-
UE exige que Meta modifique o 'design viciante' do Facebook e do Instagram
-
Pelo menos 11 mortos e 19 desaparecidos em incêndio no sul da Espanha
-
Tufão Bavi provoca 15 mortes nas Filipinas e deixa Taiwan em alerta
-
Tapeçaria de Bayeux chega a Londres para empréstimo histórico
-
Incêndio florestal deixa 11 mortos no sul da Espanha
-
Aiatolá Ali Khamenei é sepultado em funeral marcado por ataques entre EUA e Irã
-
Trump informou Netanyahu sobre 'últimos movimentos' dos EUA no Golfo
-
Suspeito do assassinato de Charlie Kirk manifestou arrependimento, diz colega de quarto
-
França vence Marrocos (2-0) e está na semifinal da Copa do Mundo
-
'A vida parou': venezuelanos cavam entre escombros duas semanas após terremoto
-
Keiko toma medidas para evitar 'catástrofe' causada pelo El Niño no Peru
-
Karolina Muchova e Linda Noskova farão final feminina de Wimbledon 100% tcheca
-
Espanha e o desafio de parar a embalada Bélgica nas quartas da Copa do Mundo
-
Andy Burnham, na linha de largada para suceder a Keir Starmer no Reino Unido
-
Presidente do Peru pede a Fujimori que governe 'para todos'
-
Inglês Jarell Quansah recebe 2 jogos de suspensão por expulsão contra o México
-
Pulisic sofreu microfratura na eliminação dos EUA contra Bélgica
-
Cinco destaques da Semana de Alta-Costura de Paris
-
Justiça colombiana ordena confisco de casa do ex-goleiro Higuita vinculada a Pablo Escobar
-
Erdogan presenteia líderes na cúpula da Otan com pistolas e munições
-
Muchová disputará sua primeira final de Wimbledon após derrotar Gauff
-
Jorge Jesus será o novo técnico da seleção de Portugal
-
Aeroporto de Palm Beach adota nome de Donald Trump
-
Equipamentos quebrados e médicos exaustos: o sistema de saúde cubano à beira do colapso
-
Pierluigi Collina defende 'integridade' da arbitragem na Copa do Mundo
-
França e Marrocos inauguram quartas de final de uma Copa do Mundo em reta decisiva
-
Um revólver com seis balas: o presente incomum do presidente turco aos líderes da Otan
Starmer e Macron juntam-se às condenações europeias contra as intervenções de Elon Musk
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente francês, Emmanuel Macron, juntaram-se, nesta segunda-feira (6), às críticas de sábado do chanceler alemão, Olaf Scholz, contra Elon Musk, após as declarações do bilionário americano sobre questões de política interna dos países europeus.
O trabalhista Starmer criticou "aqueles que espalham mentiras e desinformação" após os ataques de Musk, dono da rede social X e aliado-chave do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, à gestão do Reino Unido de um caso de exploração sexual.
Emmanuel Macron acusou Musk, o homem mais rico do mundo, de apoiar "uma nova internacional reacionária" e de interferir nas eleições, especialmente na Alemanha.
Starmer denunciou que "aqueles que espalham mentiras e desinformação não estão interessados nas vítimas, mas em si próprios", depois de Musk ter mencionado, na quinta-feira no X, um caso de exploração sexual de mais de 1.500 meninas na Inglaterra entre 1997 e 2013, no qual as autoridades foram culpadas por não terem tomado medidas.
Na sua mensagem na rede social, Musk referiu-se ao próprio Starmer, no poder desde 4 de julho, quando pôs fim a 14 anos de governos conservadores nas eleições britânicas.
- "Linha cruzada -
"No Reino Unido, crimes graves como o estupro exigem a aprovação do Ministério Público antes que a polícia possa acusar os suspeitos. Quem estava no comando do CPS (a Procuradoria-Geral do Estado) quando as gangues de estupradores foram autorizadas a explorar meninas sem enfrentar a justiça? Keir Starmer", escreveu o bilionário americano.
Questionado sobre estes ataques, Starmer defendeu a sua carreira à frente do CPS, afirmando que "reabriu processos" e que "apresentou as primeiras acusações contra uma rede de exploração asiática".
Em resposta a inúmeras perguntas da mídia sobre o assunto, Starmer insistiu em não querer destacar Musk, cujo nome não mencionou, mas disse que "uma linha foi cruzada" com algumas das críticas, denunciando o "veneno da extrema direita" sobre este assunto.
Musk voltou à briga nesta segunda-feira, ao afirmar no X que "Starmer ignorou repetidamente as súplicas de um grande número de meninas e de seus pais, a fim de garantir a si mesmo apoio político. Starmer é absolutamente desprezível".
Nas mensagens de quinta-feira, Musk também exigiu a libertação do agitador britânico de extrema direita Tommy Robinson, recentemente condenado a 18 anos de prisão por violar uma decisão judicial que o proibia de repetir comentários difamatórios sobre um refugiado sírio.
Musk surpreendeu muitas pessoas no Reino Unido no domingo ao retirar o seu apoio ao chefe do partido de extrema direita britânico Reform UK, Nigel Farage, e dizer que "precisa de um novo líder".
- "Internacional reacionária" -
O presidente francês, Emmanuel Macron, em um discurso aos embaixadores do seu país, referiu-se ao apoio do magnata ao partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD).
"Há dez anos, se nos tivessem dito que o dono de uma das maiores redes sociais do mundo apoiaria uma nova internacional reacionária e interviria diretamente nas eleições, inclusive na Alemanha, quem o teria imaginado?", questionou.
O chanceler alemão, Olaf Scholz, condenou as "declarações erráticas" de Musk, assim como o seu apoio à AfD, em uma entrevista publicada no sábado.
"Na Alemanha, tudo acontece de acordo com a vontade dos cidadãos, e não de acordo com as declarações erráticas de um bilionário americano", disse o líder alemão à revista Stern, um mês e meio antes das eleições parlamentares antecipadas, previstas para 23 de fevereiro.
Scholz defendeu manter a calma face às declarações de Musk que, citado pela revista Stern, o chamou de "louco" no início de novembro e depois de "imbecil incompetente" em 20 de dezembro, antes de atacar o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, a quem chamou de "tirano".
J.Fankhauser--BTB