-
Lula define Enem como 'guerra pela educação' e critica conflitos armados
-
Maria Hellena, de 9 anos, é única de Santa Cruz aprovada na Escola Bolshoi Brasil
-
Lucy Alves retorna às novelas em 'Lá na minha terra' e confirma novo namoro
-
Pais e irmã do atirador de Cracóvia são encontrados mortos em casa
-
Governo de São Tomé e Príncipe contesta penhora de conta do Banco Central em Portugal
-
Trump convida Dana White para ser porta-voz da Casa Branca
-
Serrano vence o São Cristóvão e conquista a Taça Corcovado no Carioca B1
-
Shows no Horto do Fonseca são adiados por causa da chuva em Niterói
-
Rosa Moreira explica por que deve semear favas e ervilhas em novembro
-
80 proprietários de Tesla na Coreia do Sul enfrentam prisão por hackear FSD
-
Gadi Eisenkot assume missão de formar governo de urgência em Israel
-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
-
Porto montará pista de gelo em praça ocupada por protesto por habitação
-
Ameaças de bomba provocam perturbações e temor em vários países europeus
-
Putin confirma negociação com Ucrânia e EUA nos Emirados
-
Motorola Signature de 256 GB recebe desconto de 25% no Magalu
-
Ações de big techs caem com dúvidas sobre retorno dos gastos em IA
Estado de exceção propiciou torturas e abusos em Honduras, segundo ONG
O estado de exceção vigente em Honduras desde dezembro de 2022 para combater a criminalidade tem favorecido casos de tortura e abusos de poder, afirmou, nesta quinta-feira (14), uma ONG de direitos humanos.
A medida decretada pela presidente de esquerda, Xiomara Castro, em 6 de dezembro de 2022 é semelhante, em alguns aspectos, ao regime de exceção instaurado em El Salvador em março de 2022 para combater gangues, que reduziu drasticamente os homicídios, mas é criticado por grupos de direitos humanos.
"Longe de garantir segurança", o estado de exceção em Honduras contribuiu para uma "maior percepção de insegurança [...] e propiciou múltiplos abusos de poder, incluindo maus-tratos, lesões e atos de tortura", assegurou a ONG Cristosal em um relatório.
O estado de exceção estimulou "violações aos direitos humanos", "impactos psicossociais significativos", especialmente em grupos vulneráveis, "deteriorando a saúde mental", destacou o grupo.
Destacou que a medida, que permite prisões sem mandato judicial, foi prorrogada em 19 ocasiões, sem que o Congresso a tenha aprovado, na maioria das vezes.
Segundo a Secretaria de Segurança, 9.668 suspeitos foram detidos neste tempo por "diversos delitos".
O relatório, elaborado com base em mais de 100 entrevistas, cita um homem identificado como Javier, que afirma que a polícia "estigmatiza os jovens (por suas roupas), pelo corte de cabelo" e seus sapatos.
Suyapa, uma mulher da capital, sustentou que desde 2022 "a violência aumentou notavelmente", porque "a polícia está utilizando mais violência".
A ONG indicou que em Honduras a extorsão continua, "pequenos negócios fecharam por medo, e a 'quota' que impõem as maras e gangues" às suas vítimas persiste "com total impunidade".
Cristosal é uma ONG reconhecida que também operava em El Salvador, mas foi forçada a se exilar após denunciar uma "escalada repressiva" do governo de Nayib Bukele contra as vozes críticas ao seu governo.
O escritório do estatal Comissário Nacional de Direitos Humanos registrou 924 reclamações entre dezembro de 2022 e abril de 2025 por "abusos" de policiais, segundo um comunicado.
O ministro de Segurança, Gustavo Sánchez, garantiu recentemente que o estado de exceção permitiu reduzir os homicídios em 25% em 2024, "o nível mais baixo da história", ao se situar em 26,8% homicídios por cada 100 mil habitantes.
De acordo com o Observatório da Violência da Universidade Nacional, Honduras havia encerrado 2023 com uma taxa de 34,5 homicídios por cada 100 mil habitantes e 2022 com 38,2.
O.Krause--BTB