul da Espanha
-
Aiatolá Ali Khamenei é sepultado em funeral marcado por ataques entre EUA e Irã
-
Trump informou Netanyahu sobre 'últimos movimentos' dos EUA no Golfo
-
Suspeito do assassinato de Charlie Kirk manifestou arrependimento, diz colega de quarto
-
França vence Marrocos (2-0) e está na semifinal da Copa do Mundo
-
'A vida parou': venezuelanos cavam entre escombros duas semanas após terremoto
-
Keiko toma medidas para evitar 'catástrofe' causada pelo El Niño no Peru
-
Karolina Muchova e Linda Noskova farão final feminina de Wimbledon 100% tcheca
-
Espanha e o desafio de parar a embalada Bélgica nas quartas da Copa do Mundo
-
Andy Burnham, na linha de largada para suceder a Keir Starmer no Reino Unido
-
Presidente do Peru pede a Fujimori que governe 'para todos'
-
Inglês Jarell Quansah recebe 2 jogos de suspensão por expulsão contra o México
-
Pulisic sofreu microfratura na eliminação dos EUA contra Bélgica
Marcas de luxo ocidentais permanecem na Rússia apesar das sanções
Apesar das sanções e da saída de grandes empresas da Rússia após o início da ofensiva na Ucrânia, os produtos de luxo de marcas ocidentais continuam disponíveis no mercado russo para os consumidores ricos.
"Não vejo nenhuma mudança. Algumas marcas saíram, como Chanel, Dior ou Hermès, mas outras ficaram", conta Natalia, uma dentista de 51 anos, durante um dia de compras no shopping exclusivo GUM, que fica a poucos metros do Kremlin em Moscou.
As lojas russas de alto padrão vendem abertamente carros esportivos, joias e roupas de estilistas ocidentais, um cenário muito diferente do objetivo das sanções ocidentais que, para as grandes potências, deveriam derrubar a economia russa e isolar o país.
Muitas marcas anunciaram a saída do mercado russo logo após o início do conflito na Ucrânia, em fevereiro de 2022. Mas, quase três anos depois, seus produtos continuam disponíveis.
"O anúncio de saída é pura hipocrisia", afirmou um empresário francês, que deu entrevista sob a condição de anonimato e que continua vendendo seus produtos em Moscou.
O comerciante explica que, embora muitas marcas tenham fechado suas lojas, "continuam vendendo seus produtos aos russos por meio de 'marketplaces' (sites de venda), assim como com o auxílio de intermediários como as grandes lojas de departamento".
Serguei, um aposentado de 61 anos, garante que mesma oferta de produtos que antes de fevereiro de 2022.
"Não me importo com as marcas que foram embora. Pensavam que poderiam nos isolar? É ridículo", afirma
- O retorno é "questão de tempo" -
As lojas de luxo TSUM anunciam em seu site a venda de produtos de marcas como Prada, Yves Saint Laurent e Alexander McQueen, que oficialmente abandonaram o mercado russo.
"As marcas de luxo continuam aqui. E nossos clientes habituais também. A demanda não diminuiu", afirma uma vendedora da TSUM, diante de um balcão da marca britânica Burberry.
Na internet, o grupo TSUM promete preços melhores que em Dubai, cidade que virou um destino muito frequentado pela elite russa.
"Em Dubai, a venda de produtos de luxo disparou desde o início do conflito na Ucrânia", explica o empresário francês.
Os números das vendas de produtos de luxo neste emirado são impossíveis de verificar, já que a maioria das empresas não divulga seu volume de negócios por marca nem por país.
A restrição das sanções provocou o ressurgimento da figura dos "compradores", que viajam ao exterior para adquirir roupas e objetos de luxo sob encomenda.
O serviço surgiu na década de 1900, quando alguns russos aproveitaram a conjuntura para viajar até a Europa Ocidental para comprar roupas e artigos de luxo para revenda.
Alguns "compradores" têm "contratos" com lojas ou shoppings, explica Andrei, um estilista de 52 anos que tem uma lista de clientes ricos.
Com a enorme demanda por artigos de luxo ocidentais, Andrei está convencido de que o retorno das grandes marcas "é apenas uma questão de tempo".
M.Ouellet--BTB