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Último adeus à Jimmy Carter terá seis dias de homenagens nos Estados Unidos
Os Estados Unidos se despedirão do ex-presidente Jimmy Carter neste sábado (4) com seis dias de cerimônias fúnebres, terminando com um funeral de Estado em Washington e o sepultamento em seu estado natal, a Geórgia.
As bandeiras estão hasteadas a meio mastro em todo o país desde que Carter morreu em 29 de dezembro, aos 100 anos de idade, em Plains, no estado da Geórgia (sul).
O ex-presidente deixou uma marca indelével na América Latina: denunciou os abusos das ditaduras militares no Cone Sul, retirou o apoio ao regime de Anastasio Somoza na Nicarágua e se comprometeu a devolver o Canal do Panamá aos panamenhos, algo que ele descreveria como sua "batalha política mais difícil".
Também chegou a um acordo com o regime de Fidel Castro em Cuba para reabrir as sedes diplomáticas na forma de uma seção de interesses.
- De Plains ao Capitólio -
As homenagens de Estado ao democrata começam oficialmente neste sábado, quando agentes do Serviço Secreto, a agência encarregada de proteger figuras políticas, levam o caixão até um carro fúnebre para um passeio por Plains.
O cortejo fará uma pausa na fazenda de amendoim da família. O sino tocará 39 vezes para homenagear o 39º chefe de estado dos EUA.
Em seguida, a comitiva seguirá para Atlanta para uma breve parada no Capitólio da Geórgia, onde Carter atuou como senador local antes de se tornar governador do estado. Será observado um momento de silêncio.
De lá, o carro fúnebre seguirá para o Carter Center, fundação criada em 1982 pelo ex-presidente e sua esposa Rosalynn, especializada em prevenção de conflitos, defesa da democracia e questões de saúde pública.
Seu caixão permanecerá na fundação das 19h00 de sábado (21h00 em Brasília) até as 6h00 (08h00 em Brasília) de terça-feira para permitir que os habitantes locais se despeçam dele.
Na manhã de terça-feira, será levado da Geórgia para a Base Conjunta Andrews, nos arredores de Washington, em uma aeronave da Força Aérea americana chamada "Special Air Mission 39".
Posteriormente, um cortejo fúnebre transportará o corpo do ex-presidente para o Memorial da Marinha dos EUA. Carter se formou na Academia Naval americana em 1946 e serviu em submarinos.
O caixão puxado por cavalos chegará ao Capitólio, sede do Congresso na capital. Ele será colocado na Rotunda, uma sala sob a cúpula do Capitólio, para uma cerimônia com a presença de parlamentares.
Cidadãos poderão prestar suas homenagens das 19h à meia-noite de terça-feira e das 7h de quarta-feira às 7h de quinta-feira.
Ele será o 13º ex-presidente a ser exibido no Capitólio. Abraham Lincoln, assassinado em 1865, foi o primeiro.
- Biden e Trump no funeral -
Um funeral de estado será realizado na quinta-feira na catedral, onde os ex-presidentes Dwight D. Eisenhower, Ronald Reagan, Gerald Ford e George H.W. Bush receberam suas últimas despedidas antes dele.
Todos os quatro ex-presidentes vivos, Bill Clinton, George W. Bush, Barack Obama e Donald Trump, devem comparecer.
O presidente democrata em fim de mandato, Joe Biden, fará o discurso fúnebre.
Por sua decisão, será um dia de luto nacional e os escritórios do governo federal serão fechados.
Biden também ordenou que as bandeiras sejam hasteadas a meio mastro por 30 dias, como de costume, o que significa que permanecerão desta forma durante a posse de Trump, em 20 de janeiro, o que enfureceu o presidente eleito republicano.
"Nenhum americano pode ficar feliz" por ter as bandeiras a meio mastro durante a posse, disse ele em sua rede Truth Social.
Após uma cerimônia religiosa, o corpo de Carter será levado para a Geórgia, onde será realizado um funeral particular na Igreja Batista de Plains, onde ele dava aulas de catecismo.
Uma carreata final por sua cidade natal levará seus restos mortais ao local onde será sepultado ao lado de Rosalynn, que morreu em 2023 aos 96 anos de idade e com quem ele foi casado por 77 anos.
Aviões da Marinha dos EUA sobrevoarão a cidade em sua homenagem.
F.Pavlenko--BTB