-
Kostyuk e Nosková se enfrentarão nas semifinais de Wimbledon
-
Técnico da Croácia Zlatko Dalic pede demissão após nove anos no cargo
-
FMI reduz previsão de crescimento global para 3% em 2026
-
Egito pede exclusão de árbitro que apitou partida contra a Argentina
-
Copa do Mundo tem dia de pausa antes das quartas de final na quinta-feira
-
Le Pen lança campanha presidencial apesar de condenação
-
Venezuelanos enfrentam pesadelo de perder suas casas pelos terremotos
-
Apple perde recurso contra regulação digital europeia
-
Trump dá por encerrada trégua com Irã após ataques cruzados
-
Trump critica duramente aliados no início da reunião da Otan
-
OpenAI lançará na quinta-feira sua nova série de modelos de IA
-
Trump afirma que está 'muito irritado' com a Otan e distrubui críticas
-
Trump diz que cessar-fogo com o Irã 'acabou'
-
Cidades sagradas do Iraque recebem cortejo fúnebre do líder iraniano Khamenei
-
Exército dos EUA ataca mais de 80 alvos do Irã
-
Última etapa do funeral do ex-líder iraniano Khamenei é realizada no Iraque
-
Alvaro Arbeloa, ex-treinador do Real Madrid, é nomeado técnico do Fulham
-
Mulheres acusam arcebispo de Rabat de violência sexual
-
Argentina 'não é invencível', diz técnico da Suíça, adversária nas quartas de final da Copa
-
Griezmann vive seu 'sonho' americano com ida para o Orlando City
-
Suíça vence Colômbia nos pênaltis e vai enfrentar Argentina nas quartas de final da Copa
-
Presidente eleito da Colômbia acusa Petro de querer dar 'golpe de Estado'
-
Djokovic sofre, mas vence Auger-Aliassime e vai enfrentar Sinner nas semis de Wimbledon
-
Principal aeroporto da Venezuela vai retomar voos comerciais, informa presidente
-
Lesionado, Onana vai desfalcar a Bélgica no restante da Copa do Mundo
-
'Foi felicidade e alívio', diz Messi após virada da Argentina
-
Parreira passa por traqueostomia e segue em estado grave, diz hospital
-
Cuba, sem combustível, restabelece gradualmente rede elétrica após apagão
-
Meio de campo: a grande batalha entre França e Marrocos
-
Blazy cria coleção de conto de fadas para alta-costura da Chanel
-
'Este grupo nunca desiste', diz Messi após virada da Argentina
-
Várias mulheres acusam arcebispo de Rabat de violência sexual
-
Técnico do Egito critica arbitragem 'injusta' após eliminação para Argentina
-
Seleção belga zomba de Trump após eliminar os Estados Unidos
-
Le Pen anuncia candidatura à Presidência da França, apesar de condenação
-
Jogadores egípcios lamentam derrota para Argentina em jogo que tinham 'nas mãos'
-
Viemos 'para vencer a Copa novamente', diz Enzo Fernández após virada da Argentina sobre o Egito
-
Restos do ex-líder iraniano Khamenei chegam ao Iraque para procissão por santuários xiitas
-
Presidente eleito da Colômbia, de la Espriella, acusa Petro de querer dar 'golpe de Estado'
-
Argentina vence Egito de virada (3-2) e vai às quartas da Copa do Mundo
-
Trump destaca 'química' com Erdogan na abertura da cúpula da Otan
-
Senadora paraguaia ameaça processar Mbappé por violência de gênero
-
Mais de 180 horas debaixo da terra, o resgate de um sobrevivente na Venezuela
-
Principal aeroporto da Venezuela retomará voos comerciais 'em breve' após terremotos
-
Kane pede calma à Inglaterra após vitória heroica sobre o México
-
Zverev vence jogo adiado e vai às quartas de final de Wimbledon
-
Ruas de Nova York são fechadas após falha estrutural em arranha-céu
-
Trump se vangloria de sua 'química' com Erdogan no início da cúpula da Otan
-
ONU expressa apoio a Mbappé após declarações 'desprezíveis' de senadora paraguaia
-
Presidente eleito da Colômbia suspende transição com governo Petro
Congresso aprova negociação de empréstimo com FMI em dia de protestos na Argentina
O Congresso argentino deu luz verde nesta quarta-feira (19) ao presidente Javier Milei para negociar um novo empréstimo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), no mesmo dia em que milhares de pessoas foram às ruas em Buenos Aires para apoiar os aposentados afetados pelo ajuste e em repúdio a um acordo com a organização internacional.
