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Maduro diz que Venezuela seguirá operando em campos que Chevron deixará por sanções
A Venezuela pretende manter a produção nos blocos petrolíferos que até agora operava em conjunto com a companhia americana Chevron, que está prestes a encerrar suas operações no país após a revogação de sua licença por parte do governo dos Estados Unidos, afirmou o líder venezuelano Nicolás Maduro nesta segunda-feira (5).
Em 26 de fevereiro, o presidente americano Donald Trump anunciou o fim da licença que o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) concedeu em novembro de 2022 em meio ao embargo petrolífero imposto em 2019.
A Chevron operava em sociedade com a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) em quatro projetos. Deverá concluir suas operações antes de 27 de maio, depois de uma prorrogação concedida por Trump que, desde o seu primeiro mandato, tem tentado asfixiar Maduro com sanções.
"Os trabalhadores têm as capacidades para que esses campos petrolíferos sigam produzindo e, ademais, me diziam hoje alguns trabalhadores que não apenas [...] vão continuar produzindo, mas que temos o plano para aumentar a produção em todos esses campos petrolíferos", disse Maduro durante seu programa semanal de televisão.
Em 11 de abril, a Venezuela informou que a Chevron devolveu carregamentos de petróleo venezuelano devido "à impossibilidade e às restrições que foram impostas [à empresa] de pagar a Venezuela pelos mesmos.
Não obstante, Maduro, cuja reeleição em julho do ano passado é tachada de fraude pela oposição, assegurou que seu governo cumprirá com os compromissos firmados com a Chevron.
"A Venezuela vai continuar cumprindo ao pé da letra tudo o que foi acordado e firmado com a Chevron. Tudo! E quem está causando prejuízo à Chevron é este grupo [a oposição] e o governo dos Estados Unidos", frisou Maduro.
A Chevron era responsável por cerca de 200.000 do milhão de barris diários de petróleo produzidos na Venezuela.
No fim de março, Trump ameaçou os países que compram petróleo ou gás venezuelano com uma tarifa adicional de 25% em suas transações comerciais com os Estados Unidos.
A Venezuela é o terceiro maior fornecedor de petróleo aos Estados Unidos, atrás de Canadá e México, segundo a Agência de Informação sobre Energia (EIA, na sigla em inglês).
"Ninguém vai parar a Venezuela, eles estão apenas prejudicando a Chevron. A Venezuela vai seguir seu caminho no campo petrolífero produzindo e levando os produtos venezuelanos ao mercado internacional", afirmou Maduro.
Medidas similares recaem sobre a francesa Maurel & Prom, a espanhola Repsol e a italiana Eni, também notificadas sobre a revogação das licenças dos Estados Unidos.
M.Ouellet--BTB