-
Lula define Enem como 'guerra pela educação' e critica conflitos armados
-
Maria Hellena, de 9 anos, é única de Santa Cruz aprovada na Escola Bolshoi Brasil
-
Lucy Alves retorna às novelas em 'Lá na minha terra' e confirma novo namoro
-
Pais e irmã do atirador de Cracóvia são encontrados mortos em casa
-
Governo de São Tomé e Príncipe contesta penhora de conta do Banco Central em Portugal
-
Trump convida Dana White para ser porta-voz da Casa Branca
-
Serrano vence o São Cristóvão e conquista a Taça Corcovado no Carioca B1
-
Shows no Horto do Fonseca são adiados por causa da chuva em Niterói
-
Rosa Moreira explica por que deve semear favas e ervilhas em novembro
-
80 proprietários de Tesla na Coreia do Sul enfrentam prisão por hackear FSD
-
Gadi Eisenkot assume missão de formar governo de urgência em Israel
-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
-
Porto montará pista de gelo em praça ocupada por protesto por habitação
-
Ameaças de bomba provocam perturbações e temor em vários países europeus
-
Putin confirma negociação com Ucrânia e EUA nos Emirados
-
Motorola Signature de 256 GB recebe desconto de 25% no Magalu
-
Ações de big techs caem com dúvidas sobre retorno dos gastos em IA
Festival de Veneza estende o tapete vermelho para as estrelas
O Festival de Veneza estende nesta quarta-feira (27) seu tapete vermelho para receber dezenas de estrelas mundiais, incluindo Julia Roberts e George Clooney, na 82ª edição do evento, que também pode ser marcada por questões políticas.
Artistas como Cate Blanchett, Adam Driver, Emma Stone e Oscar Isaac passarão pela cidade italiana, onde 21 filmes estão na disputa pelo cobiçado Leão de Ouro. Seis produções da mostra oficial foram dirigidas por mulheres.
Com seu novo filme "La grazia", o renomado diretor italiano Paolo Sorrentino abrirá a Mostra deste ano. O júri é presidido por Alexander Payne, vencedor de dois Oscar de roteiro, que anunciará o melhor filme do evento em 6 de setembro.
Durante a cerimônia de abertura desta quarta-feira, o cineasta alemão Werner Herzog será homenageado com um prêmio honorário por sua carreira, o Leão de Ouro pelo conjunto da obra. Na quinta-feira, ele exibirá o documentário "Ghost Elephants".
Questionado sobre a ausência de filmes latino-americanos na competição oficial, o diretor artístico da Mostra, Alberto Barbera, disse à AFP que há "situações complexas que precisam ser levadas em consideração".
Ele citou como exemplos o Brasil, que "sai de quatro anos de ditadura de (Jair) Bolsonaro, que fez de tudo para colocar o cinema de autor brasileiro em segundo plano", e a "Argentina, onde o novo governo de (Javier) Milei cortou todo o financiamento".
"Este fenômeno acontece em muitos países do mundo, onde a censura é cada vez mais rígida e restritiva", advertiu.
- Julia Roberts -
Entre os filmes aguardados estão "O Estrangeiro", uma adaptação de François Ozon do romance homônimo de Albert Camus, e "Jay Kelly", de Noah Baumbach, em que George Clooney interpreta um ator renomado afetado por uma crise de identidade.
A 82ª edição de Veneza será a primeira para Julia Roberts, estrela de "After the Hunt", filme de Luca Guadagnino, que será exibido fora de competição, sobre um caso de agressão sexual em uma universidade americana de grande prestígio.
Os novos trabalhos de diretores como Guillermo del Toro, com sua nova versão de "Frankenstein", Yorgos Lanthimos, que volta a colaborar com Emma Stone em "Bugonia", e Kathryn Bigelow, com seu thriller político "A House of Dynamite", estão na disputa pelo prêmio principal.
Além do glamour do tapete vermelho, o festival exibirá vários filmes de temática política, que podem provocar debate.
- "Espaço de diálogo" -
Com a guerra na Ucrânia sem sinais de terminar, Jude Law interpreta o presidente Vladimir Putin em "The Wizard of the Kremlin", um filme de Olivier Assayas sobre a ascensão do presidente russo.
A cineasta franco-tunisiana Kaouther Ben Hania apresentará "The Voice of Hind Rajab", que conta a história real de uma menina palestina de cinco anos assassinada em janeiro de 2024 pelas forças israelenses ao lado de seis parentes quando tentavam fugir da Cidade de Gaza. O filme utiliza uma gravação da própria Hind pedindo ajuda aos serviços de emergência.
Além da exibição de filmes, no sábado está programada uma manifestação pró-palestina no Lido, apoiada por dezenas de associações políticas e movimentos da sociedade civil, segundo os organizadores.
"O Festival de Cinema de Veneza não deve permanecer como um evento isolado da realidade, deve ser um espaço para denunciar o genocídio que está sendo executado por Israel com a cumplicidade dos governos ocidentais", afirmaram os movimentos que convocaram o protesto.
Alberto Barbera insistiu que "a Mostra de Veneza não está evidentemente fechada em uma bolha", mas também "não adota posições políticas diretas", pois a Bienal é "um espaço cultural de diálogo, de discussão e de abertura que não censura ninguém, nem boicota os artistas".
O.Krause--BTB