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Ex-diretor da Pemex é detido nos EUA por caso Odebrecht
O ex-diretor da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) Carlos Treviño foi detido nos Estados Unidos e será extraditado para ser julgado por corrupção no caso Odebrecht, anunciou nesta quinta-feira a presidente do México, Claudia Sheinbaum.
Treviño dirigiu a petroleira entre 2017 e 2018, durante o governo do então presidente Enrique Peña Nieto (2012-2018). Ele é acusado de ter recebido propinas no valor de 4 milhões de pesos (cerca de US$ 212.000) para autorizar um contrato de uma planta vinculada a uma filial da empreiteira brasileira.
Treviño tinha contra si um mandado de prisão desde 2021, por acusações de associação criminosa e lavagem de dinheiro vinculadas a essa denúncia.
"No dia de ontem, foi detido um ex-diretor da Pemex, que fazia parte dos alertas que existiam, e é bom. Vão deportá-lo e será julgado aqui no México por corrupção", disse a presidente em coletiva de imprensa, antes de confirmar o nome de Treviño.
A Procuradoria-Geral detalhou na tarde de hoje que agentes da imigração dos Estados Unidos prenderam o ex-funcionário anteontem, na cidade de Dallas. "Ele se encontra em processo de deportação, sob custódia do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE)."
Um advogado de Treviño afirmou ao canal de TV Milenio que não existe mandado de prisão internacional contra seu cliente - que solicitou asilo nos Estados Unidos - e que sua detenção se deu por motivos "estritamente" migratórios.
A Pemex é a maior empresa do México e uma contribuinte importante para os cofres públicos do país. A petroleira arca com uma dívida de quase US$ 100 bilhões (aproximadamente R$ 540 bilhões), enquanto tenta aumentar sua produção.
No começo de agosto, o governo do México apresentou um plano de resgate para a empresa petroleira, que inclui uma emissão de títulos apoiada por sua administração.
D.Schneider--BTB