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China disposta a reforçar cooperação com EUA na área econômica
O vice-primeiro-ministro da China e principal negociador do país para questões comerciais destacou a necessidade de Pequim e Washington reforçarem a cooperação, para evitar "mal-entendidos" em suas futuras conversas, informou a imprensa estatal.
Após meses de tensão entre as duas maiores economias do mundo devido às tarifas recíprocas, as duas partes alcançaram "novos avanços para resolver suas preocupações econômicas e comerciais" durante as negociações em Londres, anunciou o canal estatal chinês CCTV.
As negociações, iniciadas na segunda-feira, buscavam prorrogar a trégua alcançada há um mês em Genebra, que levou as duas potências a reduzir consideravelmente suas respectivas tarifas durante um período de 90 dias.
"Como próximo passo, as partes (...) devem continuar ampliando seus consensos, reduzir os mal-entendidos e reforçar a cooperação", declarou o vice-premiê chinês He Lifeng, segundo a CCTV.
Os negociadores chineses e americanos afirmaram na terça-feira que alcançaram um acordo sobre um "marco geral" para superar as divergências comerciais.
O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, disse que o acordo permitirá eliminar a preocupação do seu país em relação à aquisição de terras raras chinesas, que considera excessivamente restritas por Pequim.
Os Estados Unidos acusam a China de demorar na aprovação dos envios de terras raras, cruciais para as indústrias de automóveis, semicondutores e aeroespacial. O acordo deverá ser aprovado pelos governantes dos dois países, indicaram os negociadores em Londres.
A imprensa estatal chinesa indicou nesta quarta-feira que a delegação do país "reiterou que as partes devem se encontrar no meio do caminho, cumprir as promessas e implementar as medidas".
"As duas partes mantiveram um diálogo sincero e profundo e trocaram pontos de vista detalhados sobre assuntos econômicos e comerciais de interesse mútuo", acrescentou.
O canal CCTV afirmou que os países "chegaram a um acordo de princípio sobre o marco das medidas para implementar o importante consenso alcançado pelos dois chefes de Estado em sua ligação telefônica de 5 de junho", em uma referência à conversa da semana passada entre Donald Trump e Xi Jinping.
Y.Bouchard--BTB