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Austrália critica Israel por revogação de vistos de diplomatas
A ministra australiana das Relações Exteriores criticou Israel nesta terça-feira (19) por revogar os vistos de seus diplomatas junto à Autoridade Palestina.
A medida israelense foi tomada depois que a Austrália impediu, na véspera, que um político de extrema direita de Israel entrasse no país para dar uma série de palestras.
As relações entre os dois países estão cada vez mais tensas desde que Canberra declarou que reconhecerá o Estado palestino na Assembleia Geral da ONU, em setembro.
A ministra australiana, Penny Wong, chamou a revogação dos vistos diplomáticos de "reação injustificável" de Israel. "No momento em que o diálogo e a diplomacia são mais necessários do que nunca, o governo Netanyahu isola Israel e mina os esforços internacionais para a paz e a solução de dois Estados", afirmou.
O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, respondeu nesta terça-feira na rede social X com uma crítica ao premier australiano, Anthony Albanese, que chamou de "político fraco, que traiu Israel e abandonou os judeus da Austrália".
O ministro australiano do Interior, Tony Burke, respondeu nesta quarta-feira (20) que a declaração era típica de um líder frustrado. "A força não se mede por quantas pessoas você pode explodir ou quantas crianças você pode deixar com fome", disse ao canal de TV nacional ABC.
Na década de 1950, a Austrália acolheu judeus que fugiam do Holocausto. A cidade de Melbourne abrigou a maior população mundial per capita de sobreviventes do Holocausto fora de Israel.
Canberra cancelou nesta segunda-feira o visto do político israelense de extrema direita Simcha Rothman, cujo partido integra a coalizão governante de Netanyahu. Horas depois, o ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Saar, anunciou a revogação dos vistos dos representantes australianos na Autoridade Palestina, que governa a Cisjordânia ocupada.
J.Horn--BTB