Convocados por sindicatos, organizações sociais e torcidas de futebol, os manifestantes se reuniram nas imediações do Congresso, protegido por grades metálicas, dezenas de viaturas e caminhões nos quarteirões de seu entorno. A operação policial incluiu mais de 2 mil efetivos.
Dentro do recinto, os deputados aprovaram por 129 votos a favor, 108 contrários e seis abstenções um texto que prevê um empréstimo que Milei deverá acordar com o FMI, por um montante não especificado que deverá ser reembolsado em dez anos. "Viva a liberdade, caralho!", comemorou o presidente na rede social X.
O montante obtido, que se somará aos 44 bilhões de dólares (R$ 249 bilhões, em valores atuais) devidos pela Argentina em 2018, será utilizado para cancelar dívidas com o Banco Central (BCRA) e pagar obrigações do próprio FMI.
O país precisa do novo empréstimo para fortalecer suas reservas, em um contexto de nervosismo nos mercados e intervenção crescente do Banco Central para sustentar a moeda local.
"Os argentinos fizeram um esforço enorme para conseguir a estabilidade monetária, financeira e macroeconômica, e o saneamento do Banco Central é mais um passo para consolidar esse processo", escreveu a Presidência argentina em comunicado.
Com o objetivo declarado de combater a inflação e sanear as contas públicas, Milei adotou um ajuste draconiano desde que chegou ao poder em dezembro de 2023.
- 'As coisas pioram para nós' -
"Cada vez que se aprova algo com o FMI, as coisas pioram para nós", lamentou Rodolfo Celayeta, um aposentado de 73 anos, na marcha que permaneceu pacífica até o final da tarde, quando a maior parte dos participantes deixou o local.
Ao cair da noite, foram registrados alguns incidentes menores protagonizados por um grupo de manifestantes que derrubaram grades e atiraram pedras contra a polícia em frente ao parlamento argentino.
A ministra de Segurança, Patricia Bullrich, classificou de "bem-sucedida" a operação de segurança. Dois oficiais tiveram que ser retirados em ambulância, um atingido por fogos de artifício e outro desmaiado.
O protesto foi convocado em defesa dos aposentados, o setor mais desfavorecido pelo ajuste de Milei e cujas concentrações que acontecem às quartas-feiras diante do Congresso costumam ser reprimidas com gás lacrimogênio pela polícia.
Nesta ocasião, os manifestantes entoavam: "Que feio deve ser bater em um aposentado para poder comer" e alguns usavam uma camisa com a foto da lenda do futebol Diego Maradona e uma frase sua muito famosa: "É preciso ser muito cagão para não defender os aposentados."
Na semana passada, o protesto contou com o apoio inédito de torcidas de futebol e derivou em um caos que o converteu no mais violento desde a posse de Milei. Os enfrentamentos entre manifestantes e policiais deixaram 45 feridos, entre eles um fotojornalista cujo estado de saúde é grave.
Por volta de 114 pessoas detidas nessa manifestação acabaram sendo liberadas por falta de provas, segundo uma juíza, que depois foi acusada pelo governo de "prevaricação" e "acobertamento". Outros 26 continuam na prisão.
"Vim para defender os aposentados", disse nesta quarta-feira à AFP Paola Pastorino, uma funcionária pública de 36 anos. "[Na semana passada] estive, tudo degenerou e fui embora. É inevitável ter um pouco de medo e dá raiva dizer 'louco, não posso me manifestar'."
Bullrich classificou o protesto da semana passada como uma tentativa de "desestabilização". Nesta quarta, nas estações de trens, as telas reproduziam advertências das autoridades: "A polícia vai reprimir qualquer atentado contra a República."
Muitos cartazes pediam justiça pelo fotógrafo ferido, Pablo Grillo, e a renúncia da ministra, que rejeitou abrir uma investigação pelo ocorrido.
- Aposentados empobrecidos -
Embora Milei tenha conseguido baixar a inflação de 211% em 12 meses em 2023 para 118% no ano seguinte e equilibrar as contas públicas, a economia sofreu uma contração de 1,8% em 2024 e o consumo está em queda há 14 meses.
Guillermo Benítez, um pintor aposentado de 75 anos, classificou o governo Milei como "uma máfia". "Estão reduzindo os salários dos aposentados. Eles tiraram os remédios de nós, tiraram tudo de nós", disse ele à AFP.
A convocação de torcidas de futebol ocorreu há algumas semanas, quando um aposentado vestindo a camisa do clube Chacarita foi atingido com gás pela polícia na marcha habitual em frente ao Congresso.
D.Schneider--BTB