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Presidente alemão pede união após ataque contra mercado de Natal em Magdeburgo
O presidente da Alemanha afirmou nesta terça-feira (24) que o atropelamento que deixou vários mortos no mercado de Natal de Magdeburgo projeta uma "sombra obscura" sobre as festas de fim de ano e fez um apelo para que o país não se deixe levar pelo extremismo.
Em seu tradicional discurso de Natal, o chefe de Estado, Frank-Walter Steinmeier, tentou enviar uma mensagem de incentivo, quatro dias depois do atropelamento em um mercado de Natal em Magdeburgo, que deixou cinco mortos e mais de 200 feridos.
O suspeito pelo ataque, um médico saudita identificado como Taleb Jawad al Abdulmohsen, foi detido na sexta-feira (20) no local do ataque.
"Uma sombra obscura paira sobre este Natal", disse o chefe de Estado, que fez um apelo por "união nacional".
"O ódio e a violência não devem ter a última palavra. Não permitamos que nos separem. Permaneçamos unidos", afirmou Steinmeier, com um cargo de caráter protocolar, diferente do posto de chefe de Governo.
As motivações do suspeito ainda não estão claras. Ele morava na Alemanha desde 2006 com o status de refugiado. Ele havia expressado opiniões hostis ao islã e denunciou a "islamização" da Europa.
A Arábia Saudita havia solicitado a Berlim a extradição de Al Abdulmohsen, depois de alertar em diversas ocasiões que ele poderia ser "perigoso", afirmou na segunda-feira à AFP uma fonte próxima ao governo de Riad.
O ataque atiçou o debate sobre a imigração e a segurança no país dantes das eleições legislativas antecipadas de 23 de fevereiro.
O partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) critica a recepção de centenas de milhares de refugiados. Na segunda-feira, a legenda convocou uma manifestação em Magdeburgo que reuniu quase 3.500 pessoas.
A menos de dois meses das eleições, a AfD tem quase 20% das intenções de voto, atrás do partido conservador CDU/CSU (32%) e à frente do SPD do atual chefe de Governo Olaf Scholz (15%).
F.Pavlenko--BTB